segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Poema - Cláudia Muniz

O ENCONTRO

Vim embora com o sabor do seu beijo.
Seu cheiro marcante ficou em mim.
Seu sorriso mostrando desejo me acompanhou.
E a estrada sempre tão vazia, esteve cheia de você.

Naquele momento me senti desejada.
Senti que a paixão dominou meu ser.
Queria seu beijo, muitas vezes mais
Queria seu abraço, para voltar à paz .

Estava tão sozinha, numa solidão dolorida
Mas no seu controle me senti protegida.
Quero você, sempre que possível
Quero te ver, sempre aqui comigo!

CLAUDIA MUNIZ
União Cultural - Conselho Taubaté-SP

Conto - Imá Fonseca

AS VIRTUDES DE DONA MIZÉ

IMÁ FONSECA

Em qualquer cidade, em qualquer bairro, em qualquer rua, melhor dizendo em qualquer lugar do mundo, existem as comadres, - aquelas mulheres, matronas solícitas e companheiras nos momentos difíceis. Às vezes dá a impressão de não terem vida própria tal a solicitude e desprendimento com que absorvem nossos problemas; como sentem nossas dores e como são desprendidas em nos socorrer.
Na minha rua, como não podia ser diferente, tínhamos este anjo protetor, era a vizinha que todos sonham ter. Se formos descrever suas atenções, seus conhecimentos e sua disponibilidade, vamos tecer uma rede de virtudes. Até parteira (mesmo nos dias de hoje) poderia ser; aliás, contando suas estórias dizia que lá no interior já fizera uma dúzia deles. Suas quitandas e doces eram apreciadíssimos e sempre éramos agraciados com fartas porções; o meu predileto era “ambrosia” (doce de ovos). O interessante é que sua solicitude a levava a freqüentar praticamente todas as casas do bairro, mas parece que ninguém a visitava, não sei se não gostava de receber visita ou se não tinha tempo, dada sua intensa vida social. Sempre que saía de nossa casa (uma rotina às vezes em doze dupla /tripla – manhã, tarde... e noite!) minha mãe a acompanhava até a porta e a despedida era sempre a mesma: - então até mais ver D. Mizé, muito obrigada, Deus a abençoe, qualquer dia lhe farei uma visita...e a resposta também era a mesma: - ora, ora, não há de que, então não é dando que se recebe...apareça D. Mundica!
A distância era de apenas duas quadras da nossa casa, quando aparecia pela manhã, entrava sorrateiramente pelos fundos e ia direto para a cozinha, sempre levando uma quitanda quentinha, recém-saída do forno e com o cigarro apagado entre os dedos, pegava minha mãe justamente no momento em que estava passando o café. Ali já lançava seus olhos argutos sobre minha mãe procurando alguma mancha, algum inchaço, ou alguma alergia; qualquer coisa que necessitasse de uma reza que faria na hora e como não havia nenhum desses sintomas começava a perguntar se ela ou os demais da casa não sentiram dores de cabeça, diarréia, enjôos, e etc. Então depois destas curiosidades médicas despejava as notícias da redondeza; nenhum acontecimento poderia lhe escapar, era sempre a primeira a saber e a espalhar a novidade e quando não havia nenhuma, fazia previsões que logo eram confirmadas. Quando não aparecia pela manhã, era a tarde, ou então à noite e às vezes em todos os turnos, pelo menos duas vezes por semana. Até hoje não sabemos se mamãe gostava ou não, parecia que sim, pois sempre a recebia com cordialidade e atenção.
Não fosse pela estranha forma de viver, D. Mizé chamaria a atenção do mesmo jeito: - era uma mulher pequena, rechonchuda, mas de cintura fina; o rosto redondo corado era salpicado pelas sardas, tinha olhos azuis e os cabelos curtos encaracolados da cor de fogo (naturais, segundo dizia), a idade era meio indefinida, entre os trinta e cinco quarenta e cinco anos. Era viúva, não tinha filhos e cuidava do pai, um senhor esquelético que ficara cego devido à diabetes.
Aquela mesma atenção que dispensava à minha casa, era distribuída entre toda a circunvizinhança, sem ficar devendo nada a ninguém, pois todos tinham uma dívida de gratidão com ela: - era a advogada que defendia os direitos do Seu Nicolau cuja vidraça fora quebrada pelo moleque filho do vizinho; era a juíza que sentenciava a condenação da filha de D. Maria que pulou a janela para sair com o namorado: era a amiga que consolava Belinha quando o Zeca a traía; era a companheira que animava D. Constância na sua viuvez; era a doutora que prestava os primeiros socorros quando Juju quebrou o braço; etc., etc. Era pau para toda obra, segundo ela própria se apresentava; precisando era só chamar!
Dona Mizé havia ganhado a confiança de todos, mas algumas vezes havia até uma certa confusão entre as famílias; algumas mulheres não entendiam o porque da tamanha dedicação de seus maridos, que até se esqueciam que existia médicos, advogados, juízes, todos a seu serviço, se solicitados; antes por qualquer coisa corriam atrás de D. Mizé. Por outro lado a maioria das mulheres confiavam sua vida à benfazeja, entregando os problemas dos maridos e dos filhos a ela, irritando-os profundamente quando a “toda poderosa” com ares de detentora da verdade invadia sua privacidade com conselhos e rezas de descarrego.
Contudo D. Mizé era querida por todos e invariavelmente dia após dia praticava suas boas ações, pelo menos era a opinião da maioria, não fosse o seu intragável desafeto – o Padre Anacleto. Por acaso a casa paroquial anexa à pequena Igreja dava fundos para o quintal de D. Mizé, e o padre até já se referira a ela como bruxa, não aceitava suas rezas e as intromissões na vida daquelas famílias. Em contrapartida quando ela se referia ao assunto dizia que eram ciúmes, porque o padre não conseguia arrebanhar ovelhas, enquanto que ela se quisesse encheria várias igrejas do tamanho daquela.
Entretanto, para um bom entendedor, parecia haver uma mensagem oculta nas entrelinhas do padre, aquilo não era apenas antagonismos de idéias ou rivalidades religiosas não! Padre Anacleto parecia guardar um segredo! Sua diferença com D. Mizé ia além do dito e conhecido! Mas como descobrir, se padre não pode revelar segredos, mesmo quando não são de confissão? Se é um fato que viu, ou ouviu, ainda mais naquela paróquia, onde todos a endeusavam, como apontar o dedo e acusar a benfeitora a quem todos de uma maneira ou de outra tinham o rabo prezo!
Certa vez o padre chegou a pensar em procurar o bispo, mas depois pensando mais sensatamente viu que seria inútil, poderia comprometer sua imagem diante da igreja, e quem sabe até do Vaticano! Como conseguir provas? Seria aquele caso de âmbito da igreja? E se fizesse as coisas às escondidas, anonimamente... Também seria complicado pois violaria seus princípios, se pelo menos ela fosse uma ovelha do seu rebanho poderia aborda-la para uma conversa... Não! Aquele caso em princípio estava sem solução, mas por outro lado como lidar com sua consciência sendo defensor de princípios e boa moral?
Mesmo aconselhando-se com Deus não encontrava uma saída e a situação continuava escancarada diante de seus olhos, quando da janela de seus aposentos olhava para o quintal de D. Mizé.
Uma coisa que não entendia era a passividade daquelas pessoas; será que ninguém jamais se sentiu curioso em conhecer aquela casa? Afinal D. Mizé entrava e saía de todas as casas à vontade; era certo que aparentemente ela estivesse sempre ausente, menos nas terças e quintas à tarde, mas parece que ninguém nunca conferiu isto. Somente Padre Anacleto sabia que ela tinha lá seus momentos para o lar... Mas de qualquer forma a matrona era esperta, sua casa ficava trancada a sete chaves, para entrar lá tinha que chamar na campainha e isto levantaria a lebre; surpreende-la era impossível!
Naquela terça -feira mesmo tentando se conter, (depois de muito pensar decidiu que o melhor era ignorar) o padre não resistiu, das frestas da sua janela pode acompanhar o início das seções (em média uma hora para cada garoto) – era exatamente duas horas da tarde e duraria até as cinco: não havia bebida, só cigarros, sucos e frutas. As cenas se passavam num cômodo semi-aberto, decorado de vermelho e dourado; uma cama redonda no centro, espelhos de um lado e samambaias do outro e uma música frenética em tom baixo preenchia o ambiente.
O garoto com ares entre amedrontado e curioso, estava encolhido timidamente no meio da cama só de cueca olhando fixamente para um determinado ponto, de onde logo saiu a virtuosa D. Mizé, dançando a “dança do ventre”. Ela vestia apenas uma bata dourada, minúscula e transparente, que ao rítimo da musica ia escorregando pelos ombros até cair a seus pés; depois insinuante e vagarosamente como uma gata, aproximou-se do rapaz enroscando-se a ele, que embora ansioso para dar início à sua “iniciação”, recuou assustado, mas foi logo vencido pelas virtudes de Dona Mizé.

Júlia Blanque na Livraria Saraiva - São Paulo-SP - em noite de autógrafos e quirologia

C O N V I T E

Eu, Júlia Blanque, e a livraria Saraiva
estamos convidando você, para este momento especial!


O evento de autógrafos e quirologia na Saraiva, em dezembro, foi um sucesso!
Devido ao retorno extraordinário dos leitores, estarei realizando
pela segunda vez, a leitura técnica das mãos dos interessados na loja e,
autografando meu livro.
Enfatizarei as Virtudes e Pontos a Melhorar, Essência e Ego de cada um.

A quirologia é uma ferramenta para o desenvolvimento pessoal,
tema que também menciono no livro.

Invista em autoconhecimento, sem preconceitos, sem medos.
É uma fortalecedora viagem interior,
uma conexão com sua Essência divina!

Um super feixe de luz!

Júlia

Mensagens Poéticas de 31/jan/2011 - por Ademar Macedo

<<< Uma Trova Nacional >>>
Uma lágrima, sequer,
eu vi no adeus... Nem depois.
Não faz mal... Eu sou mulher,
posso chorar por nós dois!
(Divenei Boseli/SP)

<<< Uma Trova Potiguar >>>
A lágrima, na verdade,
por seu poder infinito,
traduz com fidelidade
o que não pode ser dito...
(Reinaldo Aguiar/RN)

<<< Uma Trova Premiada >>>
2008 > Balneário Camboriú/SC
Tema > LÁGRIMA(s) > Venc.
Em meus momentos aflitos
deixo-as nas faces rolando,
porque as lágrimas são gritos
dos meus sonhos se afogando.
(Almerinda Liporage/RJ)

<<< Simplesmente Poesia >>>

SAUDADE

– Inoema Nunes Jahnke/RS –

Se do nada uma lágrima
rolar no seu rosto...
Não tente entender,
se mesmo, sem você querer,
outra lágrima teimar
em embaçar teu sorriso...
Não procure nem tente entender,
com certeza é teu coração,
com vontade de me ver.

<<< Uma Trova de Ademar >>
>Da bebida fiquei farto,
bebendo, perdi quem amo;
hoje bebo no meu quarto,
as lágrimas que eu derramo!
(Ademar Macedo/RN)

<<< ...E Suas Trovas Ficaram >>>
Quem já foi homem de bem,
e se fez trapo na vida,
sabe as lágrimas que tem
cada copo de bebida...
(Aloísio Alves da Costa/CE)

<<< Estrofe do Dia >>>
Nossas conquistas são feitas,
o mundo é nosso cartório,
a vida é um laboratório
de diferentes receitas,
as lágrimas não são aceitas
como nossos risos são,
serenidade é canção
na voz que Deus abençoa;
passa a vida o tempo voa
nas asas da ilusão.
(Geraldo Amâncio/CE)

<<< Soneto do Dia >>>

ESTRANHAS LÁGRIMAS

– Félix Pacheco/PI –

Lágrimas... noutras épocas verti-as.
Não tinha o olhar enxuto como agora.
- Alma, dizia então comigo, chora!
Que assim minorarás as agonias!

Ah! Quantas vezes pelas faces frias,
umas, outras após, a toda hora,
gota a gota rolando elas, outrora,
marcaram noites e marcaram dias!

Vinham do oceano d’alma, imenso e fundo,
de espuma as ondas salpicando o flanco,
numa fremência amargurada e louca.

Nos olhos hoje as lágrimas estanco...
rolam, porém, sem que as descubra o mundo
sob a forma de risos pela boca.

Festival de Rotterdam e produtoras de cinema do Rio de Janeiro

Festival de Rotterdam: Secretaria de Cultura seleciona produtoras
Órgão foi o único do país a firmar parceria com o festival holandês

As produtoras de cinema Daniela Santos e Anna Azevedo foram selecionadas por Chamada Pública da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), através da Superintendência de Audiovisual, para participar, neste fim de semana, do Laboratório para Jovens Produtores, durante o Festival de Cinema de Rotterdam, na Holanda. A secretaria é o primeiro e único órgão brasileiro a ter firmado parceria como essa com o festival.

O Laboratório para Jovens Produtores marca o início do acordo entre a Secretaria de Cultura e o Festival de Cinema de Rotterdam, firmado no ano passado.

A superintendente de Audiovisual da pasta, Julia Levy, destacou a importância da participação da Secretaria de Cultura no Festival de Rotterdam.

- O objetivo da Superintendência de Audiovisual e da secretaria nesse Festival é desenvolver a formação dos produtores iniciantes e independentes e oferecer oportunidade para que eles entendam o funcionamento do mercado internacional, e possam atuar de forma efetiva com seus filmes nesses mercados. O Festival de Rotterdam é o principal do setor para esses jovens profissionais, e ainda, no lançamento de novas cinematografias no mundo – informou Levy, adiantando que, para este ano e os próximos, a SEC pretende fortalecer essa iniciativa e estabelecer contato com outros festivais, visando a valorização dos profissionais do mercado fluminense no exterior.

As produtoras terão a oportunidade de participar do mercado de negócios do festival, onde estarão em contato com empresas investidoras em projetos audiovisuais do mundo inteiro, abrindo, assim, possibilidades de parcerias importantes. Elas também vão potencializar seus conhecimentos para o desenvolvimento de futuros projetos, a serem inseridos dentro de um adequado ambiente econômico e tecnológico, colaborando dessa forma, para o crescimento do mercado audiovisual fluminense.

Daniela Santos e Anna Azevedo serão acompanhadas no Festival de Cinema de Rotterdam pela coordenadora de desenvolvimento da indústria, da Superintendência de Audiovisual da SEC, Angélica de Olivera, e por Tatiana Leite , coordenadora da Filme Rio - Rio Film Commission, da SEC.

Extraído do sítio do Governo do Estado do rio de Janeiro

Darly O. Barros, com poucas mais emocionantes palavras, fala sobre Milton Nunes Loureiro

Foi fazer Trovas no céu o nosso querido Milton Nunes Loureiro, presidente da UBT de Niterói.
Um guerreiro, um ser humano digno e honrado, com grande talento, generoso e leal.
Que Deus o tenha!
Rezem por sua alma e que ela descanse em paz!
Abraços,

DARLY O. BARROS
Coordenadora União Cultural - São Paulo-SP

Indicações - 2º Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro

Secretaria recebe indicações para o 2º Prêmio de Cultura
O vencedor de cada categoria da premiação ganhará R$ 10 mil
Por Ascom da Secretaria de Cultura

A Secretaria de Estado de Cultura está recebendo, até o dia 27 de fevereiro, indicações em 17 categorias para o 2º Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.
O vencedor em cada categoria receberá R$ 10 mil. A premiação será em abril, em dia e local a serem anunciados.

Neste ano, o prêmio abrangerá duas novas categorias: Festas Folclóricas e Design. As demais são: Música Popular; Música Clássica; Empreendedorismo Cultural; Patrimônio Material; Patrimônio Imaterial; Teatro; Circo; Dança; Registro (Memória-Comunicação); Audiovisual; Literatura (Produção Literária); Novas Mídias; Artes Visuais (Artes Plásticas, Fotografia e Grafite); Gastronomia e Moda.

As indicações para o prêmio devem ser feitas no Portal Cultura.rj (www.cultura.rj.gov.br), bastando, para isso, clicar no botão "Prêmio de Cultura", e preencher o formulário completo, incluindo a justificativa. Somente as indicações com todos os campos preenchidos serão validadas pelo sistema. As demais serão anuladas.

A partir dessas indicações, uma comissão formada por representantes da Secretaria de Cultura e do Conselho Estadual de Cultura (CEC) escolherá apenas três opções para cada modalidade, e, mais tarde, o conselho indicará o vencedor em cada categoria.

O troféu para os contemplados será criado por alunos da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV). A obra será selecionada através de concurso realizado dentro da escola. Os projetos serão avaliados por uma comissão formada por professores e pela direção da EAV, mais representantes da SEC. O autor do troféu vencedor receberá, como prêmio, a importância de R$ 3 mil.

Extraído do Sítio do Governo do Estado do Rio de Janeiro

Nota de Falecimento - Milton Nunes Loureiro, presidente da UBT Niterói-RJ e da UBT/RJ

Meus Queridos Irmãos,

O mundo Trovadoresco perdeu hoje um dos seus mais atuantes filhos.
Recebi de Edmar e de Tereza Costa Val a notícia que o Milton Nunes Loureiro nos deixou nesta manhã. Em meu nome e em nome de toda a ATRN (da qual sou 1º Secretário) deixo aqui os nossos votos de pesar a todos os parentes e Amigos.
Fraternalmente;

ADEMAR MACEDO
União Cultural - Natal-RN
Natal, 31 de janeiro de 2011

Mensagens Poéticas de 30/jan/2011 - por Ademar Macedo

<<< Uma Trova Nacional >>>
“A bolsa ou a vida” – eu ouço
e retruco as ironias:
- Que leve as duas, seu moço,
pois ambas estão vazias.
(Roberto Medeiros/MG)

<<< Uma Trova Potiguar >>>
Nessa vida de rancores,
de fatos imprevisíveis,
coragem faz vencedores,
concórdia faz invencíveis.
(Fabiano Wanderley/RN)

<<< Uma Trova Premiada >>>
1999 > Niterói/RJ
Tema > TIMIDEZ > M/H
Sou tímida, na verdade,
e você já percebeu.
Porém... me beije à vontade
porque a tímida sou eu...
(Alcy Ribeiro S. Maior/RJ)

<<< Simplesmente Poesia >>>

POR SOBRE AS NUVENS

– Eduardo A. O. Toledo/MG –

Por sobre as nuvens, meu sonho
vai dedilhando, disperso,
as ilusões que componho
na pauta azul do universo.

Por sobre as nuvens me ponho,
preso às estrelas, imerso,
como se fosse um risonho
canteiro cheio de versos.

Por sobre as nuvens, são tantos
devaneios e acalentos,
que o céu parece um coreto

de estrelas doidas, vadias,
declamando poesias
sob as nuvens de um soneto!!!

<<< Uma Trova de Ademar >>>
Vejo sentadas no chão,
trajadas de desamor;
crianças comendo pão
amanteigado de dor!
(Ademar Macedo/RN)

<<< ...E Suas Trovas Ficaram >>>
A morte não me intimida...
Perfil de dor que eu descarto.
A morte é somente a vida
fazendo um segundo parto!
(Paulo Cesar Ouverney/RJ)

<<< Estrofe do Dia >>>
Por decreto de um pai onipotente
e por ordem expressa de Jesus,
eu carrego pra sempre a minha cruz
que de Deus eu ganhei como presente;
e agradeço por eu ser tão contente
sem ter mágoa, sem dor, sem fantasia,
a minha vida é um poema de alegria
que eu me sinto feliz em declamar;
no “cotoco” da perna de Ademar
Deus plantou a semente da poesia.
(Ademar Macedo/RN)

<<< Soneto do Dia >>>

EU GOSTO DA CHUVA

– Sônia Sobreira/RJ –

Gosto da chuva, do seu marulhar,
dos pingos caindo com precisão,
do vento alegre que teima em soprar
folhas molhadas caídas no chão.

Gosto da chuva, do seu gotejar,
águas rolando, enxurrada em roldão
deixando nas pedras brilho sem par,
como o trabalho de fino artezão.

Gosto da chuva a cair sobre mim,
névoa de prata a envolver meu jardim,
que todo encharcado, em brilhos reluz!

Eu gosto de ouvir o som que ela faz,
qual retinir dos mais finos cristais
jorrando do céu, pedaços de luz!

sábado, 29 de janeiro de 2011

Abertas inscrições de projetos no Centro Técnico Audiovisual do Ministério da Cultura

Centro audiovisual reabre inscrições para primeiro período de 2011

O Centro Técnico Audiovisual (CTAv), vinculado do Ministério da Cultura (MinC), reabriu inscrições para o primeiro período de 2011. Interessados em escrever projetos têm até 15 de fevereiro para apresentar suas propostas. A execução dos serviços solicitados acontecerá entre 14 de março e 13 de maio.

A seleção é aberta para pessoas físicas e produtoras independentes. Para realizar a inscrição é necessário ler o regulamento e enviar, via internet, uma ficha preenchida. As propostas serão avaliadas por uma comissão do centro. São prioritários os serviços de atendimento aos curtas-metragens, documentários e filmes de baixo orçamento.

Entre os serviços disponíveis no CTAv estão mixagem, empréstimo de equipamentos e transfer 35mm. Caso o projeto seja aprovado, o proponente será comunicado e convidado a apresentar o material necessário.

Maiores informação no sítio do Ministério da Cultura:
http://www.cultura.gov.br/site/

Prorrogadas inscrições na Universidade da Integração Latino-Americana - Foz do Iguaçu-PR

Universidade da Integração Latino-Americana prorroga inscrições até o dia 13

Os estudantes que pretendem concorrer a vagas nos 12 cursos de graduação da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) em 2011 têm uma semana a mais de prazo para se inscrever. A instituição prorrogou a data-limite das inscrições do dia 6 para o dia 13 de fevereiro, até as 23h59.

Cada estudante terá direito a apenas uma inscrição. Caso seja detectada eventual incorreção no preenchimento das informações, o candidato deve enviar a retificação dos dados para o e-mail: selecao.alunos@unila.edu.br.

O período de inscrições vale para estudantes brasileiros que prestaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2009 ou de 2010. Para os estrangeiros, a seleção tem critério próprio em cada país.

Os cursos oferecidos pela universidade exigem dedicação do aluno também fora dos turnos regulares, em razão do perfil didático-pedagógico da Unila, que prevê frequentes atividades curriculares complementares.

Com sede em Foz do Iguaçu, Paraná, próxima à fronteira com Argentina e Paraguai, a Unila foi criada pela Lei nº 12.189, de 12 de janeiro de 2010. Instituição de caráter multicultural e multidisciplinar, abriu os seis primeiros cursos de graduação em agosto do ano passado.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), a instituição tem hoje 200 alunos — 100 brasileiros e 100 vindos da Argentina, Uruguai e Paraguai. Com a seleção de 2011, a instituição vai ampliar para 800 o número de alunos e passará de seis para 12 cursos. Os candidatos devem fazer a inscrição na página eletrônica da universidade.

Extraído do sítio do Governo Federal

Tardes de Alegria no Museu - Niterói-RJ

Casa de Oliveira Vianna apresenta Tardes de Alegria
As atividades do centro cultural acontecerão de 7 a 11 de fevereiro
Por Ascom da Secretaria de Cultura

A Casa de Oliveira Vianna, em Niterói, promove o evento “Tardes de Alegria no Museu” em fevereiro. O público poderá participar de oficinas de teatro, leitura, pintura e confecção de pipas, e, ainda, exibição de filme. Monitores especializados em pedagogia, produção cultural e educação física animarão a garotada. Os encontros acontecerão de 7 a 11 do próximo mês, das 14h às 16h30.

Ao entrar na casa onde viveu o jurista, escritor e jornalista Oliveira Vianna, os visitantes têm um encontro com a história do Brasil do século XX. Adquirida pelo Estado do Rio de Janeiro em 1955, a residência centenária foi transformada em um centro de pesquisas sobre temas relacionados às Ciências Sociais.

Na casa-museu, os pesquisadores têm oportunidade de explorar o amplo acervo formado por 25 mil itens, entre publicações, artigos de jornais, manuscritos, anotações em fichários, ensaios, mobiliários, medalhas, condecorações e objetos de uso pessoal de Francisco José de Oliveira Vianna. A biblioteca da casa de cultura é uma atração à parte para o público que se interessa por Sociologia e Direito.

Em agosto do ano passado, a casa entrou em obras e retornou à suas atividades em novembro, com teto, piso e forro reformados, além de pintura externa e revisão elétrica.

Serviço
Tardes de Alegria no Museu
Datas: de 07 a 11 de fevereiro, das 14h às 16h30
Endereço: Alameda São Boaventura, nº 41, Fonseca – Niterói.

Extraído do sítio do Governo do Estado do Rio de Janeiro

Lançamento de Livros em Cabo Frio-RJ

CONVITE ESPECIAL

No dia 11 de fevereiro, na cidade de Cabo Frio estará sendo lançado o Livro "Tesouros Brasileiros" na livraria Boulevard, no centro da cidade,
um dos pontos mais charmosos da cidade, e também será lançado o livro "Histórias para você dormir" uma antologia premiada pela agente literária parisiense Barbara Annete Margout, com a presença de escritores, agentes literários, comendadores e acadêmicos.
Os dois livros são organizados pela comendadora e escritora Izabelle Valladares, todos estão convidados. COMPAREÇAM!
Apoio/Divulgação/CBLP/BH/MG/Brasil

Mensagens Poéticas de 29/jan/2011 - por Ademar Macedo

PARCIAL

<<< Uma Trova Nacional >>>
Num pesadelo bem chato,
o infeliz grita: “socorro!”
Sonhava que era um gato
e a sua sogra... um cachorro!
(Élbea Priscila Silva/SP)

<<< Uma Trova Potiguar >>>
Sem querer ser mandingueiro,
nem que o corpo não se abra;
respeito o pai de chiqueiro
que manda em tudo que é cabra!
(Marcos Medeiros/RN)

<<< Uma Trova de Ademar >>>
O que a mulher não entende
é o seu marido na cama;
seu fogo nunca se acende...
Enquanto ela vive em chama!!!
(Ademar Macedo/RN)

<<< ...E Suas Trovas Ficaram >>>
O dentista colocou
nos dentes de Guiomar,
uma ponte e ela pensou:
- deve ser pra dor passar!...
(José M. Machado Araujo/RJ)

<<< Estrofe do Dia >>>
Para montar o balanço
do que já fiz e não faço,
eis o meu novo compasso:
não fumo, não bebo, danço;
desse jeito eu não me canso
quando a velhice vier;
só meto minha colher
naquele prato pequeno...
mulher demais é veneno,
só quero minha mulher.
(José Lucas de Barros/RN)

<<< Soneto do Dia >>>

AZAR

– Renata Paccola/SP –

Certo dia, acordei de mau humor –
resquício de uma noite mal dormida.
Peguei o carro, e então fundiu o motor,
Segui para o metrô, enfurecida.

Tentei continuar com minha lida,
mas fiquei presa num elevador.
Neste compartimento sem saída,
passei horas de angústia e terror,

e saí sob o som de bate-estaca.
Depois, no meio de um supermercado,
senti a dor de um burro quando empaca.

Foi aí que vi, quase ao meu lado,
irônicos dizeres numa placa:
“Sorria. Você está sendo filmado!”

Poema - Laurindo Rabelo

O TEMPO

Deus pede estrita conta de meu tempo,
É forçoso do tempo já dar conta;
Mas, como dar sem tempo tanta conta,
Eu que gastei sem conta tanto tempo?

Para ter minha conta feita a tempo
Dado me foi bem tempo e não foi conta.
Não quis sobrando tempo fazer conta,
Quero hoje fazer conta e falta tempo.

Oh! vós que tendes tempo sem ter conta
Não gasteis esse tempo em passatempo:
Cuidai enquanto é tempo em fazer conta.

Mas, oh! se os que contam com seu tempo
Fizessem desse tempo alguma conta,
Não choravam como eu o não ter tempo.

LAURINDO RABELO


Colaboração de LAMARQUE MONTEIRO
União Cultural - Conselho Seção Taubaté-SP

Crônica e Poema - Oswaldo Crisante

P R I M A V E R A

Chegou a Primavera seduzida pela beleza da estação das flores. Nesta época, as cores formam paisagens maravilhosas onde os fluxos de Deus são perfeitos, pois não tem como competir, não há emendas e somente existem linhas sensíveis da criação.
Para os artistas é fonte de inspiração para fazerem as suas obras primas. Este é um momento divino onde o verde é mais verde, o azul mais azul, onde se vê a presença sublime da flor, no cair da gota de orvalho, que na aragem da brisa sente-se o cheiro que vem da mata com o canto da passarada no crepúsculo do entardecer. Num cenário em que as ondas lavam as praias com a luz clara do luar, com as árvores que alimentam a atmosfera e os brotos anunciando a chegada da “Primavera”.

Em homenagem a Estação das Flores, vou transcrever uma poesia de minha autoria, premiada duas vezes. Procurei dar uma conotação de protesto, mas também reverenciei às belezas naturais e a nossa biodiversidade. Sonhando com um novo amanhecer, exaltei os quatro elementos da natureza essências para a nossa sobrevivência.

“VERDE QUE TE QUERO VER DE NOVO”

Hoje o poeta se manifesta
Invadindo a floresta
E depara com a devastação
E vê que a natura chora
O verde foi se embora
Sem contestação

Voando sobre as matas
Sobre rios e cascatas
Vendo o lixo e a erosão
E o homem quem diria
Dando fim na Ecologia
A nossa destruição

Vem ver o céu todo a estrelar
No azul da imensidão
Quero ver o sol nascer
Sem fumaça sem poluição

Paz e amor podem salvar
O fogo, a terra, a água e o ar
Tudo que se planta dá
A vida fonte, vamos preservar

Ouvi um entoar
Um canto de euforia
Do poeta e do sabiá
Anunciando um raiar de um novo dia

Verde que te quero ver de novo
Jardins floridos nas praças do povo
Vejam a fauna e a flora toda bela
Com os minerais formando uma aquarela

Vamos dar um grito de guerra
Pisar forte nesse chão
Tem cheio verde, espalhando no ar
Exalando na multidão

OH! Mãe Natureza
Do meu bem querer
Ecossistema, hoje,
Vamos falar só de você.

OSWALDO CRISANTE
União Cultural - Taubaté-SP

Poema - Isabel Rosete

Aos políticos,

Estas minhas mãos, que agora escrevem,
São as mesmas que limpam a sujidade
De todos os dias das más-línguas envenenadas
Pela cólera, pelo prazer do ódio do simples
E ridículo acto sórdido do mal-dizer.

Estas minhas mãos, que agora escrevem,
São as mesmas que enxugam as lágrimas
Dos olhos amargurados pela miséria da Vida,
Pelo infortúnio, pela má sorte de um Destino
Que não foi feito por elas.

Estas minhas mãos, que agora escrevem,
São as mesmas que amparam os corações
Dilacerados pela Inveja, pela mesquinhez
Dos espíritos impuros, pela cobardia
Das mentes malditas que aniquilam
Os sorrisos trazidos pela Felicidade dos outros.

Para vós, Hipócritas, feiticeiros do bem-dizer,
Demagogos, falsários de promessas sempre
Adiadas, nunca cumpridas em tempo algum;
Para vós, feiticeiros indiscretos do anúncio
Da salvação impossível, retóricos dos
Pensamentos ocos e das palavras vãs;
Para vós, impostores convictos de uma política
Des-governada, estas minhas mãos não mais escrevem.

Não quero tornar as minhas mãos impuras!

ISABEL ROSETE
UNIÃO CULTURAL - Aveiro-Portugal

Contação de Histórias no Poupatempo Santo Amaro, em São Paulo-SP

Voluntários contam estórias infantis no Poupatempo Santo Amaro
Atividade gratuita vai acontecer todo sábado na Biblioteca do Posto

A partir deste sábado, 29/jan/2011, voluntários do Escreve Cartas começam a contar estórias para crianças maiores de 5 anos, no Poupatempo Santo Amaro. A atividade é gratuita e acontecerá durante o ano todo, aos sábados, sempre das 10 às 11 horas. As crianças serão incentivadas a usar toda a criatividade para criar desenhos e pinturas sobre as narrativas.

Serviço

As atividades acontecerão na Biblioteca da Praça Laranja, no Poupatempo Santo Amaro, que fica na Rua Amador Bueno, 176 / 258, próximo ao Largo Treze de Maio.

Programa Poupatempo

O Poupatempo é um Programa do Governo do Estado, vinculado à Secretaria de Gestão Pública e administrado pela Prodesp - Tecnologia da Informação. Desde a inauguração do primeiro Posto, em 1997, o programa prestou mais de 272 milhões de serviços.

Extraído do sítio do Governo do Estado de São Paulo

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Curso de Musicoterapia - Nape de são José dos Campos-SP

Acróstico - Sílvia Araújo Motta

RETRATO DA DOR NA REGIÃO SERRANA/RJ/27-JAN-2011
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//Acróstico-histórico-informativo nº 3428
//Por Sílvia Araujo Motta/BH/MG/Brasil
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--R-Região Serrana do Rio de Janeiro,
--E-Em 27 de janeiro de 2011, chora por
--T-Tantos MORTOS: 832 identificados;
--R-Registros de 541 desaparecidos...
--A-As 30.243 pessoas perderam
--T-Totalmente suas moradias, na tragédia...
--O-Os 18.079 humanos estão desabrigados...
----
--D-Durante 11 dias, o Hospital de Campanha fez
--A-Atendimentos que registrou o nº 2.205,somente
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--D-Dentro de Nova Friburgo/Região Serrana/RJ.
--O-O número de desabrigados que chega a 12.163,
--R-Representa dependência de abrigos públicos...
----
--N-Números são referentes aos Municípios:
--A-Areal, Santa Maria Madalena,Sapucaia,
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--R-Registros de Bom Jardim, Cantagalo,
--E-Em São José do Vale do Rio Preto,
--G-Garantidos em Petrópolis,Cordeiro,
--I-Inúmeros em Teresópolis, São Sebastião do
--Ã-Alto, Paraíba do Sul,Macuco,Sumidouro,
--O-Os Três Rios, Nova Friburgo e outros ...
----
--S-Será que vale a pena refletir mais um pouco?
--E-É a falta de investimento em prevenção que
--R-Recebe culpa por tanta tragédia, nas chuvas?
--R-Responsabilidade Estadual,Municipal, Pessoal?
--A-Áreas de RISCO estão sendo FISCALIZADAS?
--N-Natureza cobra a falta de respeito humanitário?
--A-A realidade assusta a Defesa Civil? E ao mundo?
----
--R-Reflexões não bastam! É preciso AGIR, COBRAR
--J-JUSTIÇA,DEVER e PODER do DIREITO À VIDA!
----
Belo Horizonte, quinta-feira, 27 de janeiro de 2011.

Participação no Fanzine Episódio Cultural - Machado-MG

COMO PARTICIPAR NAS EDIÇÕES DO EPISÓDIO CULTURAL?

O Fanzine Episódio Cultural é uma publicação bimestral sem fins
lucrativos, distribuído na região sul de Minas Gerais, São Paulo
(capital), Belo Horizonte e Salvador-BA. Para participar basta mandar
um artigo: poema, um conto que não ultrapasse 1 folha inteira no word
(Times Roman 12). Pode mandar também artigos que abordem: cinema,
teatro, esporte, moda, saúde, comportamento, curiosidades, folclore,
turismo, biografias, sinopses de livros, dicasde sites, institutos
culturais, entre outros.
Mande em anexo uma foto pessoal para que seja publicada juntamente com
a sua matéria.. Mande também (se desejar) uma imagem correspondente ao
assunto abordado. Caso o artigo não seja de sua autoria, favor
informar a fonte.
PARA ENTRAR COM CARLOS (Editor)
machadocultural@gmail.com

Reunião - Arcádia de Minas Gerais - 2/fev/2011

Regulamento - Concurso Literário - Cadernos Santa Maria - Faro-Portugal

Concurso Literário Cadernos Santa Maria – Nº 100

até 19 de Março de 2011

REGULAMENTO

1 – Cadernos Santa Maria, com o apoio da AJEA - Associação dos Jornalistas e Escritores do Algarve, promove o Concurso Literário Cadernos Santa Maria – Nº 100, em comemoração da edição do seu número 100.

2 – Com este Concurso Literário, pretende-se ainda proporcionar o direito à participação livre e criadora de poetas e escritores, como condições de união entre os povos da Lusofonia.

3 - Podem concorrer ao presente Concurso todos os que cumpram o disposto neste Regulamento, ficando assente que os direitos de autor são cedidos gratuitamente à organização, no acto de concorrer.

4 - Serão admitidas a concurso as produções inéditas, escritas em Língua Portuguesa, nas seguintes modalidades:

A – Poesia
– tema livre e estilo à vontade do concorrente, mas com o máximo de 30 versos, numa só folha.

B – Soneto
– tema livre, sendo valorizado o estilo clássico.

C – Conto
– estória passada num escritório ou numa repartição pública, com o máximo de 2 (duas) folhas A4 de um só lado.

5 - Cada concorrente só poderá submeter a concurso 2 (dois) trabalhos por cada modalidade.

6 - Deverão ser enviados 4 (quatro) exemplares de cada trabalho, datilografados ou digitados em tipo Times New Roman 12, a um espaço e meio, de um só lado do papel, no formato A4.

7 - Cada trabalho será individualizado por um pseudônimo diferente, devendo o seu autor enviar, anexo a cada um, um envelope fechado, em que conste:
no exterior:
- a modalidade,
- o título,
- o pseudônimo.

e, no interior:
- a modalidade,
- o pseudônimo,
- o n° do BI (RG - CARTEIRA DE IDENTIDADE),
- o nome completo,
- a morada (RESIDÊNCIA),
- o telefone ou o e-mail.

8 - O prazo de recepção dos trabalhos termina a 19 de Março de 2011 (conta a data do carimbo dos Correios) e têm de ser enviados pelo correio, sem identificação do remetente (para os concorrentes do Brasil, colocar no remetente o endereço seguinte), para:

TITO OLÍVIO
Cadernos Santa Maria
Apartado 963
8001-911 - Faro - PORTUGAL

9 - Os concorrentes distinguidos e só eles, serão notificados, por escrito ou por e-mail, do Prêmio ou Prêmios atribuídos, mas a respectiva lista será enviada a todos os concorrentes que indicarem um e-mail no interior do subscrito referido no nº 7 deste Regulamento.

10 - Serão instituídos 3 Prêmios (1º - 2º - 3º) em cada modalidade, constituídos por medalha comemorativa e diploma, e quantas Menções Honrosas cada Júri entender merecidas (apenas com diploma).

11 - Cada Júri poderá não atribuir um ou mais Prêmios, na respectiva Modalidade, se não encontrar mérito nos trabalhos.

12 - A cerimônia de entrega de Prêmios terá lugar em Faro, em lugar e data a designar.

13 - Os trabalhos não serão devolvidos, ficando propriedade da editora promotora do certame, que deles fará o uso legal que considerar útil ao fim a que se destinam, nomeadamente reunidos em Coletânea, que será oferecida aos respectivos autores.

14 - Os autores de trabalhos não distinguidos, inclusive quaisquer pessoas interessadas, poderão obter a Coletânea do Concurso, devendo enviar o seu pedido para o endereço indicado no nº 8 com a importância de 5,00 euros (cinco euros) em cheque ou vale de correio, para as despesas de custo e de envio.

15 - Este concurso é interdito a qualquer elemento dos Júris e às demais pessoas envolvidas na sua organização.

16 - Quaisquer omissões ou situações imprevistas serão resolvidas pelo respectivo Júri, de cujas deliberações não haverá recurso.

INFORMAÇÕES
0351 289 824 408
917 243 446
tito.olivio@sapo.pt

Mensagens Poéticas de 28/jan/2011 - por Ademar Macedo

<<< Uma Trova Nacional >>>
Quando a noite vem chegando,
no peito bate a saudade,
sirvo o vinho e vou sonhando
com o amor da mocidade.
(Carmen Pio/RS)

<<< Uma Trova Potiguar >>>
Já não há nenhum respeito
por nós, os seres humanos!
A violência é o conceito
ideal para os insanos.
(Rosa Regis/RN)

<<< Uma Trova Premiada >>>
2008 > Bandeirantes/PR
Tema > AUDÁCIA > M/E.
Tem, do herói, santo ou profeta
– em meio às guerras e a dor –
a mesma audácia, o poeta
que teima em falar de amor!
(Therezinha Dieguez Brisolla/SP)

<<< Simplesmente Poesia >>>

VOU PRA TERRA DE IRACEMA

– Solano Trindade/PE –

Vou pra terra de Iracema,
amanhã – se Deus quiser,
dizem que a terra é bonita,
como olhar de mulher...
Vou pra terra de Iracema
vou mimbora pro Ceará
meu coração quer que eu siga
a minh’alma quer que eu vá...

<<< Uma Trova de Ademar >>>
Todinho, suco e licor,
ou qualquer outra iguaria,
jamais se iguala ao sabor
do “café que mãe fazia”!
(Ademar Macedo/RN)

<<< ...E Suas Trovas Ficaram >>>
Desconfio que a Saudade
não gosta de ti, meu bem.
- Quando tu vens ela vai...
Quando tu vais ela vem...
(Luiz Otávio/RJ)

<<< Estrofe do Dia >>>
Meu amor que não tem fim
reside num grande abrigo,
de noite sonha comigo
de dia escreve pra mim,
no meio do seu jardim
tem uma rosa amarela,
quando o vento toca nela
as pétalas caem a metade;
nasceu um pé de saudade
no jardim da casa dela.
(Louro Branco/CE)

<<< Soneto do Dia >>>

... VOLTA JESUS!

– Francisco Macedo/RN –

Jesus Cristo Voltai! Eu pediria,
e de novo calçai Tua alpercata,
usai, mais uma vez, Tua chibata,
pregai mais uma vez Tua homilia!

Os “vendilhões do Templo”, de hoje em dia,
vendem fé como quem vende batata,
banalizam milagre com bravata,
misto de fanatismo e hipocrisia.

Vê como usam o teu Santo Evangelho,
que na igreja de alguns, torna-se velho,
desvirtuado da grande missão.

Esta “raça de víboras” muito erra,
e conseguem jogar hoje por terra,
dois mil anos da Tua pregação!

Chamada - Conselho Municipal de Cultura de Taubaté

Chamamento dos artistas da cidade de Taubaté para a definição do
Conselho Municipal de Cultura.

A Secretaria de Turismo e Cultura realizará reuniões com os artistas de todas as classes artísticas de Taubaté, para definição do Conselho Municipal de Cultura, obedecendo ao seguinte cronograma:

Dia 07/02 (2ª feira) – Teatro (atores, diretores, técnicos, etc);
Dia 08/02 (3ª feira) – Música (instrumentistas, cantores, compositores, etc);
Dia 09/02 (4ª feira) – Dança (dançarinos, coreógrafos, academias, etc);
Dia 10/02 (5ª feira) – Artesãos e Figureiros / Culturas Tradicionais Populares;
Dia 11/02 (6ª feira) – Artes Plásticas, Artes Visuais e Literatura;

As reuniões acontecerão às 19 horas, no Centro Cultural Municipal, situado na Praça Cel. Vitoriano, 1, Centro, Taubaté. Informações (12) 3625-5140.

Ana Lourdes C. de Mattos
Diretora de Cultura

Anderson da Silva Ferreira
Secretário de Turismo e Cultura

Cursos e Oficinas - Literatura - Escola do Escritor

Cursos e Oficinas na Escola do Escritor

29/01/2011 - Sábado - Horário: das 9h00 às 16h00
Como montar e administrar com sucesso uma Editora
Docentes: João Scortecci e Maria Esther Mendes Perfetti

03/02/2011 - Quinta-feira - Horário: das 15h00 às 20h00
Conhecendo e escrevendo literatura infantil
Docente: Ricardo Ramos Filho

05/02/2011 - Sábado - Horário: das 9h00 às 14h00
A Arte de escrever, publicar e comercializar o produto livro -
Questões Práticas do Direito Autoral
Docentes: João Scortecci e Maria Esther Mendes Perfetti

07/02/2011 - Segunda-feira - Horário: das 16h00 às 20h00
Marketing Editorial - Divulgando o seu livro e sua imag em na mídia
Docentes: João Scortecci e Maria Esther Mendes Perfetti

08/02/2011 - Terça-feira - Horário: das 16h00 às 20h00
Preparação e Revisão de textos na edição de livros e publicações periódicas
Docente: Ana Cristina Mendes Perfetti

10/02/2011 - Quinta-feira - Horário: das 16h00 às 20h00
A WEB e as Redes Sociais - As oportunidades de negócios por meio de novas tecnologias
Docente: Luiz Semine

11/02/2011 - Sexta-feira - Horário: das 16h00 às 20h00
Livro de Família - Resgatando o presente e o passado
Docente: Armando Alexandre dos Santos

12/02/2011 - Sábado - Horário: das 9h00 às 16h00
Segredos para despertar a sua criatividade -
Descubra o escritor que existe dentro de você!
Docente: Armando Alex andre dos Santos

Mais Informações e Inscrições:
http://www.escoladoescritor.com.br/home.php

ESCOLA DO ESCRITOR
escoladoescritor@escoladoescritor.com.br
www.escoladoescritor.com.br
(11) 3034.2981

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Artigo - Alberto Paco

LENDO E ESCREVENDO

Um grande amigo disse um dia destes em reunião informal que: "Para saber se um escritor é realmente bom, tem que se lhe perguntar quantos livros leu"
Confesso que gostei desse contesto, porque me reportou a um passado distante, trazendo reminiscências de minha juventude.
Terminei o quarto ano primário pouco antes de completar onze anos de idade. Poucos dias após ganhar meu primeiro Diploma, recebi um "caixote" repleto de livros que meu irmão mais velho mandou da cidade grande, porque sabia da minha paixão pela leitura.
Esses livros eram grandes obras de famosos escritores. "O conde de Monte Cristo (três volumes) de Alexandre Dumas; A Dama das Camélias de Alexandre Dumas Filho; O corcunda de Notre Dame de Vctor Hugo; Os Três Mosqueteiros de Alexandre Dumas; A Mão do Finado de Alexandre Dumas Filho (continuação do romance O Conde de Monte Cristo).
Naquela época e naquele lugar afastado dos grandes centros, não existia ainda "luz elétrica". O querosene usado nos lampiões, era racionado como conseqüência da Segunda Guerra Mundial. O jeito era apelar para alternativas.
O azeite de oliva era abundante naquelas paragens. Usava-se em pequenas candeias com grosso pavio de algodão para iluminar as longas e frias noites de Inverno.
Minha mãe e algumas vizinhas juntavam-se à noite no porão da nossa casa, para tricotarem e conversarem até chegar a hora de se recolherem a suas casas. Todas eram analfabetas, mas gostavam das fantásticas histórias contadas nos livros.
Enquanto os outros garotos da minha idade eram obrigados a se recolher a seus leitos, eu fui convidado a ler os livros recebidos, para o seleto grupo de "comadres".
À luz bruxuleante da candeia de azeite, ia lendo as peripécias dos heróis dos romances. Nas passagens mais romanticas ou mais violentas eu me emocionava e minha voz ficava embargada, obrigando-me a parar com a leitura até me refazer. Nesses curtos instantes de pausa, só se escutava o "fungar" da velhinhas que emocionadas, largavam o tricô para enxugarem as lágrimas.
Com doze anos fui para a cidade grande onde trabalhei e estudei, mas nunca perdi o costume de ler. Com o tempo, fui adquirindo o hábito de rabiscar alguns escritos que culminaram com a elaboração do meu primeiro romance (O Homem do Rio), aos vinte e dois anos de idade.

Alberto Paco
Coordenador Geral Municipal da Seção
Maringá-PR do Movimento UNIÃO CULTURAL

Mensagens Poéticas de 27/jan/2011 - por Ademar Macedo

<<< Uma Trova Nacional >>>
No meu baú de lembranças
onde a rotina enterrei,
restaram minhas andanças
e os prantos que derramei...
(Rejane Costa/CE)

<<< Uma Trova Potiguar >>>
Os quadros que já pintei,
usando a tinta da vida,
foi o modo que encontrei
pra torná-la colorida.
(Marcos Medeiros/RN)

<<< Uma Trova Premiada >>>
2010 > Niterói/RJ
Tema > PALAVRA > Venc.
Tu chegas de madrugada,
cabisbaixo e sempre mudo...
E o silêncio da chegada,
sem palavras, já diz tudo!
(Selma Patti Spinelli/SP)

<<< Simplesmente Poesia >>>

MOTE:
E a terra caiu no chão!

GLOSA:
Eu fiz um jardim suspenso
com terra bem adubada,
planta selecionada
e flores de muito incenso,
depois fiquei muito tenso
numa noite de São João,
no céu zoou um Trovão
que o mundo se sacudiu,
meu belo jardim ruiu
e a terra caiu no chão!
(Zé de Sousa/PB)

<<< Uma Trova de Ademar >>>
A promessa quando é feita
num altar da santa sé,
no céu, só será aceita
se ela for feita com fé!
(Ademar Macedo/RN)

<<<...E Suas Trovas Ficaram >>>
Gotas de amargas vivências,
ou de alegria incontida,
lágrimas são reticências
no texto frio da vida...
(Waldir Neves/RJ)

<<< Estrofe do Dia >>>
Vejam aquele rapaz
sentado naquele banco,
com um traje que já foi branco
mas está sujo demais;
na minha mente ele traz
uma caneta na mão,
e dos olhos desse cristão
vejo descer pingos d’água;
aquilo é alguma mágoa
que ele tem no coração.
(José Tomaz/PB)

<<< Soneto do Dia >>>

SUSSURROS

– Renato Alves/RJ –

Tudo o que é bom na vida é sussurrado
as melhores verdades vêm com calma
penetram devagar em nossa alma
deixando o coração apaixonado.

Sussurra a meiga chuva no telhado
sussurra docemente, ao vento, a palma...
Deus ouve a confissão, o homem acalma,
e, sussurrando, absolve o seu pecado.

Também sussurra o mar em seu marulho
o sol desponta sem fazer barulho,
e, na oração, em tom menor, eu clamo...

Por isso, o que eu queria, em voz pequena
era ouvir tua boca tão serena
bem fundo em meu ouvido a dizer: "Te amo!"

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Relembrando - Concurso de Trovas de Taubaté - 2001 - Âmbito Nacional

XX CONCURSO NACIONAL DE TROVAS DE TAUBATÉ - 2001

ÂMBITO NACIONAL = TEMA “PERDÃO”

1º lugar:
O perdão é luz na treva
do coração da pessoa.
Quem se ilumina se eleva
e quem se eleva perdoa!

ALFREDO DE CASTRO – POUSO ALEGRE

2º lugar:
O perdão que se aprecia,
só no amor é encontrado,
vem da mão que acaricia,
depois de ter apanhado.

FERNANDO VASCONCELOS – PONTA GROSSA

3º lugar:
Mesmo que a dor seja imensa
perdoa em nome do bem;
quanto maior for a ofensa,
mais valor o PERDÃO tem!

JOSÉ MARIA MACHADO DE ARAÚJO – RIO DE JANEIRO


MENÇÕES HONROSAS

Quem perdoa sem queixume
a ofensa de cada dia,
recolhe n’alma o perfume
que do perdão se irradia!

ALFREDO DE CASTRO – POUSO ALEGRE

É no perdão, não me engano,
que o homem atinge o destino
de elevar-se, sendo humano,
ao plano do Ser Divino!

ANTONIO CLARET MARQUES – GUAXUPÉ

Perdão que no amor se apruma
sem guardar mágoas, constrói.
É flor que enfeita e perfuma
as mãos de quem o destrói.

ANTONIO JURACI SIQUEIRA – BELÉM

Perdoa a quem te golpeia
e te faz trevosa a estrada...
que o perdão também clareia
tua própria caminhada!

JOÃO FREIRE FILHO – RIO DE JANEIRO

Vejo crescer a violência,
o rancor, o orgulho vão;
quando o mundo tem carência
de mais amor e perdão!

JOSÉ TAVARES DE LIMA – JUIZ DE FORA

Há tanto rancor guardado
onde a ternura não mora,
que o perdão, ajoelhado,
fica do lado de fora.

REGINA CÉLIA DE ANDRADE – MAGÉ


MENÇÕES ESPECIAIS

Pede a roseira perdão
pelos espinhos que traz,
gerando, em compensação,
as meigas rosas da paz.

ANTONIO AUGUSTO DE ASSIS – MARINGÁ

Dor maior do que o desgosto
pela tua traição,
causou-me o riso, em teu rosto,
de desprezo ao meu perdão.

ADÉLIA VICTÓRIA FERREIRA – SÃO PAULO

Sei que os deuses recompensam
quem perdoa, estende a mão,
mas enxergo maior benção
em saber pedir perdão.

CLARINDO BATISTA DE ARAÚJO – NATAL

Um ser de enorme valor
me ensinou esta lição:
dar aos amigos, amor
e aos inimigos, perdão!

MARINA BRUNA – SÃO PAULO

O meu perdão eu reforço
no momento em que consigo
ver as gotas de remorso
na lágrima do inimigo...

RENATA PACCOLA – SÃO PAULO

Se o amor está em pedaços
por culpa de uma traição,
junte, logo, os estilhaços
com a cola do perdão!

THEREZINHA DIEGUEZ BRISOLLA – SÃO PAULO

No Universo da Trova I - Delcy Canalles

Apresenta:
JOSÉ LUCAS
DE BARROS

Em momentos mais risonhos,
sei que já fiz trova linda,
mas a trova dos meus sonhos
não pude fazer ainda!

Com a bela trova acima, do Dr. José Lucas de Barros, o extraordinário poeta de Natal, dou início à coluna mensal “No Universo da Trova”.
José Lucas de Barros nasceu no município de Condado, na Paraíba, em 12/Mar/1939, mas registrou-se civilmente em Serra Negra-RN. É advogado, poeta, trovador e pesquisador de literatura popular.
Publicou em 1973, um livro de trovas, intitulado ”Cantigas do meu Destino”. Em 1985, o livro “Caminhada” com lindos conjuntos de trovas, sonetos, glosas e poemas de forma livre.
Foi professor de Português e Literatura por dez anos. Participa em “O TROVADOR”, Órgão Oficial da Academia de Trovas do Rio Grande do Norte, com a coluna: “Questões Simples de Linguagem”.
São trovas de José Lucas:

Existem palavras mudas
que têm o peso da cruz,
e foi sem falar que Judas,
num beijo, entregou Jesus.

Por mais que a vida me açoite
com refinada ironia,
depois da prece da noite,
esqueço as mágoas do dia!

José Lucas escreveu seus primeiros versos na adolescência e é, hoje, nome conhecido e admirado no mundo trovista. Escreve poesia em suas variadas modalidades, destacando-se em trovas e cordel. Suas criações primam pela inspiração e criatividade. Assim fala Zé Lucas:

Na paz da boa atitude
não há passada perdida,
e a moeda da virtude
paga o pedágio da vida.

Nosso poeta escreve com maestria e sensibilidade. Nas suas criações poéticas, ele nos encanta e fascina pela beleza das imagens, pela cadência, pela métrica e pela rima. Suas cartas (pois gozo da honra de trocar correspondência com Zé Lucas) chegam sempre recheadas de trovas, como estas:

No instante em que o sol se enfada,
de tanto aquecer a Terra,
deita a cabeça dourada
no travesseiro da serra...

Meu querido Rio Grande,
na beleza de teus vales,
desfeito em trovas se expande
o amor do “Trio Canalles”.

A partir de 2007, José Lucas e eu, iniciamos um Diálogo de Trovas, escritas diariamente, através do computador. Já completamos três livretos: TROVAS I, TROVAS II e TROVAS III, com 100 trovas cada um. Vale a pena aprender com um trovador como José Lucas, com quem tenho o privilégio de gozar da amizade.

Zé Lucas, meu grande amigo,
aqui, venho agradecer,
os “vai-e-vem” que contigo
me fizeram aprender!

DELCY CANALLES
membro da Seção de Porto Alegre-RS
da União Brasileira de Trovadores

UNIÃO CULTURAL - Projeto “ Literatura Por Aí"

Projeto “ Literatura Por Aí"

Prezados Amigos,

Apresentamos a todos o Projeto “ Literatura Por Aí”, desenvolvido pela União Cultural Internacional. Esta ação tem, em seu princípio, os seguintes objetivos:
1) Estimular a prática literária, através da valorização e divulgação das obras literárias de autoria dos escritores membros da UC;
2) Criar um banco de dados detalhado destas obras, e disponibilizá-lo aos membros da UC através de mensagens eletrônicas (e-mail);
3) Incentivar a venda destas obras entre os próprios membros da UC.

A dinâmica de organização e divulgação do Projeto será:
1) Os autores interessados em divulgar suas obras no Projeto devem comunicar seu interesse para o e-mail movimentouniaocultural@gmail.com;
2) O autor deve enviar, também por e-mail, os seguintes dados:
2.1) Nome do livro;
2.2) Categoria (prosa ou verso);
2.3) Ano da publicação;
2.4) Editora e número de páginas;
2.5) Foto da capa (não-obrigatório);
2.6) Biografia do Autor (máximo 5 linhas);
2.7) Preço.
3) Semanalmente, este Banco de Dados será enviado a todos os membros componentes da UC, contando todas as obras que encontram-se disponíveis para compra;
4) O interessado em adquirir a obra deverá manifestar-se junto á própria UC, que por sua vez encaminhará o pedido ao Autor, encerrando por aí sua participação como intermediária no contato;
5) Finda a negociação entre o Leitor e o Autor, este deverá comunicar á UC do término do processo. À UC caberá registrar a operação.

Observações:
1) À União Cultural não caberá qualquer tipo de comissão ou ônus financeiro advindos da negociação Autor-Leitor, dado tratar-se de entidade sem fins lucrativos cujos estatutos privilegiam, prioritariamente, a promoção do desenvolvimento intelectual e moral dos seus componentes e a disseminação da Paz entre os homens;
2) A União Cultural não se responsabilizará pelas conseqüências advindas desta iniciativa (Projeto Literatura Por Aí), no que diz respeito a eventuais inadimplências ou falhas na entrega das obras adquiridas, uma vez que atua somente como elemento gerador e organizador da ação.
Contamos com a participação de todos para a consolidação e viabilização desta iniciativa.

Benilson Toniolo
Membro do Conselho Nacional – Brasil –
do Movimento União Cultural Internacional
e-mail - movimentouniaocultural@gmail.com

Poesia - Edeilton dos Santos de Barrense

PESCADORES DE ITAPOÃ


Ah! Como é bom aqui em Itapoã,
Com o meu violão no colo
E, na minha rede, a tocar.

A brisa do mar lembra
Caymmi, Zélia Gattai,
Vinícius e outros imortais.

No largo da sereia,
Na beirinha do cais,
Os pescadores em jangada
Se retiram para o mar.

Na volta, bonito é ver
Na rede,os peixes a pular,
E, no rosto suado da lida,
O sorriso se destacar.

EDEILTON DOS SANTOS DE BARRENSE
UNIÇAO CULTURAL - Seção Salvador-BA-Brasil

Relato sobre a tragédia em Nova Friburgo-RJ - por Elisabeth Souza Cruz

Aos meus irmãos, os trovadores!

Nova Friburgo foi apresentada ao mundo! Mas bem poderia ter sido de outra forma. Seria gratificante se o fato da apresentação tivesse ocorrido por alguns de seus títulos, entre eles: a Cidade das Flores, a Suíça Brasileira, a Capital da Moda Intima, a Cidade Real, a Cidade Parque, o Sol da Poesia, o Berço dos Jogos Florais, a Cidade da Trova, a Meca dos Trovadores. Em todas estas denominações, nosso Município teria motivos de sobra para justificar a razão de tantos cognomes
Entretanto, infelizmente, “A mais gentil, meiga e formosa Flor das Montanhas do Brasil” passou a ser conhecida, mundialmente, como “a maior catástrofe natural da história do Brasil e a décima do mundo”. É doloroso carregar o peso deste título! Nova Friburgo foi violentada em sua pureza!
Meus Irmãos Trovadores! Vocês que amam esta cidade não a reconhecerão neste momento. O povo chora por tantos irmãos perdidos na catástrofe. São vidas e mais vidas perdidas, numa perda irrepáravel. Parece que vivemos um “pós guerra”, tamanha a devastação. Onde a correnteza alcançou deixou destroços. Nossos sonhos foram por terra. Montanhas escorregaram, formando cascatas barrentas como jamais se viu; um panorama irreconhecível.

O momento é de tristeza,
os dias estão tristonhos...
ideais na correnteza
e barreiras sobre os sonhos!

Aquela paisagem de asseio matinal e aquele ar de brisa perfumada se perderam no cenário sombrio da desolação. O centro da cidade foi afetado em áreas onde jamais se poderia supor a ocorrência de riscos. Bem perto do Hotel São Paulo, muito conhecido por nossos trovadores, na Rua Cristina Ziede, houve uma monstruosa queda de barreira que devastou casas, atravessando a Rua Augusto Spinelli, destruindo uma antiga propriedade, se estendendo para um grande e conceituado estacionamento de carros. Esta região era tida como “nobre”, devido a sua localização central e arborizada. Um anexo do tradicional Colégio Anchieta, logo na entrada do portão principal, foi afetado. A terra desceu com tanta violência que invadiu uma rua em frente, onde os carros ficaram soterrados até o teto. O Hotel Dominguez, o preferido de Carolina Ramos, também sofreu danos com a enchente. Idem a Praça das Colônias em sua parte posterior aos estandes. A Praça do Suspiro virou um mar espesso de lama! O cenário é realmente o de final dos tempos! A Igreja de Santo Antônio, construída no Século XVIII, por um maestro português, sobrevivente de um naufrágio, foi invadida pela montanha de terra e junto um carro. Não consigo decifrar como pode ocorrer um enorme buraco no teto da igreja que ficou dividida ao meio, como se fossem blocos. A fachada não caiu, mas esta como se fosse um protótipo de novela. Por trás, no trajeto do Teleférico, desceu uma gigantesca fileira da reserva florestal, e o que se vê é uma pedreira, de onde minam águas límpidas, como que chorando o desastre. Logo ao lado, a Praça dos Trovadores, “a menina dos olhos da trova”, foi soterrada, a partir do pórtico, devastando nosso histórico obelisco. O São Francisco de Assis, (presente de Izo Goldman), o busto de Luis Otávio, o quiosque com os painéis resistiram à tormenta, mas a nossa Fonte do Suspiro, “do Amor, Saudade e Ciúme” foi devorada pela fúria das terras. Hoje mesmo, domingo, dia 23, bem cedinho, às 7 da manhã, eu já estava lá, olhando de longe, com binóculo, (devido o difícil acesso) e a minha visão se turvou ao deparar com as máquinas fazendo o trabalho de desobstrução. Nunca poderíamos imaginar tamanha agressão com nossa cidade. E eu estou falando apenas dessas partes centrais que são familiares aos nossos irmãos. Para que vocês tenham ideia do volume de águas do Rio Bengalas, aqui na minha região, na parte baixa do meu bairro, a correnteza do rio encostou nos telhados dos abrigos dos pontos de ônibus. Muitas localidades destroçadas. Não há tradução literária que dê conta de transmitir o infortúnio! A palavra “escombros”, muito usada poéticamente, dói agora, no sentido verdadeiro!

Quando a vida vira “escombros”,
no sentido verdadeiro,
suportar peso nos ombros
é um milagre derradeiro!

Entretanto, Deus nos concedeu um “entretanto” e o Brasil se mobilizou em SOLIDARIEDADE! O mundo se consternou! Sem contar que nossos irmãos trovadores choraram as nossas dores, porque amam a sua “Meca” e a voz amiga de cada um deles tem sido a canção de alento a semear uma Esperança. Chega a ser bonita essa manifestação de ajuda, vinda de todas as partes do Planeta. Onde um fio de comunicação leva a nossa desventura, há um retorno em auxílio de alguma forma. Governo Federal, Estadual, Marinha, Exército, Bombeiro, Cruz Vermelha, entidades, voluntários, centenas de outras lideranças se juntaram às forças municipais. É impossível descrever o envolvimento das pessoas, nos trabalhos de buscas, de salvamento, de limpeza, de informação, de tudo o que se pode imaginar de emergencial. A Praça do Turismo, local de chegada nos Jogos Florais, virou o Hospital de Campanha, numa apoteose da salvação. Contracenando com toda a destruição e sofrimento, a boa vontade do ser humano em se entregar à nossa luta. Caminhões e mais caminhões abarrotados de alimentos, roupas, material de limpeza, de higiene, remédios e etc. E a Água Mineral! Eu não sei de onde saiu tanta garrafa de água mineral. O Brasil deu um grande exemplo de solidariedade “em massa”.
E junto a tanta doação, a doação de carinho e de conforto. Pouco se teria realizado nestes primeiros dias de socorro, se não fosse o Amor, o instrumento principal de salvação!
Hoje, terça-feira, dia 25, às 7 da manhã, retornei ao Suspiro e consegui subir até a nossa Praça dos Trovadores, cujo cenário descrevo como um campo de limpeza. Vários homens puxando a lama; o excesso já foi retirado por tratores. O busto de Luis Otávio e a imagem de São Francisco apenas estão respingados pela terra. Já as placas com as trovas ficaram bem sujas pelo barro e assim que o espaço estiver em melhores condições, eu mesma faço questão de me juntar à equipe de trabalhadores, para a limpeza dos painéis.
Meus queridos e queridas, apenas fiz um panorama central de alguns acontecimentos, há muito mais a falar. A nossa realidade é a de uma cidade em caos, que tenta retomar seus primeiros passos, querendo semear no próprio chão devassado, a Esperança de um recomeço.

Nossa força é redobrada,
é preciso confiança,
pois recomeço é uma estrada
que tem nome de Esperança!

ELISABETH SOUZA CRUZ
Vice-Presidente de Relações Públicas
da Seção de Nova Frburgo-RJ
da União Brasileira de Trovadores

Poesia - Sergio Meneghetti

Tempo

Já não era sem tempo
Que comecei a entender o tempo
Ontem eu não tinha tempo
Hoje faço meu tempo.

Não perca tempo
Não se demore no tempo
Valorize seu tempo
Enquanto é tempo.

Nós temos todo o tempo
Quando aproveitamos o tempo
Deixando nossa marca no tempo
Quando somos bons todo o tempo.

Em tempo
Falo-te do tempo
Agora que tenho tempo
Ame sua história, ame seu tempo.

Sergio Antonio Meneghetti
UNIÃO CULTURAL - Pindamonhangaba-SP

Poesia - Helenita Scherma

Libertação (catarse)

Arrombo com fúria
o cadeado,
e sem lamúria,
destranco
o meu passado.
Rebusco cada canto,
buscando o desencanto
do incoerente.
Arranco
os lençóis imóveis
– fantasmas brancos! –
Arrasto os móveis,
escancaro-lhe as portas rangentes,
viro as gavetas, no chão!
Espalho tudo: diários,
discos e cadernetas,
anotações e fi chários.
Esvazio os armários
e rasgo os vestuários
em pedaços, com a mão!
Levanto poeira e cinzas,
antigas queixas ranzinzas,
lembranças vis, sem saudade.
Atiro contra a parede
cada inutilidade
que ainda resta ali...
Num ódio desesperado,
pico cartões e retratos;
esmago, com meus sapatos,
restos do meu coração!
Jogo pedras nas janelas,
arranho todas as telas
e os quadros pintados à mão.
Mais nada, encontro de ti!
Louca, rio frente ao espelho!
e me ajoelho,
em delírio,
exausta do meu martírio,
sabendo que te esqueci...

HELENITA SCHERMA
Coordenadora Geral Municipal da Seção Jacareí-SP-Brasil
do Movimento UNIÃO CULTURAL

Mensagens Poéticas de 26/jan/2011 - por Ademar Macedo

<<< Uma Trova Nacional >>>
Falta grave que dói fundo
e é por tantos repetida:
Trazer uma vida ao mundo
e não cuidar dessa vida!
(Pedro Ornellas/SP)

<<< Uma Trova Potiguar >>>
As flores que me ofereces
perfumando os nossos dias,
são meu rosário de preces,
meu buquê de fantasias.
(Gonzaga da Silva/RN)

<<< Uma Trova Premiada >>>
2009 > Bandeirantes/PR
Tema > DEVANEIO > Venc.
Devaneio é uma promessa
que a vida, às vezes, nos faz,
mas que o destino, sem pressa,
cobrando caro, desfaz!
(Rodolpho Abubud/RJ)

<<< Simplesmente Poesia >>>

IDEAIS

– Olympio Coutinho/MG –

Na imensa solidão desta saudade,
em que me debruço e penso tristemente,
conforta-me saber que, estando ausente,
em ti, meu grande amor, estou presente.

Não importa nosso amor ser impossível
e que juntos não possamos ficar mais,
muito mais belo é o bem inatingível
e é mais lindo sonhar com os ideais.

<<< Uma Trova de Ademar >>>
Quando você foi embora
vi nascer dentro do mim,
um sentimento que chora
numa penúria sem fim!
(Ademar Macedo/RN)

<<< ...E Suas Trovas Ficaram >>>
Nada fala neste Mundo
tanto bem de nossas vidas,
como o silêncio profundo
de duas bocas unidas...
(Luiz Otávio/RJ)

<<< Estrofe do Dia >>>
Pular de árvore na areia,
Fazer furna de ameixa,
Ao receber uma queixa
Não fazer nem cara feia;
Respeitar quem nos rodeia,
Procurar ser cidadão,
Tomar benção a um ancião
Eram ordens dos meus pais;
Tudo isso e muito mais
Eu aprendi no sertão.
(Damião Metamorfose/RN)

<<< Soneto do Dia >>>

DOCE ENVOLVIMENTO

– Thereza Costa Val/MG –

Faz tanto tempo que da vez primeira
com ela me encontrei... e me envolvi!
Daí por diante, foi minha parceira
e sempre mais com ela convivi.

Tornou-se, em meu viver, a companheira
e só com ela a vida eu entendi.
Muita emoção sincera e verdadeira,
por entendê-la, afirmo que senti.

Quando os meus dias tornam-se enfadonhos,
ou quando sofro mágoas e incertezas,
com seu alento as penas me alivia.

Ela me abriu os olhos para os sonhos,
fez-me sentir ternuras e belezas,
a minha amada... a eterna POESIA!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Vaga Instrutor de Yoga - Engenho de Dentro

Olá!

Tem uma vaga para instrutor de Yoga em Engenho de Dentro.
Por favor, repassem, para que esta oportunidade possa chegar até alguém que se interesse por esta turma.
Trata-se de um grupo de moradores de um pequeno condomínio, que se reunem duas vezes na semana para receber aulas de Yoga na comodidade do play.
A remuneração é interessante.
Os interessados, favor entrar em contato com Cristina, pelo tel: (21) 9648-5451.

Namastê.

ATMA
atma.sensibilidade@gmail.com
odiariodeatma.blogspot.com/

Notícia - Acervo da Pinacoteca/SP descentralizado

Acervo da Pinacoteca vai para o interior do Estado
Sede do antigo fórum foi escolhida para sediar a primeira Pinacoteca do interior


O Governador anunciou nesta sexta-feira, 21, a construção da primeira Pinacoteca estadual fora da capital. O projeto faz parte de uma iniciativa da Secretaria da Cultura, visando distribuir o acervo da unidade de São Paulo por pólos em diferentes regiões do Estado.

O objetivo, explicou Alckmin, é dar oportunidade para o público conhecer o acervo, por vezes guardado e restrito aos funcionários. "Nós temos uma Pinacoteca que é um orgulho de São Paulo, uma das melhores do mundo, com um acervo de grande valor cultural. Ela tem uma grande reserva técnica, ou seja, quadros que estão guardados e que vão sendo substituídos. Vamos poder fazer uma Pinacoteca no interior, no caso, aqui em Botucatu, da qualidade da Pinacoteca de São Paulo", disse o governador.

O prédio escolhido para sediar a primeira Pinacoteca do interior paulista é a sede do antigo fórum de Botucatu. O edifício, uma obra do escritório de Ramos de Azevedo, é tombado como patrimônio histórico. Antes de receber os visitantes, a unidade passará por uma reforma para adaptações. O novo fórum de Botucatu, onde serão aplicados R$ 12,4 milhões, deverá ser entregue ainda no primeiro semestre deste ano.

Saiba mais

Inaugurada em 1905, a Pinacoteca do Estado é o museu de artes plásticas mais antigo da cidade de São Paulo. Foi reinaugurado em 27 de fevereiro de 1997, após passar por sua maior reforma. Com a nova estrutura, transformou-se num dos melhores locais para grandes exposições nacionais e internacionais da capital paulista.

O espaço mantém um expressivo acervo da arte brasileira com cerca de oito mil obras, principalmente do século XIX, e sua coleção inclui ainda preciosidades do modernismo. No núcleo dedicado a São Paulo, por exemplo, podem ser vistos artistas como Benedito Calixto, Castagneto, João Batista da Costa, Pedro Weingartner, Francisco Rebolo e Arcângelo Ianelli, entre outros.

Extraído do site do Governo do Estado de São Paulo:
http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=213575&c=6&q=Acervo+da+Pinacoteca+vai+para+o+interior+do+Estado

Inscrição Coletânea Literária APPERJ

Associação Profissional de Poetas no Estado do Rio de Janeiro

PERFIL – 2010/2011

Apperjiano não perca a oportunidade histórica e participe:

PERFIL é a coletânea da APPERJ que é publicada todo ano. Uma coletânea dos associados feita em regime de cooperativa, onde também registramos a HISTÓRIA DA ASSOCIAÇÃO, agora também aberta aos apperjianos do ORKUT e poetas selecionados no FESTIVAL DE POESIA FALADA DO RIO DE JANEIRO. Orçamento: página/R$70,00, dando direito a 10 exemplares por página publicada. Enviar uma pequena biografia atualizada. O máximo de linhas por poema é 30, no caso do poeta selecionado pelo FESTIVAL, deverá ser o poema concorrente. O valor poderá ser parcelado em até 3 vezes, em cheques pré-datados ou depósito bancário: Banco Real, ag. 0894, cc 2017863-5. Enviem os trabalhos para – Av. Mal Henrique Lott, 270/1111, 22631-370, Rio/RJ, em nome de PERFIL 2010/2011. Mais informações pelo tel: (21) 3328-4863 ou (21) 3392-2576. Envie os poemas até 10 DE MARÇO DE 2011.
PERFIL: 14x21cm, miolo ofset 75g/m², capa CSupremo 250g/m², acabamento colado e costurado.Lançamento em abril de 2011, durante o TE ENCONTRO NA APPERJ, aniversário de 22 anos.

Marcia Agrau — presidente da APPERJ
Sérgio Gerônimo — Dir Som Soc

Abertas chamadas para propostas - FAPESP e FACEPE

Fapesp lança chamada para seleção de projetos
Interessados devem apresentar projetos de pesquisa até 14 de abril

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Pernambuco (Facepe) lançam nova chamada de propostas para seleção de projetos de pesquisa cooperativa e intercâmbio de pesquisadores e estudantes em ciências agronômicas, ciências da vida, exatas, sociais e engenharias.

Podem participar pesquisadores de instituições de ensino superior ou pesquisa, públicas ou privadas, de São Paulo e Pernambuco. Os interessados devem apresentar projetos de pesquisa científica e tecnológica cooperativa relacionados à mudança climática global.

As propostas poderão - mas não obrigatoriamente - ser articuladas em conjunto com propostas de cientistas da França submetidas a duas opções de chamadas da agência francesa Agence Nationale de Recherche (ANR). Serão considerados projetos de pesquisa colaborativa sobre mudança climática global nos temas:

1) Pesquisa envolvendo o monitoramento físico e biogeoquímico do Oceano Atlântico Tropical Ocidental para detecção de mudanças climáticas oceânicas e mudanças no ciclo de carbono oceânico, incluindo estudos de acidificação do oceano e seu impacto na vida marinha.

2) Pesquisa envolvendo o mapeamento dos usos e cobertura da terra e a mensuração dos estoques e fluxos de carbono na região semi-árida e em outras regiões brasileiras, utilizando medidas in situ, técnicas de sensoriamento remoto e modelagem matemática.

3) Pesquisas sobre impactos das mudanças climáticas projetadas até o fim do século sobre recursos hídricos da região semi-árida e de outras regiões brasileiras, especialmente no que concerne à agricultura, a geração de energia e o abastecimento humano, identificando principais vulnerabilidades e estratégias de adaptação.

4) Pesquisas sobre os impactos da alteração do nível do mar e das mudanças climáticas projetadas até o final do século nas zonas costeiras brasileiras, identificando vulnerabilidades e estratégias de adaptação.

A chamada compreende duas modalidades: I) Propostas para os projetos de pesquisa cooperativos nas modalidades de Auxílio Regular ou Projeto Temático. Essas propostas podem envolver pesquisadores de São Paulo, Pernambuco e/ou França; II) Apoio complementar a projetos em andamento visando ao intercâmbio entre pesquisadores do Estado de São Paulo e do Estado de Pernambuco.

As propostas podem ser apresentadas até o dia 14 de abril, simultaneamente pelos pesquisadores de São Paulo à Fapesp e de Pernambuco à Facepe. Para propostas franco-brasileiras o proponente francês deve seguir as datas publicadas pela ANR.

Mais informações: http://www.fapesp.br/materia/5181

Notícia extraída do site do Governo do Estado de São Paulo: http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=213558&c=6&q=Fapesp+lança+chamada+para+seleção+de+projetos+

Mensagens Poéticas de 25/jan/2011 - por Ademar Macedo

<<< Uma Trova Nacional >>>
Depois do agrado, é verdade,
apressado, ele partia...
Mas hoje tenho saudade
da saudade que eu sentia...
(Domitilla B. Beltrame/SP)

<<< Uma Trova Potiguar >>>
Os sonhos da mocidade,
quase ninguém os esquece;
deixam fundo uma saudade
que nunca desaparece!
(Joamir Medeiros/RN)

<<< Uma Trova Premiada >>>
1994 > Bandeirantes/PR
Tema > FAMÍLIA > Venc.
Triste... a criança dizia
ao colega do orfanato:
– uma família eu queria;
nem que fosse... no retrato!
(Maria Lúcia Daloce/PR)

<<< Simplesmente Poesia >>>

MOTE:
Se batiza o sertanejo,
com sol, com seca e poeira.

GLOSA:
Surge o dia num bafejo
quente tal qual a fornalha,
no rescaldo da borralha
se batiza o sertanejo.
Não é mesmo malfazejo
para uma gente altaneira
que nasce mais brasileira
à mercê do seu destino,
lhe ministram sal divino
com sol, com seca e poeira.
(Manoel Dantas/RN)

<<< Uma Trova de Ademar >>>
Das colheitas dadivosas
que Deus deixa nos caminhos,
uns curvam-se e colhem rosas,
outros só colhem espinhos...
(Ademar Macedo/RN)

<<< ...E Suas Trovas Ficaram >>>
Fortuna bem merecida,
nas mãos de quem faz o bem,
multiplica os bens da vida,
depois divide o que tem.
(Aloísio Alves da Costa/CE)

<<< Estrofe do Dia >>>
Até pra uma falsa dama
usando de consciência,
dê a sua independência
pra que não faça programa;
pra meu irmão eu dei cama
para não vê-lo no chão,
ele forrou seu colchão
e o meu ficou desforrado;
sou um barco viajado
no mar da desilusão.
(João Paraibano/PB)

<<< Soneto do Dia >>>

O MONSTRO-MONTANHA

- José Ouverney/SP –

Montanha é linda enquanto só montanha:
intrépida guardiã da Natureza,
tal se fosse a Ministra da Defesa,
dando aos postais uma visão que assanha.

Quando, ao fremir das águas, desce e ganha
força incomum e uma mortal frieza,
impelindo com fúria a correnteza,
como explicar dissociação tamanha?

Cena dantesca: o monstro põe ao chão
tudo o que vê, de forma ensandecida:
de um antideus, voraz encarnação;

se aos mortos nossa prece é o contrapeso,
aos que sobreviveram falta vida,
porque ninguém sai dessa luta ileso...

Regulamento - Prêmio Acessa São Paulo

Prêmio Acessa SP recebe inscrições a partir desta segunda
Iniciativa reconhece boas ideias na Rede de Projetos do Programa

Chegou o momento de os projetistas do Acessa SP mostrarem de que forma estão contribuindo para o desenvolvimento das suas comunidades por meio de iniciativas da Rede de Projetos. As inscrições para o Prêmio Acessa SP 2011 começam nesta segunda-feira, 24.

Para participar, basta ter um ou mais projetos que tenham estado ativos entre 18 de setembro de 2009 até agora e não tenham sido um dos finalistas na edição passada. Caso o projeto se enquadre neste pré-requisito, leia o regulamento no site do Acessa São Paulo:

http://rede.acessasp.sp.gov.br/node/4473

e preencha o formulário de Inscrição até o dia 28 de fevereiro. Não há limite de número de projetos inscritos por participante.

Este ano, são duas categorias: Prêmio do Juri, sob a avaliação de profissionais de destaque da área de projetos, e Prêmio dos Projetistas, que será feito por meio de votação dos próprios projetistas. Serão levados em consideração critérios como inovação, relevância do projeto, desenvolvimento de parcerias, documentação sobre o processo de construção e execução do projeto, produção de conhecimento (grau de novo conhecimento gerado e difundido) e o uso de TI (Tecnologia da Informação), ou seja, o incentivo ao uso dos softwares disponíveis nos postos.

Primeiro, uma comissão julgadora irá avaliar os trabalhos e selecionar 30 projetos. Eles serão pontuados e este número será reduzido a 12 trabalhos finalistas. Na grande final, será nomeado um vencedor da categoria Prêmio dos projetistas, três vencedores da categoria Prêmio do Juri, e, dentro desta última, um Prêmio Destaque que representará o projeto mais bem avaliado.

Como prêmios, serão distribuídas máquinas fotográficas digitais, certificados, troféus, placas para o posto, notebook, netbook e um datashow. Um mesmo projeto poderá ser premiado em mais de uma categoria e poderá ainda haver o prêmio de Menção Honrosa a trabalhos que se destacarem em algum dos critérios de avaliação.

O Prêmio
O Prêmio Acessa São Paulo foi criado no ano de 2009, com o objetivo de colocar em evidência os projetos da Rede que incentivam o desenvolvimento comunitário e a apropriação do posto do Acessa SP pelos usuários. Essa é uma iniciativa da Secretaria de Gestão Pública do Estado de São Paulo, da Prodesp e da Escola do Futuro da Universidade de São Paulo.

Da Secretaria de Gestão Pública

http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=213588&c=6&q=Prêmio+Acessa+SP+recebe+inscrições+a+partir+desta+segunda

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Poema - Paz - Carolina Ramos

P A Z

Eu quero a Paz de amar a toda a gente...
de ter leais amigos e, amplamente,
poder cantar e não sentir vergonha
por ver ao meu redor o amargo tédio
dos sonhos que agonizam, sem remédio,
no pranto que se esconde numa fronha.

Não quero a Paz do ilhado que, em si mesmo,
enterra o espinho recolhido a esmo...
nem quero a Paz das dúvidas caladas.
Desdenho a Paz cruel feita de medos,
que amarra pulsos... tranca em vis segredos
os anseios das almas conformadas!

Quero a Paz conquistada a todo instante!
A Paz estímulo que diz: - Avante!
Não, a Paz das renúncias doloridas,
Paz de omissão covarde que se oculta
no ríctus de um sorriso, Paz que insulta
os passos sem porquês de tantas vidas!

Não quero a Paz, tristonha e silenciosa,
da derradeira pétala da rosa
que entregue à brisa, sem destino, seca.
Eu quero a verde Paz das verdes folhas,
que sombra distribuem, sem escolhas,
ao pobre, ao rico, ao justo... e ao que mais peca.

Desejo a Paz do mar que beija a areia...
A Paz de crer que a vida não é feia!...
A doce Paz com gosto de Esperanças,
que se partilha e jovialmente rola
de mão em mão - qual colorida bola
de um irrequieto jogo de crianças!

Anseio a Paz serena do poeta!
Utópica e total.! A Paz completa
que vai além da vida, sem ser morte.
A Paz que desconhece desenganos,
que valoriza os méritos humanos
e ao trabalho enobrece e dá suporte!

.Paz de crer que o Amanhã ainda existe!
E que o mundo é feliz... e não mais triste,
o irmão abraça o irmão, fraternalmente.
A Paz fruto do Ideal, o mais sagrado,
de ver o mundo inteiro congraçado:
- a PAZ feita de AMOR... de AMOR, somente!...

CAROLINA RAMOS
Santos-SP

Trova Ilustrada - Roberto Pinheiro Acruche

Convite - Reunião jan/2011 - UBT (Trovadores) de Tremembé-SP

Caríssimos(as) Irmãos(ãs) da UBT de Tremembé e Amigos

Convido para a primeira reunião do ano de 2011, da Seção de Tremembé, da União Brasileira de Trovadores, que será realizada no dia 28 de janeiro de 2011, sexta-feira, às 19h, no Salim Comida Árabe, na Estrada Nova Taubaté x Tremembé, na altura do Jardim Califórnia / Vila São Geraldo.
A sua presença será uma alegria para nós.
Para informações podem ligar para (12) 3025-0921 ou 8154-2177

Luiz Antonio Cardoso
Presidente da Seção de Tremembé-SP
da UBT - União Brasileira de Trovadores

Poema - Isabel Rosete - Portugal

Dois apontamentos sobre o sonho

I.

O sonho alimenta as Almas solitárias,
Arrasta os corações des-pedaçados
Para um Paraíso por vir,
Tão perdido, quanto desejado.
Esfuma a voz tenebrosa
Do desassombro e do extraordinário,
As malhas das franjas entediantes
De uma existência in-completa.

O sonho dirige as costas lastimosas
Do vil e desmedido desassossego,
A inquietude do Desejo de um tempo outro,
Ampara as des-ilusões do Destino,
Implacável, cruel, por vezes, sorridente,
Sempre presente na sua ausência discreta.

O sonho eleva os ânimos ao in-habitual
Na efervescência do prazer ou da dor,
Efêmeros, por entre os escassos momentos
De Felicidade e de Glória que ainda restam
Nas margens do silêncio que as palavras não dizem,
Nas pausas do sono e da vigília despertas,
Nos caminhos insondáveis do inconsciente
Sem nexo, coerência ou razão visível.

O sonho acorda os mitos, os fantasmas,
As recordações de um passado
Que, em qualquer momento, se presentifica
Des-focado, velado, atrofiado ou liberto
Na latência de uma premonição única.

II.

Sonho por entre as dunas desertas
Das praias ensolaradas, antes que o Sol
Se apague outra vez.
O desejo libidinal assoma,
O cheiro do Amor eleva-se
Nas mucosas ressequidas
Pela intensidade da respiração orgástica.

O sonho e o desejo do sono sereno,
O eterno do prazer mantido no fervilhar
Continuo da imaginação que jorra pelos corpos,
Exaustos, que já não têm par.

Em uníssono se erguem, até um outro amanhecer,
Vigoroso, nos interstícios dos sentimentos
Que ainda fumegam do sono do sonho que tardou.
Comovem a Alma e o Espírito des-pertam
Na ansiedade rara de um amanhã mais terno.

Isabel Rosete

Soneto - Amilton Maciel Monteiro

A vida é mesmo assim...


Quase tudo na vida é mesmo assim:
Um dia, estamos bem, em outro não,
No emprego, no amor, na sorte, enfim
Até mesmo no humor e na razão!

Nesse caso, o que importa para mim
É que eu receba tudo bem, senão
Vou passar a viver um eterno esplim,
Perdendo amigos bons e até o chão...

Ninguém suporta andar ou conviver
Com quem briga com o mundo a três por dois,
Porque não tem na vida só prazer!

É duro de agüentar tanto azedume
Até da gente mesmo e... depois
Inda querer que o outro... que se arrume!

Amilton Maciel Monteiro
05.01.2011

Recado do Benilson Toniolo

Amigos,

A semana começa com a poesia de Sônia Brandão no http://novapoesiabrasileira.blogspot.com.
No http://diariodomorrogrande.blogspot.com, referências à obra de um monte de gente boa, além de literatura, politiquinha e muito inconformismo com relação a mais uma tragédia brasileira -enquanto os campeonatos estaduais começam e, nos barracões, os corações se atiçam pelos milhões do Carnaval.
No http://poesiacoxipo.blogspot.com, mais um poema a celebrar a beleza do rio.

Boa leitura!!!!!

BENILSON TONIOLO
membro do Conselho Regional - Estado
de São Paulo - Movimento UNIÃO CULTURAL

Antología de Cuentos - Joaquín Botella

JOAQUÍN BOTELLA (ASOCIACIÓN "POR LIBRE"). ¿QUIERES PUBLICAR CON NOSOTROS?. ANTOLOGÍA DE CUENTOS DE VICENTE CERVERA

Buenos días, navegante:

Dolores Celdrán, Luis Vicente Mateo, Javier Galiana, Pablo Lorente de No y yo hemos refundado la asociación Por Libre, cuya acción solidaria se sirve de la Literatura como medio de difusión. Para ello hemos puesto en marcha una editorial de libros de cuentos cortos, en los que puedes participar como autor a través de nuestro foro.

Además de los libros que publiquemos de los autores que seleccionemos a través del foro, editaremos otros, como es el caso de nuestro primer libro, una selección de cuentos en la que está representado cada uno de los países donde se habla el español. El antólogo ha sido el profesor universitario de Literatura D. Vicente Cervera, quien, con esta valiosa aportación, es, junto al Ayuntamiento de Benferri, nuestro primer colaborador en el inicio de nuestra andadura. El libro en cuestión se titula “Cuentos hispanos solidarios con solera” y además de la edición impresa se podrá descargar gratuitamente desde la web.

Éste es el enlace de nuestra web, en la que se halla toda la información del proyecto: http://www.porlibre.eu/

Con un saludo amistoso y agradeciéndote tu atención,

Joaquín Botella

Si no quieres recibir más correos de esta dirección

Nova Diretoria - Clube dos 21 Irmãos Amigos de Taubaté-SP

O Presidente IA Lamarque Monteiro (biênio 2009-2010) informa a composição da Nova Diretoria do Clube dos 21 Irmãos Amigos de Taubaté-SP, que será empossada no dia 20 de fevereiro de 2011.

Presidente: IA Luiz Antonio dos Santos Reis Cardoso
Vice-presidente: IA Prof. Ms. Joaquim Marcelino Joffre Netto
Secretário: IA Lamarque Monteiro
Tesoureiro: IA Dr. José Celestino Joaquim
Orador: IA Dr. Rubens Monteiro de Andrade
Diretor Social: IA Gen. Márcio de Moura Barros
Diretor Cultural: IA Profª. Myrna Nardy Sant'Anna
Conselho Fiscal:
IA Drª. Elcy Braga da Cruz
IA Profª. Conceição Aparecida Fenille Molinaro
IA Prof. Dr. Antonio Marmo de Oliveira
Suplentes:
IA Profª. Lygia Terezinha Fumagalli Ambrogi
IA Dr. Hugo Di Domenico
IA Ronald de Carvalho Lacerda
Demais associados:
IA Dr. Benedito João Vilela Mancilha
IA Dr. Joaquim Mendes Castilho Netto
IA Marli Duarte Kogake
IA Prof. Dr. Sebastião Monteiro Bonato

Crônica - Oswaldo Crisante

A NOBRE MISSÃO DE FELIX GUISARD

O toque da sirene que soa religiosamente todos os dias, em memória a nobre missão de Feliz Guisard,, é o marco de nossa história. Hoje se comemora o aniversário de seu nascimento , 22 de janeiro de 1862. Teófilo Otoni (MG), foi o seu berço; e Taubaté o adotou, tornando sua verdadeira morada.
Esta é uma forma de reverenciar um dos personagens mais relevantes de nossa cidade e, que ficou eternizado por ter sido um homem valoroso, que mantinha projetos e idéias que foram além do seu tempo. Enfim, um pioneiro que transformou Taubaté, dando-lhe uma nova roupagem e colocando-a no cenário industrial do país.
Como escreveu a jovem jornalista Claudia Martins: ficou consolidado ”O mito Feliz Guisard” e, até hoje vive nas mentes e corações dos taubateanos. O empresário foi transformado no herói que livrou a cidade da exploração das fazendas de café, que trouxe o desenvolvimento com a modernização da indústria.
Foi vereador e prefeito e, aproveitando o presente recebido do Dr. Renato Granadeiro Guimarães , uma pena de ouro, assinou o seu primeiro ato como prefeito municipal, e proferiu as seguintes palavras: “Assumindo nesta data o cargo de prefeito deste município, seja o meu primeiro ato comunicar a Vossa Excelência e aos demais vereadores que, em beneficio dos cofres municipais, renuncio os vencimentos que por direito me cabem”.
Seu irmão, João Batista Guisard , responsável pelo comando da fábrica velha, foi meu avô., pai de minha mãe Maria Tereza. Hoje, aos 88 anos de idade, ela conta com saudades momentos em que teve contato com Felix Guisard e, recorda com saudades os passeios que fazia em seu automóvel. Ele a levava para passear na hidroelétrica em Redenção da Serra, e nas dependências da chácara, que ficava na avenida Tiradentes --, uma grande extensão de terra na qual incluíam onde hoje é o 5º B.P.M.I. e o Estádio Joaquim de Moraes Filho. Emocionada ela conta que ele era um homem fascinante, estava sempre alegre e de bem com a vida, sendo que quando percorria as dependências da fábrica era reverenciado por seus empregados.
REMINISCÊNCIA: Minha mãe morou numa edícula, no fundo do palacete dos Guisard , que ficava na avenida Tiradentes. Depois nos mudamos para uma casa ao lado da garagem da chácara e, mais tarde na granja, onde se criavam perus e, finalmente, num imóvel ao lado onde hoje é a Policlínica, a cem metros da avenida da Alegria do povo. Lá morei até os quatro anos de idade e, tive a oportunidade de ainda menino, conhecer a chácara e, recordo de um túnel, (que minha mãe me mostrou), que saia da bica d´agua, onde hoje é o campo do ECTaubaté , mas não soube me dizer onde terminava. E muitos outros lugares, inclusive as dependências da fábrica da Companhia Industrial Taubaté, onde fui funcionário no final da década de 50.
O ADEUS- Eu tinha apenas três dias de vida, quando Feliz Guisard deixou esse mundo fenomênico, em dia 29 de março de l942. Minha mãe relembra com detalhes, como se o fato não tivesse se perdido no tempo: A sirene soou mais cedo do que de costume. A alvorada anunciava o raiar de um novo dia. Passava um pouco das 4 horas da madrugada, quando Feliz Guisard se despedia com toda honra e galhardia. A sirene da fábrica apitou e o povo foi às ruas e, os operários choravam como crianças a perda do seu comandante e amigo. Naquele dia um avião espalhou pelos ares pétalas de rosas anunciando a despedida do homem que modificou a vida dos taubateanos.
ALTRUÍSMO- Um empresário de visão, Felix Guisard colocou em prática projetos sociais que foram reconhecidos pela sua grandiosidade. Conhecia a maior parte dos operários pelo nome, criou para os mestres e contramestres casas populares na vila CTI, que ficava nas proximidades da fábrica, para se ter acesso mais rápido ao trabalho. Instalou uma creche, também próxima, para que as mães pudessem amamentar seus filhos. Em Ubatuba fez a Colônia de férias para atender os funcionários da fábrica. Ele fazia questão de acompanhar os operários nas festas. Criou também a cooperativa de alimentos onde os operários faziam suas compras do mês.. Proporcionou lazer a todos, construindo o estádio de esportes (Campo da CTI), e o Clube social , que foi palco de grandes bailes , inclusive de carnavais.
Entretanto, CTI foi a sua paixão Felix Guisard sem dúvida fez a diferença e foi um cidadão que marcou, com letras maiúsculas ,o seu nome na história se perpetuando entre os ilustres filhos dessa terra.

Oswaldo Crisante

Poema - Pedro Du Bois

HÓSPEDES

Hóspede na inutilidade perco
a paciência em obviedades:
ao responder anseios interiores
rasgo paredes com palavras
alarmadas ao milagre e refaço
a noite divulgada ao acaso: junto
o teor do expediente e o declino
em versos: no inverso da jornada
esqueço a escala crescente
das necessidades:

hospedo a maldade
ultrapassada.

Sobram cicatrizes em calosidades:
esquecer ainda é o maior mistério.

(Pedro Du Bois, inédito)
http://pedrodubois.blogspot.com

Artigo sobre cultura - Almandrade

A CULTURA E O PLANEJAMENTO DA CIDADE

A produção cultural e o planejamento urbano que estamos a presenciar e consumir chamam a atenção para uma época de políticos, burocratas e empresários à frente dos destinos da cidade. Se o planejamento foi levado à condição de aspirina para resolver um mal incurável, "a desordem urbana", a cultura foi transformada em divertimento descartável para uma população urbana que corre desesperada atrás de um ócio. A revolução industrial criou uma obsessão de progresso mas, em relação ao mundo do pensamento, o homem pouco avançou, ao contrário, reduziu sua capacidade de reflexão, criando um tipo de sociedade que privilegia o consumo e despreza as idéias. Paradoxalmente, o aumento da informação resultou na diminuição do repertório.

A cidade moderna, administrada pela economia e por legislações que nos são impostas, é um supermercado com um estoque de produtos e tecnologias que precisa ser comercializado para gerar emprego, renda e desenvolvimento econômico. Não é mais o espaço da solidariedade, mas um campo de concentração de empregados e desempregados, de guetos, de proprietários isolados, com mínimas possibilidades de trocas de experiências entre indivíduos de grupos diferentes. É a cultura dos condomínios fechados, das praças privatizadas, do paraíso dos shoppings. Até a arte deixou de ser um "exercício de liberdade" como imaginava o crítico Mário Pedrosa e passou a ser julgada como um produto ou espetáculo do mercado cultural.

A prática de um conhecimento, quando subordinada aos interesses que negam o princípio desse conhecimento e o bem comum, é também a negação da cidadania. A arquitetura, a arte, o desenho da cidade e dos objetos deixaram de ser dispositivos de acomodação e satisfação do homem com o meio ambiente onde vive; e passaram a ser o exercício burocrático de desenhar ou estetizar o território, de adaptar a cidade para a razão perversa de uma sociedade, que nega os valores e a ética em nome do crescimento econômico e da concentração de renda que fazem o cotidiano da vida moderna. Na produção da cidade a atividade intelectual foi excluída e substituída por uma relação de trocas e favores. Nesse ambiente urbano, com qualidade de vida discutível e um estado de regressão cultural, a festa, ou melhor, o espetáculo, é sempre o alvo das denominadas políticas culturais que desconhecem o processo do fazer cultural e as questões mais evidentes, como: a diversidade, a conservação e a transformação das linguagens artísticas e suas leituras.

O que os administradores da cultura esquecem algumas vezes, é que as artes têm suas próprias materialidades, não são campos de pouso para outras políticas, nem mesmo as ditas culturais que ignoram problemas acerca da tradição, do moderno e do contemporâneo. A origem, a história dessas linguagens e a lógica de suas revoluções. Enquanto artistas, arquitetos, intelectuais, produtores de bens artísticos, mesmo excluídos do processo de decisão, temos o compromisso de resgatar a reflexão sobre as práticas culturais e a imagem da cidade. Temos uma responsabilidade, neste momento, que é tomar uma decisão enquanto é possível para o futuro de nossas cidades, antes que a economia o determine para nós. Uma cidade sem poesia, sem memória e sem história, um abismo de simulacros e referências artificiais.

Uma cidade tem sentido quando tem uma história, uma identidade. Não podemos imaginar o futuro sem descortinar a memória e contemplar o patrimônio nela guardado. A cultura na qual estamos mergulhados é responsável por essa cidade que estamos edificando, da especulação imobiliária, da disputa do metro quadrado, como se o espaço urbano fosse apenas uma mercadoria e não o lugar da convivência e da liberdade. Isto pode significar o fim da concepção de cidade que determinou sua origem.

A universidade, uma instituição por excelência da cidade, vem se afastando de seus princípios fundamentais para atender as demandas do mercado de trabalho em detrimento da especulação do pensamento. Sua função não era formar mão-de-obra especializada, mas estimular a reflexão, muitas vezes sem mercado de trabalho, sem a qual a vida cultural de uma cidade entra em declínio.

A cidade surgiu como o lugar do encontro com o outro, do diálogo. Essa cultura das comunidades restritas, do gozo sem desejo, do jogo de interesses privados, onde só os semelhantes interagem, fez com que ninguém se sentisse comprometido com a preservação do espaço físico, do meio ambiente, dos valores, da história, dos bens coletivos. A competição, em lugar da cooperação, reduziu o sujeito urbano a força de trabalho e consumidor de produtos, e inventou uma cidade que não fala mais de nossos afetos e paixões. Mas se o sonho ainda não acabou, temos imaginação e raciocínio, vamos alimentar a vontade de reinventar a cidade e suas instituições para recuperar o humano, a comunicação, a solidariedade e o encontro das diferenças.

Almandrade
(artista plástico, poeta, arquiteto)

do livro "escritos sobre arte" er. cispoesia - salvador, 2008