Abraço
O meu abraço foi de leve
para não te assustar...
porém, a intensidade contida...
urge em se manifestar.
Estou elevando meus braços...
enlaçando-te pelo pescoço.
Não és o sol... e nem és a lua...
que de tão distante não possa sentir...
sem nenhum esforço...
uma flor que perfuma...
levando o meu querer até junto de ti.
Sinta o perfume pelo ar...
trazendo o calor do meu aconchego.
E com a borboleta que pode voar...
sinta também o meu beijo quando a vir surgir...
ouvindo no ruflar de asas...
eu quero te amar.
Ruthy Neves
Taubaté-SP
Menu
- Início
- Academia
- Direção
- Representantes
- Cultural
- Social
- Eventos
- Patronos
- Efemérides
- ARLACS - Academia Repres. Literária, Artística, Cultural e Social
- Ordem Mérito Litteratudo
- Instituto Paz e Luz
- Museu Imaterial Diversidade Cultural
- Imprensa
- Taubaté
- SP
- RJ
- Sudeste
- Sul
- Nordeste
- Centro-Oeste
- Norte
- África
- Europa
- América do Norte
- América do Sul
- Ásia
- América Central
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Mensagens Poéticas de 07/fev/2011 - por Ademar Macedo
<<< Uma Trova Nacional >>>
Na escola da humanidade,
ninguém aprende a lição
sem o lápis da bondade
e a borracha do perdão.
(José Fabiano/MG)
<<< Uma Trova Potiguar >>>
Enquanto a vingança é crime,
destruidor da pessoa,
o perdão é tão sublime
que faz feliz quem perdoa.
(José Lucas de Barros/RN)
<<< Uma Trova Premiada >>>
2001 > Taubaté/SP
Tema > PERDÃO > M/E.
Um ser de enorme valor
me ensinou esta lição:
dar aos amigos, amor
e aos inimigos, perdão!
(Marina Bruna/SP)
<<< Simplesmente Poesia >>>
MOTE:
URGENTE É MUDAR AS TREVAS
EM SUAVES BÊNÇÃOS DE LUZ.
GLOSA:
Irmão, o pão que tu levas
vem dividir com nós todos,
pois, sem cobranças e engodos
urgente é mudar as trevas
naquilo em que mais te elevas,
assim como fez Jesus
que no suplício da cruz
nos deu a paz e o perdão,
transformando a escuridão
em suaves bênçãos de Luz.
(Thalma Tavares/SP)
<<< Uma Trova de Ademar >>>
Da fonte que jorra o amor,
Deus, na sua imensidão,
faz jorrar com todo ardor
as carícias do perdão.
(Ademar Macedo/RN)
<<< ...E Suas Trovas Ficaram >>>
Sei que os deuses recompensam
quem perdoa, estende a mão,
mas enxergo maior benção
em saber pedir perdão.
(Clarindo Batista/RN
<<< Estrofe do Dia >>>
Errar, é do ser humano
e todos podem errar;
mas, saibam, que perdoar
é divino, é soberano.
Não deixe que um ato insano
lhe amargure o coração,
perdoe-me, e me estenda a mão
pra ser, por mim, apertada;
perdoar não pesa nada,
pesado é pedir perdão!
(Ademar Macedo/RN)
Na escola da humanidade,
ninguém aprende a lição
sem o lápis da bondade
e a borracha do perdão.
(José Fabiano/MG)
<<< Uma Trova Potiguar >>>
Enquanto a vingança é crime,
destruidor da pessoa,
o perdão é tão sublime
que faz feliz quem perdoa.
(José Lucas de Barros/RN)
<<< Uma Trova Premiada >>>
2001 > Taubaté/SP
Tema > PERDÃO > M/E.
Um ser de enorme valor
me ensinou esta lição:
dar aos amigos, amor
e aos inimigos, perdão!
(Marina Bruna/SP)
<<< Simplesmente Poesia >>>
MOTE:
URGENTE É MUDAR AS TREVAS
EM SUAVES BÊNÇÃOS DE LUZ.
GLOSA:
Irmão, o pão que tu levas
vem dividir com nós todos,
pois, sem cobranças e engodos
urgente é mudar as trevas
naquilo em que mais te elevas,
assim como fez Jesus
que no suplício da cruz
nos deu a paz e o perdão,
transformando a escuridão
em suaves bênçãos de Luz.
(Thalma Tavares/SP)
<<< Uma Trova de Ademar >>>
Da fonte que jorra o amor,
Deus, na sua imensidão,
faz jorrar com todo ardor
as carícias do perdão.
(Ademar Macedo/RN)
<<< ...E Suas Trovas Ficaram >>>
Sei que os deuses recompensam
quem perdoa, estende a mão,
mas enxergo maior benção
em saber pedir perdão.
(Clarindo Batista/RN
<<< Estrofe do Dia >>>
Errar, é do ser humano
e todos podem errar;
mas, saibam, que perdoar
é divino, é soberano.
Não deixe que um ato insano
lhe amargure o coração,
perdoe-me, e me estenda a mão
pra ser, por mim, apertada;
perdoar não pesa nada,
pesado é pedir perdão!
(Ademar Macedo/RN)
Mensagens Poéticas de 06/fev/2011 - por Ademar Macedo
<<< Uma Trova Nacional >>>
A saudade é um passarinho
em teimosa migração,
vem do passado, e faz ninho
nos beirais do coração.
(Héron Patrício/SP)
<<< Uma Trova Potiguar >>>
Nesta distância entre nós,
o amor de tudo reclama;
há um dos nossos lençóis,
sobrando em cima da cama!
(Prof. Garcia/RN)
<<< Uma Trova Premiada >>>
2000 > Niterói/RJ
Tema > DELÍRIO > M/E.
Em meus delírios risonhos
fiz de você quase um Deus...
e fui vivendo os seus sonhos
como se fossem os meus!
(Arlindo Tadeu Hagen/MG)
<<< Simplesmente Poesia >>>
LENA
– Sergio Severo/RN –
Por teu amor eu cometi louquices
por teu amor vivi a cada dia
desdenhando a vida que corria,
por teu amor eu fiz tantas sandices.
E descuidei de mim, por teu amor,
Por teu amor me pus lá na coxia
e tu, no palco, louca de alegria,
nem percebias ser por teu amor.
Sem teu amor jurei morrer, de fome,
mas consegui viver sem teu amor.
Graças a Deus já esqueci teu nome:
MARIA HELENA PIRES MIRABOR !
<<< Uma Trova de Ademar >>>
Passam sempre em meu portão,
trazendo um fardo de dor,
crianças que não têm pão,
pedindo “um pão por favor”!...
(Ademar Macedo/RN)
<<< ...E Suas Trovas Ficaram >>>
Chorar... quem é que não chora,
– nem que seja internamente –
quando alguém que a gente adora
se vai... repentinamente!
(Nélson Fachinelli/RS)
<<< Estrofe do Dia >>>
Na vida eu sofri abalos
e desesperos medonhos,
sonhos, sonhos e mais sonhos
sem poder concretizá-los,
na fronte senti os halos
das auras da juventude,
porém não tive a virtude
de dormir entre os teus seios;
não tive amores, sonhei-os
quis possuí-los, não pude!
(Lourival Batista/PE)
<<< Soneto do Dia >>>
CICATRIZ
– Milton Nunes Loureiro/RJ –
Um dia, alguém, chegando à minha porta,
abriu-a, lentamente, toda, inteira.
E, ao reviver uma esperança morta,
trouxe-me a crença pela vez primeira.
Porém, meu Deus, foi breve, passageira,
essa alegria que o meu ser exorta.
Se um dia amei sem medo e sem fronteira,
hoje a existência nem sequer me importa.
Prossigo triste no final da lida,
ao ver o quanto ingrata foi a vida,
nestas saudades de quem não me quis.
Por isto, eu trago na alma, hoje deserta,
um gosto amargo de ferida aberta
que eu não ouso chamar de cicatriz...
A saudade é um passarinho
em teimosa migração,
vem do passado, e faz ninho
nos beirais do coração.
(Héron Patrício/SP)
<<< Uma Trova Potiguar >>>
Nesta distância entre nós,
o amor de tudo reclama;
há um dos nossos lençóis,
sobrando em cima da cama!
(Prof. Garcia/RN)
<<< Uma Trova Premiada >>>
2000 > Niterói/RJ
Tema > DELÍRIO > M/E.
Em meus delírios risonhos
fiz de você quase um Deus...
e fui vivendo os seus sonhos
como se fossem os meus!
(Arlindo Tadeu Hagen/MG)
<<< Simplesmente Poesia >>>
LENA
– Sergio Severo/RN –
Por teu amor eu cometi louquices
por teu amor vivi a cada dia
desdenhando a vida que corria,
por teu amor eu fiz tantas sandices.
E descuidei de mim, por teu amor,
Por teu amor me pus lá na coxia
e tu, no palco, louca de alegria,
nem percebias ser por teu amor.
Sem teu amor jurei morrer, de fome,
mas consegui viver sem teu amor.
Graças a Deus já esqueci teu nome:
MARIA HELENA PIRES MIRABOR !
<<< Uma Trova de Ademar >>>
Passam sempre em meu portão,
trazendo um fardo de dor,
crianças que não têm pão,
pedindo “um pão por favor”!...
(Ademar Macedo/RN)
<<< ...E Suas Trovas Ficaram >>>
Chorar... quem é que não chora,
– nem que seja internamente –
quando alguém que a gente adora
se vai... repentinamente!
(Nélson Fachinelli/RS)
<<< Estrofe do Dia >>>
Na vida eu sofri abalos
e desesperos medonhos,
sonhos, sonhos e mais sonhos
sem poder concretizá-los,
na fronte senti os halos
das auras da juventude,
porém não tive a virtude
de dormir entre os teus seios;
não tive amores, sonhei-os
quis possuí-los, não pude!
(Lourival Batista/PE)
<<< Soneto do Dia >>>
CICATRIZ
– Milton Nunes Loureiro/RJ –
Um dia, alguém, chegando à minha porta,
abriu-a, lentamente, toda, inteira.
E, ao reviver uma esperança morta,
trouxe-me a crença pela vez primeira.
Porém, meu Deus, foi breve, passageira,
essa alegria que o meu ser exorta.
Se um dia amei sem medo e sem fronteira,
hoje a existência nem sequer me importa.
Prossigo triste no final da lida,
ao ver o quanto ingrata foi a vida,
nestas saudades de quem não me quis.
Por isto, eu trago na alma, hoje deserta,
um gosto amargo de ferida aberta
que eu não ouso chamar de cicatriz...
Notícias do Clube Foto&Companhia
Confiram o final do mês de janeiro, o Clube Foto&Companhia acompanhando o projeto Percursos Urbanos.
Neste mês de fevereiro, o Clube Foto&Companhia está acompanhando a cultura e história do MARACATU.
Vamos fotografar e conhecer como é, o que é, de onde veio e para onde vai.
confira em: www.clubefotoecompanhia.com.br/
...se possível repassem aos seus contatos...
fotograficamente,
Élida Pricila
O Fotoclube Foto&Companhia é uma associação de amadores e amantes da fotografia, que tem como objetivo desenvolver e promover programas e ações com a finalidade de estimular à produção, valorização e difusão da fotografia e da imagem em todos os seus aspectos e modalidades: cultural, histórica, turística, artística, educacional, ação social e relações humanas.
Neste mês de fevereiro, o Clube Foto&Companhia está acompanhando a cultura e história do MARACATU.
Vamos fotografar e conhecer como é, o que é, de onde veio e para onde vai.
confira em: www.clubefotoecompanhia.com.br/
...se possível repassem aos seus contatos...
fotograficamente,
Élida Pricila
O Fotoclube Foto&Companhia é uma associação de amadores e amantes da fotografia, que tem como objetivo desenvolver e promover programas e ações com a finalidade de estimular à produção, valorização e difusão da fotografia e da imagem em todos os seus aspectos e modalidades: cultural, histórica, turística, artística, educacional, ação social e relações humanas.
Regulamento - I Conc. Literário Seleta Cultural
I CONCURSO LITERÁRIO
SELETA CULTURAL
LIVROPRONTO EDITORA
(de 25 de janeiro de 2011 a 31 de março de 2011)
Concorra à Publicação do seu livro e outras interessantes premiações.
Com o objetivo de estimular os novos autores de todo o Brasil, a LivroPronto Editora está promovendo um concurso que premiará 3 textos de qualquer gênero com o patrocínio da publicação e impressão da primeira tiragem (para o primeiro colocado) que será distribuída aos autores concorrentes. Os interessados devem enviar o material digitado em formato doc ou pdf para livropronto@livropronto.com.br (assunto: I CONCURSO LIVROPRONTO)
Requisitos para Inscrição:
Nenhuma taxa: Apenas, para conhecer nossos livros, a obrigatoriedade da aquisição de 1 (ou mais) livro(s) da LivroPronto Editora, adquiridos exclusivamente em seu site www.livropronto.com.br durante o período do concurso, no valor mínimo de R$ 49,80;
Texto inédito (nunca antes publicado)
A Seleção será feita por votação aberta (e única) de todos que acessarem os textos na área Seleta Cultural no site da Editora. Os resultados serão atualizados em tempo real e os vencedores divulgados em 1/4 de 2011.
1° lugar: Publicação do Livro + Prêmio em dinheiro na forma dos direitos autorais sobre a impressão da primeira tiragem + exemplares de cortesia
2° lugar: Publicação do Livro + exemplares de cortesia
3° lugar: Publicação do Livro
Regras e maiores detalhes na Seleta Cultural em www.livropronto.com.br/seleta
SELETA CULTURAL
LIVROPRONTO EDITORA
(de 25 de janeiro de 2011 a 31 de março de 2011)
Concorra à Publicação do seu livro e outras interessantes premiações.
Com o objetivo de estimular os novos autores de todo o Brasil, a LivroPronto Editora está promovendo um concurso que premiará 3 textos de qualquer gênero com o patrocínio da publicação e impressão da primeira tiragem (para o primeiro colocado) que será distribuída aos autores concorrentes. Os interessados devem enviar o material digitado em formato doc ou pdf para livropronto@livropronto.com.br (assunto: I CONCURSO LIVROPRONTO)
Requisitos para Inscrição:
Nenhuma taxa: Apenas, para conhecer nossos livros, a obrigatoriedade da aquisição de 1 (ou mais) livro(s) da LivroPronto Editora, adquiridos exclusivamente em seu site www.livropronto.com.br durante o período do concurso, no valor mínimo de R$ 49,80;
Texto inédito (nunca antes publicado)
A Seleção será feita por votação aberta (e única) de todos que acessarem os textos na área Seleta Cultural no site da Editora. Os resultados serão atualizados em tempo real e os vencedores divulgados em 1/4 de 2011.
1° lugar: Publicação do Livro + Prêmio em dinheiro na forma dos direitos autorais sobre a impressão da primeira tiragem + exemplares de cortesia
2° lugar: Publicação do Livro + exemplares de cortesia
3° lugar: Publicação do Livro
Regras e maiores detalhes na Seleta Cultural em www.livropronto.com.br/seleta
O Diário de Atma - Uma linda mandala tibetana
Diário,
Por quê festejar a vida? Estou com esta reflexão em mente por causa de uma mensagem que um amigo me enviou pelo computador - um desses power points que eu nunca mais tive tempo de abrir. O cenário era uma montanha, parecia ser no Chile... Havia muitas pessoas meditando lá no topo. Alguns, vestiam roupas de ocidentais. Outros, aquelas roupas coloridas típicas da localidade. O power point falava da lei da atração... que semelhante atrai semelhante. "Se você deseja ter um par feliz e festivo, seja você primeiro alegre e festivo em sua vida." É sempre bom reler estas mensagens. Ainda mais hoje, que eu me peguei chorando, triste com alguns acontecimentos... Pensei comigo mesma que estava tudo bem me sentir triste de vez em quando. Lembro-me bem do professor Victor, falando lá na aula da Neijing, "Está tudo bem sentir-se triste de vez em quando. Ninguém precisa de uma máscara de sorrisos o dia inteiro, todos os dias. Isso não é natural." Sendo assim, eu estava me permitindo vivenciar esta tristeza um pouco.
Hoje é terça-feira. São cinco da tarde. A chuva cai forte aqui em Irajá. Acabo de telefonar para a minha paciente de Shiatsu para avisar que não poderei sair de casa com esse toró. Estão caindo muitos raios e um vento estranho está soprando, passando pela janela aqui da sala na lateral. Parace o assobia de uma bruxa que caçôa de alguma coisa.
Como os raios são finos e rápidos! Eles vêem do alto do céu e não parecem tocar o chão. Caiu um aqui bem no meio da pracinha em frente de casa! Espremi os olhos, como se uma árvore fosse ser derrubada. Não sei como tudo continuou no lugar.
Estou sozinha em casa. O silêncio da solitude é muito apreciável, mas senti medo do prédio cair e eu morrer soterrada. Meus medos instintivos de sobrevivência estão sendo todos revelados com o trabalho que estou fazendo com a minha amiga planta Chapéu-de-couro... O Reino Vegetal guarda em si muitos mistérios e só hoje em dia, passados muitos anos, posso entender as palavras de alguns Xamãs que cruzaram o meu caminho... A Chapéu-de-couro trabalha o fortalecimento da coragem e, para tanto, revela os medos inconscientes... pouco a pouco... Eu tenho sonhado... E têm me sido revelados os medos mais bobos, que nem eu mesma poderia imaginar que eu possuía! Medo de morrer soterrada, medo de ser uma alma ruim e ser sugada para um lugar ruim depois da minha morte, medo de não ter feito o suficiente enquanto viva. Medos, medos, medos. Não é para se espantar que já tive três crises de rim na tenra idade de trinta e três anos.
Esses medos são primários, mas eu sou grata por eles estarem sendo a mim revelados, e preciso ter respeito com o meu próprio processo e não ficar me questionando como eu, uma pessoa que busca ser espiritualizada, ainda consegue ter uns medos tão bobos. Vai entender! Eu apenas os observo, os conheço, tomo ciência deles. O auto-conhecimento é uma das maiores dádivas que podemos alcançar... Pouco a pouco, as minhas sombras estão sendo reveladas... para que eu possa ter mais ciência sobre elas. Sei que é chato, para quem queria ser perfeita. Mas o trabalho é assim mesmo.
Prefiro admitir os meus medos. Só assim poderei trabalhar na reconstrução das minhas idéias.
Um trovão acabou de fazer tremer tudo. Dá para entender por quê ele se chama assim: tro-vão. Mesmo sem querer, me segurei instintivamente na janela e olhei tudo ao meu redor. A rua está cheia de água. Como encheu rápido...
E se o prédio cair agora? Desabar tudo? Ruir! Sempre me disseram que esse prédio foi construído em cima de um pântano. Quando menor, eu sempre me sentia insegura por causa disso.
Olhando para a chuva, ouvindo o vento, sentindo o cheiro que sobe do cimento molhado, vendo a força dos trovões, eu só podia imaginar o quanto eu sou forte mas frágil ao mesmo tempo. "E se eu morresse agora? Será que eu fui uma alma boa o suficiente?" questionei-me.
Tudo o que aconteceu na Região Serrana me veio à mente. Chorei... Quanta gente morreu! Quanta gente ficou infeliz! As lágrimas insistiam em cair pelo meu rosto amedrontado. Me vieram a mente as frases de um jovem jornalista da região serrana... eu havia lido esse email hoje pela manhã... Ele falava de tudo que vira de triste e trágico. Do medo, do pânico. Ele disse que até mesmo os militares estavam em pânico. Mas que, por outro lado, ele viu o carinho e a esperança. ELe sentiu o carinho de centenas de pessoas que nem o conheciam, mas que se mobilizaram rapidamente para enviar roupas, comida, água. Mesmo as pessoas que haviam perdido as suas famílias, as suas casas, haviam encontrado no serviço um consolo, uma razão para viver.
Da janela, eu podia ver a chuva caindo com força. Ela caía também por sobre as copas das árvores que minha irmã gêmea e eu plantamos há cinco anos atrás... Mais de quinze árvores, só aqui na nossa rua. Mais de setenta árvores, só na rua do lado. Mais cem, em outra rua. Umas quinhentas, aqui no bairro. Mais de cinco mil, se formos contar tudo. "Para quê, meu Deus? Se, com um toque de sua mão invisível, tudo pode estar destruído em um só segundo?"
A minha melancolia já estava ficando chata até para mim mesma. Senti na pele algo que li certa vez no livro clássico de Medicina Chinesa, o Neijing: "O homem não está de modo algum separado da natureza". Eu não queria, mas estava sentindo com grave intensidade o que havia se passado na região serrana. A tristeza acometia o meu coração.
"Você pensou que seria fácil a vida na Terra, Atma?" indagou-me o meu companheiro, logo após o ocorrido na região serrana. Eu chorava, e estava deitada na cama sem vontade de levantar. Tudo estava ruim, feio, trágico. O mundo estava derretendo, sacudindo, se quebrando, se desmantelando! E, ainda assim, ainda queriam devastar mais um pedaço da Amazônia para construir uma mega hidroelétrica! Que seres humanos são esses? Que planeta é este? Fora isso, a previsão de 2012! Que meleca! Se tudo vai se acabar, por que não acabava logo de uma vez? Eu não via sentido nos atos dos homens! Eu não via sentido nessa manifestação caótica de vida! Tudo estava um caos! Por alguma razão, a tragédia na região serrana havia me mostrado essa face da vida com muita clareza.
Olhei para o meu namorado. Já tinha até me arrependido de ir para a casa dele. Eu estava de mau humor, de mal com a vida! Em vez de me abraçar e me acalentar em minhas tristezas, ele manteve-se de pé perto da janela e, em tom de voz firme - com sua voz de trovão - despertou-me,
"Ninguém nunca lhe disse que a vida no plano material seria fácil! Olhe como você está sendo ingrata! Egoísta!"
Engoli a saliva e fiquei olhando para o teto.
"Está aí chorando, enquanto pessoas que perderam suas casas, que perderam seus entes queridos, estão lá, trabalhando como voluntários!"
De súbito, a presença de Babaji fez-se presente conosco, com sua aurea perene e intransponível. Babaji é força de amor firme e não-egoísta.
Com o discurso dele, envergonhei-me, e pus-me sentada na cama, cabeça baixa. Respirei fundo algumas vezes e, de repente, foi como se uma nuvem escura houvesse sido afastada do meu horizonte. A nuvem do medo. Medo-ignorância.
"Eu estou envergonhada, Babaji.." vibrei. "Desculpe, você tem toda razão," falei.
Vendo que eu havia adotado outra postura, meu companheiro veio então para perto de mim e me abraçou.
Só então eu fiquei tentando imaginar o quanto deveria ter sido difícil para ele ter estado lá em Teresópolis - a cidade onde ele nasceu e foi criado - no dia em que tudo aconteceu. Ele pôde ouvir a chuva caindo forte, em uma mesma pancada incessante por mais de três horas. "Parecia que o céu ia cair," contou-me ele. No dia seguinte, quando saiu para andar de bicicleta com os amigos, foi que começou a descobrir a gravidade do que havia acontecido.
Agora, com essa chuva forte caindo de novo, aqui no Rio, penso no positivismo do jovem jornalista, que falou sobre carinho e esperança. Penso em Babaji, que me puxou as orelhas quando, por egoísmo, me permiti ficar triste. (E, no fundo, continuei.) Penso no meu companheiro, alma bonita de bem viver. Penso nas plantas, e no trabalho de cura que elas pacientemente realizam com o homem.
Encostei a bocheca na janela. "Será que toda essa vida vale a pena?" Dei de ombros. A vida é um mistério. Toda essa manifestação de energia. Eu sempre me pergunto o por quê! Mas, quer saber? Dei de ombros. Se é para acabar tudo, que eu esteja escrevendo, que é o que mais gosto de fazer.
Agora estou sentada no sofá e as gotas de chuva insistem em cair. O barulho estava mais assustador antes. Um padeiro até está passando, buzinando e anunciando pão quentinho, quarenta minutos depois de forte toró.
à minha mente, surge repentinamente uma imagem de monges tibetanos, no alto da montanha. Eles estão reunidos, sentados em volta de um pátio com uma estrutura redonda, onde eles depositam grãos de areia coloridos, formando belíssimas formas geométricas: mandalas tibetanas.
As mandalas tibetanas são feitas de areia. Apesar disso, ão construídas com todo o esmero. Cada grão é ajeitado cuidadosamente, primando para que a mandala fique perfeitamente harmoniosa e bela! Como estava linda, com suas cores de diversas tonalidades: laranja, amarelo, vermelho, prata, dourado, negro, ouro, verde...
"Por quê? Se depois vocês vão desfazer tudo, usando aquela vassourinha de mão?" perguntei a eles, pelo mundo a imaginação. Seus rostos me eram familiares.
Um velho monge bochechudo olha para mim, como se pudesse de fato me ver por algum mecanismo especial e, com a força do olhar, me diz sorrindo,
"Você sempre soube que seria assim. A mandala tibetana é para lembrar da transitoriedade de tudo o que existe no mundo material. A vida é como uma linda mandala tibetana. É transitória. Porque esta é a natureza do mundo material. Sempre foi assim. Por que se magoar com a natureza da dualidade?"
"Mas agora parece que tudo está mais evidente para mim..." balbuciei.
O monge sorriu. "É assim. Existe sempre um tempo para o espírito despertar certas habilidades." Ele disse isso e, com o sorriso iliminado em seu rosto cor de canela, pegou a sua vassourinha em miniatura e, com um movimento cheio de leveza, de um golpe só desmanchou grande parte da lindíssima mandala multi-colorida que levara dias para ser cuidadosamente construída. Os outros monges, em volta, sorriram. Um deles fez vibrar um sininho com cabo de madeira finamente trabalhado e com um fio de pano com um pom-pom colorido na ponta.
Fiquei observando o capricho, o esmero em cada detalhe. Quanto primor... Harmonia, beleza... Mesmo que seja tudo tão efêmero...
Depois de desmoronar a mandala por inteiro, o mestre de bochecha cor de canela tornou o olhar para mim novamente e, com o sorriso mais lindo que já vi vibrar em um olhar, me fez lembrar, "E por que não valeria a pena, Atma? Por que não valeria a pena?!"
Dizendo assim, desapareceu como que por encanto.
A chuva havia passado. O padeiro estava parado vendendo pão para a vizinha aqui da frente. Ela pegava o saco cheio de pão, enquanto a netinha puxava a barra da saia dela. O sol nasce todo dia. Os planetas giram. O sistema solar segue o seu percurso. A galáxia dança em meio a este universo de energia inimaginavalmente imenso e misterioso. Para quê tudo isso, meu pai?
Nunca soube dizer... Nunca soube...
Mas, de repente, me deu uma vontade de sair para andar. De chinelos! Para poder sentir um geladinho no meu pé. Umas folhinhas de grama grudando nos meus dedos. Sentir o sol que já estava se pondo tocando a minha pele. Sentir o vento. Ver as pessoas. Tudo tão temporário. Mas tudo tão perfeito em sua intensidade de força de vida!
Ô, vida misteriosa! Ensina-me a viver plenamente cada segundo desta manifestação de vida! Com sabedoria de bem viver...
Me ensina a ser tal como um grão de areia de uma linda mandala tibetana! Seja qual for a minha cor: rosa magenta, verde, azul, amarelo... Que eu apenas saiba bem viver.
Saí pela rua e fiz exatamente o que tinha imaginado. Voltei para casa cheia de fiapos de folhas nos pés. Ao chegar, a minha sobrinha já estava aqui em casa de novo.
"Tia Atma! Tia Atma!" gritava ela cheia de vida e de alegria por me ver de novo. Abracei-a, com carinho infinito, devolvendo a intensidade da alegria que ela me doava.
"Vamos ver Rei Leão, tia Atma?"
"Pela décima vez, Cristalzinha?"
"É, titia!" respondeu ela, com a mesma empolgação de sempre.
"Tudo bem..." pensei eu. "O sol nasce todo dia, o planeta gira inúmeras vezes em volta da Terra... O sistema solar gira em torno do sol central sei lá quantas vezes... Que mal há assistir o Rei Leão pela décima vez com a minha sobrinha?" pensei, e fui acometida por uma alegria muito grande no meu coração. E senti que, em tudo, havia uma ordem e um mistério, por mais caótica que alguma situação pudesse parecer.
Estava sentada assistindo o Rei Leão com a Cristalzinha quando, de súbito, tive a impressão de ver um vulto passar pelo corredor. Um vulto de um velho monge com bochechas-cor-de-canela.
Sorri, e pensei cá com os meus botões... "É... Tantas vidas... Tantas encarnações... Tantos mestres, tantos amigos! Mas, continuamos sempre unidos pelos laços do amor! Essa é a única certeza que eu tenho na vida."
E tudo me pareceu valer a pena. Essa é a mágica da vibração do Amor.
--
ATMA
atma.sensibilidade@gmail.com
odiariodeatma.blogspot.com/
Por quê festejar a vida? Estou com esta reflexão em mente por causa de uma mensagem que um amigo me enviou pelo computador - um desses power points que eu nunca mais tive tempo de abrir. O cenário era uma montanha, parecia ser no Chile... Havia muitas pessoas meditando lá no topo. Alguns, vestiam roupas de ocidentais. Outros, aquelas roupas coloridas típicas da localidade. O power point falava da lei da atração... que semelhante atrai semelhante. "Se você deseja ter um par feliz e festivo, seja você primeiro alegre e festivo em sua vida." É sempre bom reler estas mensagens. Ainda mais hoje, que eu me peguei chorando, triste com alguns acontecimentos... Pensei comigo mesma que estava tudo bem me sentir triste de vez em quando. Lembro-me bem do professor Victor, falando lá na aula da Neijing, "Está tudo bem sentir-se triste de vez em quando. Ninguém precisa de uma máscara de sorrisos o dia inteiro, todos os dias. Isso não é natural." Sendo assim, eu estava me permitindo vivenciar esta tristeza um pouco.
Hoje é terça-feira. São cinco da tarde. A chuva cai forte aqui em Irajá. Acabo de telefonar para a minha paciente de Shiatsu para avisar que não poderei sair de casa com esse toró. Estão caindo muitos raios e um vento estranho está soprando, passando pela janela aqui da sala na lateral. Parace o assobia de uma bruxa que caçôa de alguma coisa.
Como os raios são finos e rápidos! Eles vêem do alto do céu e não parecem tocar o chão. Caiu um aqui bem no meio da pracinha em frente de casa! Espremi os olhos, como se uma árvore fosse ser derrubada. Não sei como tudo continuou no lugar.
Estou sozinha em casa. O silêncio da solitude é muito apreciável, mas senti medo do prédio cair e eu morrer soterrada. Meus medos instintivos de sobrevivência estão sendo todos revelados com o trabalho que estou fazendo com a minha amiga planta Chapéu-de-couro... O Reino Vegetal guarda em si muitos mistérios e só hoje em dia, passados muitos anos, posso entender as palavras de alguns Xamãs que cruzaram o meu caminho... A Chapéu-de-couro trabalha o fortalecimento da coragem e, para tanto, revela os medos inconscientes... pouco a pouco... Eu tenho sonhado... E têm me sido revelados os medos mais bobos, que nem eu mesma poderia imaginar que eu possuía! Medo de morrer soterrada, medo de ser uma alma ruim e ser sugada para um lugar ruim depois da minha morte, medo de não ter feito o suficiente enquanto viva. Medos, medos, medos. Não é para se espantar que já tive três crises de rim na tenra idade de trinta e três anos.
Esses medos são primários, mas eu sou grata por eles estarem sendo a mim revelados, e preciso ter respeito com o meu próprio processo e não ficar me questionando como eu, uma pessoa que busca ser espiritualizada, ainda consegue ter uns medos tão bobos. Vai entender! Eu apenas os observo, os conheço, tomo ciência deles. O auto-conhecimento é uma das maiores dádivas que podemos alcançar... Pouco a pouco, as minhas sombras estão sendo reveladas... para que eu possa ter mais ciência sobre elas. Sei que é chato, para quem queria ser perfeita. Mas o trabalho é assim mesmo.
Prefiro admitir os meus medos. Só assim poderei trabalhar na reconstrução das minhas idéias.
Um trovão acabou de fazer tremer tudo. Dá para entender por quê ele se chama assim: tro-vão. Mesmo sem querer, me segurei instintivamente na janela e olhei tudo ao meu redor. A rua está cheia de água. Como encheu rápido...
E se o prédio cair agora? Desabar tudo? Ruir! Sempre me disseram que esse prédio foi construído em cima de um pântano. Quando menor, eu sempre me sentia insegura por causa disso.
Olhando para a chuva, ouvindo o vento, sentindo o cheiro que sobe do cimento molhado, vendo a força dos trovões, eu só podia imaginar o quanto eu sou forte mas frágil ao mesmo tempo. "E se eu morresse agora? Será que eu fui uma alma boa o suficiente?" questionei-me.
Tudo o que aconteceu na Região Serrana me veio à mente. Chorei... Quanta gente morreu! Quanta gente ficou infeliz! As lágrimas insistiam em cair pelo meu rosto amedrontado. Me vieram a mente as frases de um jovem jornalista da região serrana... eu havia lido esse email hoje pela manhã... Ele falava de tudo que vira de triste e trágico. Do medo, do pânico. Ele disse que até mesmo os militares estavam em pânico. Mas que, por outro lado, ele viu o carinho e a esperança. ELe sentiu o carinho de centenas de pessoas que nem o conheciam, mas que se mobilizaram rapidamente para enviar roupas, comida, água. Mesmo as pessoas que haviam perdido as suas famílias, as suas casas, haviam encontrado no serviço um consolo, uma razão para viver.
Da janela, eu podia ver a chuva caindo com força. Ela caía também por sobre as copas das árvores que minha irmã gêmea e eu plantamos há cinco anos atrás... Mais de quinze árvores, só aqui na nossa rua. Mais de setenta árvores, só na rua do lado. Mais cem, em outra rua. Umas quinhentas, aqui no bairro. Mais de cinco mil, se formos contar tudo. "Para quê, meu Deus? Se, com um toque de sua mão invisível, tudo pode estar destruído em um só segundo?"
A minha melancolia já estava ficando chata até para mim mesma. Senti na pele algo que li certa vez no livro clássico de Medicina Chinesa, o Neijing: "O homem não está de modo algum separado da natureza". Eu não queria, mas estava sentindo com grave intensidade o que havia se passado na região serrana. A tristeza acometia o meu coração.
"Você pensou que seria fácil a vida na Terra, Atma?" indagou-me o meu companheiro, logo após o ocorrido na região serrana. Eu chorava, e estava deitada na cama sem vontade de levantar. Tudo estava ruim, feio, trágico. O mundo estava derretendo, sacudindo, se quebrando, se desmantelando! E, ainda assim, ainda queriam devastar mais um pedaço da Amazônia para construir uma mega hidroelétrica! Que seres humanos são esses? Que planeta é este? Fora isso, a previsão de 2012! Que meleca! Se tudo vai se acabar, por que não acabava logo de uma vez? Eu não via sentido nos atos dos homens! Eu não via sentido nessa manifestação caótica de vida! Tudo estava um caos! Por alguma razão, a tragédia na região serrana havia me mostrado essa face da vida com muita clareza.
Olhei para o meu namorado. Já tinha até me arrependido de ir para a casa dele. Eu estava de mau humor, de mal com a vida! Em vez de me abraçar e me acalentar em minhas tristezas, ele manteve-se de pé perto da janela e, em tom de voz firme - com sua voz de trovão - despertou-me,
"Ninguém nunca lhe disse que a vida no plano material seria fácil! Olhe como você está sendo ingrata! Egoísta!"
Engoli a saliva e fiquei olhando para o teto.
"Está aí chorando, enquanto pessoas que perderam suas casas, que perderam seus entes queridos, estão lá, trabalhando como voluntários!"
De súbito, a presença de Babaji fez-se presente conosco, com sua aurea perene e intransponível. Babaji é força de amor firme e não-egoísta.
Com o discurso dele, envergonhei-me, e pus-me sentada na cama, cabeça baixa. Respirei fundo algumas vezes e, de repente, foi como se uma nuvem escura houvesse sido afastada do meu horizonte. A nuvem do medo. Medo-ignorância.
"Eu estou envergonhada, Babaji.." vibrei. "Desculpe, você tem toda razão," falei.
Vendo que eu havia adotado outra postura, meu companheiro veio então para perto de mim e me abraçou.
Só então eu fiquei tentando imaginar o quanto deveria ter sido difícil para ele ter estado lá em Teresópolis - a cidade onde ele nasceu e foi criado - no dia em que tudo aconteceu. Ele pôde ouvir a chuva caindo forte, em uma mesma pancada incessante por mais de três horas. "Parecia que o céu ia cair," contou-me ele. No dia seguinte, quando saiu para andar de bicicleta com os amigos, foi que começou a descobrir a gravidade do que havia acontecido.
Agora, com essa chuva forte caindo de novo, aqui no Rio, penso no positivismo do jovem jornalista, que falou sobre carinho e esperança. Penso em Babaji, que me puxou as orelhas quando, por egoísmo, me permiti ficar triste. (E, no fundo, continuei.) Penso no meu companheiro, alma bonita de bem viver. Penso nas plantas, e no trabalho de cura que elas pacientemente realizam com o homem.
Encostei a bocheca na janela. "Será que toda essa vida vale a pena?" Dei de ombros. A vida é um mistério. Toda essa manifestação de energia. Eu sempre me pergunto o por quê! Mas, quer saber? Dei de ombros. Se é para acabar tudo, que eu esteja escrevendo, que é o que mais gosto de fazer.
Agora estou sentada no sofá e as gotas de chuva insistem em cair. O barulho estava mais assustador antes. Um padeiro até está passando, buzinando e anunciando pão quentinho, quarenta minutos depois de forte toró.
à minha mente, surge repentinamente uma imagem de monges tibetanos, no alto da montanha. Eles estão reunidos, sentados em volta de um pátio com uma estrutura redonda, onde eles depositam grãos de areia coloridos, formando belíssimas formas geométricas: mandalas tibetanas.
As mandalas tibetanas são feitas de areia. Apesar disso, ão construídas com todo o esmero. Cada grão é ajeitado cuidadosamente, primando para que a mandala fique perfeitamente harmoniosa e bela! Como estava linda, com suas cores de diversas tonalidades: laranja, amarelo, vermelho, prata, dourado, negro, ouro, verde...
"Por quê? Se depois vocês vão desfazer tudo, usando aquela vassourinha de mão?" perguntei a eles, pelo mundo a imaginação. Seus rostos me eram familiares.
Um velho monge bochechudo olha para mim, como se pudesse de fato me ver por algum mecanismo especial e, com a força do olhar, me diz sorrindo,
"Você sempre soube que seria assim. A mandala tibetana é para lembrar da transitoriedade de tudo o que existe no mundo material. A vida é como uma linda mandala tibetana. É transitória. Porque esta é a natureza do mundo material. Sempre foi assim. Por que se magoar com a natureza da dualidade?"
"Mas agora parece que tudo está mais evidente para mim..." balbuciei.
O monge sorriu. "É assim. Existe sempre um tempo para o espírito despertar certas habilidades." Ele disse isso e, com o sorriso iliminado em seu rosto cor de canela, pegou a sua vassourinha em miniatura e, com um movimento cheio de leveza, de um golpe só desmanchou grande parte da lindíssima mandala multi-colorida que levara dias para ser cuidadosamente construída. Os outros monges, em volta, sorriram. Um deles fez vibrar um sininho com cabo de madeira finamente trabalhado e com um fio de pano com um pom-pom colorido na ponta.
Fiquei observando o capricho, o esmero em cada detalhe. Quanto primor... Harmonia, beleza... Mesmo que seja tudo tão efêmero...
Depois de desmoronar a mandala por inteiro, o mestre de bochecha cor de canela tornou o olhar para mim novamente e, com o sorriso mais lindo que já vi vibrar em um olhar, me fez lembrar, "E por que não valeria a pena, Atma? Por que não valeria a pena?!"
Dizendo assim, desapareceu como que por encanto.
A chuva havia passado. O padeiro estava parado vendendo pão para a vizinha aqui da frente. Ela pegava o saco cheio de pão, enquanto a netinha puxava a barra da saia dela. O sol nasce todo dia. Os planetas giram. O sistema solar segue o seu percurso. A galáxia dança em meio a este universo de energia inimaginavalmente imenso e misterioso. Para quê tudo isso, meu pai?
Nunca soube dizer... Nunca soube...
Mas, de repente, me deu uma vontade de sair para andar. De chinelos! Para poder sentir um geladinho no meu pé. Umas folhinhas de grama grudando nos meus dedos. Sentir o sol que já estava se pondo tocando a minha pele. Sentir o vento. Ver as pessoas. Tudo tão temporário. Mas tudo tão perfeito em sua intensidade de força de vida!
Ô, vida misteriosa! Ensina-me a viver plenamente cada segundo desta manifestação de vida! Com sabedoria de bem viver...
Me ensina a ser tal como um grão de areia de uma linda mandala tibetana! Seja qual for a minha cor: rosa magenta, verde, azul, amarelo... Que eu apenas saiba bem viver.
Saí pela rua e fiz exatamente o que tinha imaginado. Voltei para casa cheia de fiapos de folhas nos pés. Ao chegar, a minha sobrinha já estava aqui em casa de novo.
"Tia Atma! Tia Atma!" gritava ela cheia de vida e de alegria por me ver de novo. Abracei-a, com carinho infinito, devolvendo a intensidade da alegria que ela me doava.
"Vamos ver Rei Leão, tia Atma?"
"Pela décima vez, Cristalzinha?"
"É, titia!" respondeu ela, com a mesma empolgação de sempre.
"Tudo bem..." pensei eu. "O sol nasce todo dia, o planeta gira inúmeras vezes em volta da Terra... O sistema solar gira em torno do sol central sei lá quantas vezes... Que mal há assistir o Rei Leão pela décima vez com a minha sobrinha?" pensei, e fui acometida por uma alegria muito grande no meu coração. E senti que, em tudo, havia uma ordem e um mistério, por mais caótica que alguma situação pudesse parecer.
Estava sentada assistindo o Rei Leão com a Cristalzinha quando, de súbito, tive a impressão de ver um vulto passar pelo corredor. Um vulto de um velho monge com bochechas-cor-de-canela.
Sorri, e pensei cá com os meus botões... "É... Tantas vidas... Tantas encarnações... Tantos mestres, tantos amigos! Mas, continuamos sempre unidos pelos laços do amor! Essa é a única certeza que eu tenho na vida."
E tudo me pareceu valer a pena. Essa é a mágica da vibração do Amor.
--
ATMA
atma.sensibilidade@gmail.com
odiariodeatma.blogspot.com/
Regulamento - VII Conc. de Trovas da UBT Maranguape-CE
Prezados Trovadores(as),
Encaminho informações sobre o VII Concurso de Trovas da UBT-MARANGUAPE/CE.
VII CONCURSO DE TROVASUBT-MARANGUAPE/2011
1. TEMAS E ÂMBITO:
a) Nacional/Internacional:
“Ecologia” (Trova lírica ou filosófica) e
“Queimada(s)” (Trova Humorística)
b) Estadual:
“Floresta(s)” (Trova lírica ou filosófica) e
“Macaquice(s)” (Trova Humorística)
c) Municipal:
.“Sol” (Trova lírica ou filosófica) e
“Locutor(es) ou locutora(s)” (Trova Humorística)
OBS.: Os trovadores de outros Estados poderão participar quaisquer dos temas de âmbitos Estadual e Municipal, fazendo jus a diploma de Participação Especial, desde que suas trovas sejam selecionadas pelos julgadores.
2. ENDEREÇO PARA REMESSA DAS TROVAS:
i) Por e-mail para o endereço eletrônico:
Ubt.mpe@gmail.com.br, indicando o nome do autor, e-mail, endereço completo, fone e CEP.
ii) Pelo correio:
Moreira Lopes
VII Concurso de Trovas
R. Major Agostinho, 558 – Centro
61.940.090 – Maranguape/CE
Remetente: Colocar LUIZ OTÁVIO e repetir o endereço para remessa das trovas.
3. LIMITES:No máximo uma (1) trova para cada concorrente
4. PRAZO PARA REMESSA: Até 31 de maio de 2011.
Conto com a participação dos trovadores e solicito divulgar entre seus contatos.
Abraços
Moreira Lopes
Presidente da UBT-MARANGUAPE/CE
Encaminho informações sobre o VII Concurso de Trovas da UBT-MARANGUAPE/CE.
VII CONCURSO DE TROVASUBT-MARANGUAPE/2011
1. TEMAS E ÂMBITO:
a) Nacional/Internacional:
“Ecologia” (Trova lírica ou filosófica) e
“Queimada(s)” (Trova Humorística)
b) Estadual:
“Floresta(s)” (Trova lírica ou filosófica) e
“Macaquice(s)” (Trova Humorística)
c) Municipal:
.“Sol” (Trova lírica ou filosófica) e
“Locutor(es) ou locutora(s)” (Trova Humorística)
OBS.: Os trovadores de outros Estados poderão participar quaisquer dos temas de âmbitos Estadual e Municipal, fazendo jus a diploma de Participação Especial, desde que suas trovas sejam selecionadas pelos julgadores.
2. ENDEREÇO PARA REMESSA DAS TROVAS:
i) Por e-mail para o endereço eletrônico:
Ubt.mpe@gmail.com.br, indicando o nome do autor, e-mail, endereço completo, fone e CEP.
ii) Pelo correio:
Moreira Lopes
VII Concurso de Trovas
R. Major Agostinho, 558 – Centro
61.940.090 – Maranguape/CE
Remetente: Colocar LUIZ OTÁVIO e repetir o endereço para remessa das trovas.
3. LIMITES:No máximo uma (1) trova para cada concorrente
4. PRAZO PARA REMESSA: Até 31 de maio de 2011.
Conto com a participação dos trovadores e solicito divulgar entre seus contatos.
Abraços
Moreira Lopes
Presidente da UBT-MARANGUAPE/CE
Mensagens Poéticas de 04/fev/2011 - por Ademar Macedo
<<< Uma Trova Nacional >>>
Num simples gesto de luz,
Cristo nos dando respostas,
abriu os braços na cruz
e nos deixou de mãos postas.
(José Antonio Jacob/MG)
<<< Uma Trova Potiguar >>>
Tapera, triste tapera,
resto de mansão caída,
imagem da primavera
dos sonhos da minha vida.
(Orilo Dantas/RN)
<<< Uma Trova Premiada >>>
2000 > Niterói/RJ
Tema > DELÍRIO > M/H.
Nos delírios sem alardes
das ilusões artesãs,
há sóis que nascem nas tardes
e luas pelas manhãs!!!
(Eduardo A. O. Toledo/MG)
<<< Simplesmente Poesia >>>
MOTE:
Com pincel remanescente
que a saudade me legou,
pinto a vida sem presente
que o passado me roubou.
(Dáguima Verônica/MG)
GLOSA:
Com pincel remanescente
tentei teu rosto pintar
mas saiu tão diferente...
parece...um gato a miar!...
Na lembrança desbotada
que a saudade me legou,
pareces cana prensada
que só o bagaço restou...
Sou pintor malediscente,
mão-de-vaca e zombeteiro:
pinto a vida sem presente
só pra não gastar dinheiro.
Com a cuca nua em pêlo,
vou cobrar, juro que vou,
cada fio de cabelo
que o passado me roubou.
(Juraci Siqueira/PA)
<<< Uma Trova de Ademar >>>
Com o passar dos meus dias
a própria vida aprimora...
Faz eu viver alegrias,
que sinto apenas por fora!
(Ademar Macedo/RN)
<<< ...E Suas Trovas Ficaram >>>
O adeus nem sempre é verdade
e a distância pouco importa:
para que surja a saudade,
basta, entre nós, uma porta.
(Mário Peixoto/RJ)
<<< Estrofe do Dia >>>
Os relâmpagos luziam
como eletrizantes tochas,
cujas faíscas desciam
riscando os lombos das rochas,
fortes trovões retumbantes
davam tiros ressonantes
como canhões numa guerra;
e os coriscos ardentes
queimavam com raios quentes
os seios moles da terra.
(Diniz Vitorino/PB)
<<< Soneto do Dia >>>
TER FÉ, LUTAR, VENCER...
– Francisco Macedo/RN –
Sempre que ecoa em mim o sofrimento,
reflexo da derrota que sofri,
reflito: Quis lutar, se não venci,
mas o ato de lutar dá novo alento.
Ter fé, lutar, vencer, é o meu intento,
vou buscando o meu sonho por aí...
Se estou na luta é que não desisti
a coragem e o amor... Meu armamento!
Sim!... Só aquele que cai pode se erguer,
se a gente não lutar, não vai vencer,
sofrerá o remorso do fracasso!
Vou enfrentar as lutas desta vida,
sem correr, não se vence uma corrida:
A trilha da vitória, eu mesmo traço...
Num simples gesto de luz,
Cristo nos dando respostas,
abriu os braços na cruz
e nos deixou de mãos postas.
(José Antonio Jacob/MG)
<<< Uma Trova Potiguar >>>
Tapera, triste tapera,
resto de mansão caída,
imagem da primavera
dos sonhos da minha vida.
(Orilo Dantas/RN)
<<< Uma Trova Premiada >>>
2000 > Niterói/RJ
Tema > DELÍRIO > M/H.
Nos delírios sem alardes
das ilusões artesãs,
há sóis que nascem nas tardes
e luas pelas manhãs!!!
(Eduardo A. O. Toledo/MG)
<<< Simplesmente Poesia >>>
MOTE:
Com pincel remanescente
que a saudade me legou,
pinto a vida sem presente
que o passado me roubou.
(Dáguima Verônica/MG)
GLOSA:
Com pincel remanescente
tentei teu rosto pintar
mas saiu tão diferente...
parece...um gato a miar!...
Na lembrança desbotada
que a saudade me legou,
pareces cana prensada
que só o bagaço restou...
Sou pintor malediscente,
mão-de-vaca e zombeteiro:
pinto a vida sem presente
só pra não gastar dinheiro.
Com a cuca nua em pêlo,
vou cobrar, juro que vou,
cada fio de cabelo
que o passado me roubou.
(Juraci Siqueira/PA)
<<< Uma Trova de Ademar >>>
Com o passar dos meus dias
a própria vida aprimora...
Faz eu viver alegrias,
que sinto apenas por fora!
(Ademar Macedo/RN)
<<< ...E Suas Trovas Ficaram >>>
O adeus nem sempre é verdade
e a distância pouco importa:
para que surja a saudade,
basta, entre nós, uma porta.
(Mário Peixoto/RJ)
<<< Estrofe do Dia >>>
Os relâmpagos luziam
como eletrizantes tochas,
cujas faíscas desciam
riscando os lombos das rochas,
fortes trovões retumbantes
davam tiros ressonantes
como canhões numa guerra;
e os coriscos ardentes
queimavam com raios quentes
os seios moles da terra.
(Diniz Vitorino/PB)
<<< Soneto do Dia >>>
TER FÉ, LUTAR, VENCER...
– Francisco Macedo/RN –
Sempre que ecoa em mim o sofrimento,
reflexo da derrota que sofri,
reflito: Quis lutar, se não venci,
mas o ato de lutar dá novo alento.
Ter fé, lutar, vencer, é o meu intento,
vou buscando o meu sonho por aí...
Se estou na luta é que não desisti
a coragem e o amor... Meu armamento!
Sim!... Só aquele que cai pode se erguer,
se a gente não lutar, não vai vencer,
sofrerá o remorso do fracasso!
Vou enfrentar as lutas desta vida,
sem correr, não se vence uma corrida:
A trilha da vitória, eu mesmo traço...
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Fitoterápicos - por Atma
Fitoterápicos
R$ 5,00 vidro de 20 ml (1 mês de uso) + taxa de entrega
Bom para ser usado por shiatsuterapeutas e acupunturistas, para receitar para seus pacientes.
Alecrim - Estimula a produção de serotonina (combate a depressão). Qi do Coração. Combate processos inflamatórios, pois harmoniza o fogo do coração, Uma das consequências é diminuir a incidência da celulite. Não deve ser usado por pessoas com pressão baixa, só se for em doses muito pequenas.
Bardana - Ajuda a crescer cabelo, fortalece o Qi do Baço, deixando os músculos mais firmes.
Chapéu-de-couro - Limpa o sangue, trabalha a coragem, revela os medos guardados na alma, fortalece o Qi do Rim. para quem tem dores na região lombar, dores nos joelhos. harmoniza ácido úrido. auxiliar no processo de emagrecimento.
Espinheira santa- Tira calor do estômago, pra quem tem gastrite. é calmante, cicatrizante.
Ipê roxo – Regenerador celular. Liberta os pensamentos esquecidos que estavam presos no insconsciente, para que sejam reestruturados e requalificados, soltando pequenos nódulos de energia negativas que estavam aprisionados no sistema. Por esta razão, combate qualquer processo degenerativo. Bom para harmonizar a saúde da mulher, principalmente aquelas que estão sempre com corrimento e candidíase repetida.
Oliveira com maracujá - Anti-oxidante e relaxante. Bom pra tomar de noite, regenera as células e combate o envelhecimento e relaxa por causa do maracujá.
--
ATMA
atma.sensibilidade@gmail.com
odiariodeatma.blogspot.com/
CLUBE DA PREVENÇÃO TERAPIAS NATURALISTAS
SHIATSU - REIKI USUI - FLORAIS DE BACH E SAINT GERMAIN - FITOTERAPIA - IRIDOLOGIA.
ARARA REAL PRODUTOS TERAPÊUTICOS ARTESANAIS
XAMPUS NATURAIS - CREMES - POMADAS PARA ALIVIAR A DOR - ÁGUAS FLORAIS - PRODUTOS 100% NATURAIS SEM CONSERVANTES.
R$ 5,00 vidro de 20 ml (1 mês de uso) + taxa de entrega
Bom para ser usado por shiatsuterapeutas e acupunturistas, para receitar para seus pacientes.
Alecrim - Estimula a produção de serotonina (combate a depressão). Qi do Coração. Combate processos inflamatórios, pois harmoniza o fogo do coração, Uma das consequências é diminuir a incidência da celulite. Não deve ser usado por pessoas com pressão baixa, só se for em doses muito pequenas.
Bardana - Ajuda a crescer cabelo, fortalece o Qi do Baço, deixando os músculos mais firmes.
Chapéu-de-couro - Limpa o sangue, trabalha a coragem, revela os medos guardados na alma, fortalece o Qi do Rim. para quem tem dores na região lombar, dores nos joelhos. harmoniza ácido úrido. auxiliar no processo de emagrecimento.
Espinheira santa- Tira calor do estômago, pra quem tem gastrite. é calmante, cicatrizante.
Ipê roxo – Regenerador celular. Liberta os pensamentos esquecidos que estavam presos no insconsciente, para que sejam reestruturados e requalificados, soltando pequenos nódulos de energia negativas que estavam aprisionados no sistema. Por esta razão, combate qualquer processo degenerativo. Bom para harmonizar a saúde da mulher, principalmente aquelas que estão sempre com corrimento e candidíase repetida.
Oliveira com maracujá - Anti-oxidante e relaxante. Bom pra tomar de noite, regenera as células e combate o envelhecimento e relaxa por causa do maracujá.
--
ATMA
atma.sensibilidade@gmail.com
odiariodeatma.blogspot.com/
CLUBE DA PREVENÇÃO TERAPIAS NATURALISTAS
SHIATSU - REIKI USUI - FLORAIS DE BACH E SAINT GERMAIN - FITOTERAPIA - IRIDOLOGIA.
ARARA REAL PRODUTOS TERAPÊUTICOS ARTESANAIS
XAMPUS NATURAIS - CREMES - POMADAS PARA ALIVIAR A DOR - ÁGUAS FLORAIS - PRODUTOS 100% NATURAIS SEM CONSERVANTES.
Crônica - Simone Alves Pedersen
O VERBO REI
Outro dia, ouvi uma avó perguntar para o neto: “Você está ficando com alguém?”. Fiquei arrepiada. Minha avó nunca faria tal pergunta e eu jamais ousaria responder como o neto: “Não vó, tô só pegando umas por aí”. Os tempos mudaram, todos sabemos. Os verbos mudaram com o tempo também e se não tomarmos cuidado não conseguiremos mais nos comunicar com a nova geração. Já é impossível trocar correspondência com eles. As vogais enfraquecidas desistiram e pediram asilo em livros de reinos antigos. A guerra dos e-books Readers foi deflagrada. Hoje virou “hj” e cadê virou “kd”, que pode ser “cada” ou coisas muito piores. Na minha época, as pessoas namoravam, noivavam e se casavam. A moça era noiva: verbo ser, já que desistências eram raras. Hoje, os jovens não são mais nada, apenas “ficam” ou “pegam”. Pessoas não dizem mais “somos casados”. Com a alta taxa de divórcio é mais seguro se apresentar como “estou casado com fulana ou fulano, no momento”. Quem sabe como vai terminar a noite? Vai que ele – ou ela – decida “pegar” alguém... Tenho amigos que passaram por vários casamentos em suas vidas e ainda não chegaram aos cinquenta anos... Sei que ainda receberei convites de casamentos com um dos nomes repetidos. Mas em vez de Bodas de Prata ou Ouro, onde os dois nomes são conhecidos, na maioria das vezes nem chegamos a conhecer o cônjuge antes de receber o novo convite. Presente de casamento era coisa séria, importante. A partir do terceiro casamento, quem arrisca investir em um presente para a vida toda? Culpa de quem? Dele ou dela? Culpa da modernidade e da globalização. Lembro-me que quando era jovem um engenheiro se apresentava assim: “Sou o João, engenheiro mecânico da Ford”. O verbo ser passava segurança, firmeza, continuidade, era quase eterno. Sim, porque quem entrava em multinacional como aprendiz de ferramentaria, por exemplo, sabia onde bateria o cartão até a aposentadoria. Hoje, temos leitores ópticos, scanners, leitores de digitais e íris, apesar do número de funcionários ter reduzido drasticamente pela automatização das linhas de produção. Os departamentos eram complexos, com muitas vagas. Não havia terceirização de serviços como hoje e seus contratos que podem ser desfeitos num estalar de dedos, quero dizer, num clicar da tecla “enter”, facilitado pela curta validade, falta de aviso prévio, pagamento de FGTS, abono, proporcional de férias, festinhas com salgadinhos... Não existia “empregado inseguro”: a pessoa estava empregada ou desempregada. Conheço engenheiros que demitidos tiveram que mudar radicalmente de campo de atuação. Administradores que aceitaram salários quatro vezes menores para voltar ao mercado depois de três anos sem trabalhar. O verbo ter também se revoltou. Pensamos que temos alguma coisa, mas ele não existe mais. Mudou-se para outros hemisférios. Aqui no Brasil, não podemos dizer que temos um carro, o ladrão pode levá-lo no próximo farol. Usamos um carro. Não temos uma casa, pois se perdemos o emprego, a casa se transformará em tijolos comestíveis. O verbo TER sempre foi o bobo da corte. Ilusionista nos faz acreditar em mágicas vazias e momentâneas. Quem manda nessa terrena monarquia é o Chefe do Parlamento, o verbo ESTAR e seus assessores Ficar, Pegar e Usar. O verbo SER precisa ser coroado, antes que sobrem apenas súditos robotizados, cintilantes por fora e vazios por dentro.
SIMONE ALVES PEDERSEN
União Cultural - Vinhedo-SP
http://www.simonealvespedersen.blogspot.com/
Outro dia, ouvi uma avó perguntar para o neto: “Você está ficando com alguém?”. Fiquei arrepiada. Minha avó nunca faria tal pergunta e eu jamais ousaria responder como o neto: “Não vó, tô só pegando umas por aí”. Os tempos mudaram, todos sabemos. Os verbos mudaram com o tempo também e se não tomarmos cuidado não conseguiremos mais nos comunicar com a nova geração. Já é impossível trocar correspondência com eles. As vogais enfraquecidas desistiram e pediram asilo em livros de reinos antigos. A guerra dos e-books Readers foi deflagrada. Hoje virou “hj” e cadê virou “kd”, que pode ser “cada” ou coisas muito piores. Na minha época, as pessoas namoravam, noivavam e se casavam. A moça era noiva: verbo ser, já que desistências eram raras. Hoje, os jovens não são mais nada, apenas “ficam” ou “pegam”. Pessoas não dizem mais “somos casados”. Com a alta taxa de divórcio é mais seguro se apresentar como “estou casado com fulana ou fulano, no momento”. Quem sabe como vai terminar a noite? Vai que ele – ou ela – decida “pegar” alguém... Tenho amigos que passaram por vários casamentos em suas vidas e ainda não chegaram aos cinquenta anos... Sei que ainda receberei convites de casamentos com um dos nomes repetidos. Mas em vez de Bodas de Prata ou Ouro, onde os dois nomes são conhecidos, na maioria das vezes nem chegamos a conhecer o cônjuge antes de receber o novo convite. Presente de casamento era coisa séria, importante. A partir do terceiro casamento, quem arrisca investir em um presente para a vida toda? Culpa de quem? Dele ou dela? Culpa da modernidade e da globalização. Lembro-me que quando era jovem um engenheiro se apresentava assim: “Sou o João, engenheiro mecânico da Ford”. O verbo ser passava segurança, firmeza, continuidade, era quase eterno. Sim, porque quem entrava em multinacional como aprendiz de ferramentaria, por exemplo, sabia onde bateria o cartão até a aposentadoria. Hoje, temos leitores ópticos, scanners, leitores de digitais e íris, apesar do número de funcionários ter reduzido drasticamente pela automatização das linhas de produção. Os departamentos eram complexos, com muitas vagas. Não havia terceirização de serviços como hoje e seus contratos que podem ser desfeitos num estalar de dedos, quero dizer, num clicar da tecla “enter”, facilitado pela curta validade, falta de aviso prévio, pagamento de FGTS, abono, proporcional de férias, festinhas com salgadinhos... Não existia “empregado inseguro”: a pessoa estava empregada ou desempregada. Conheço engenheiros que demitidos tiveram que mudar radicalmente de campo de atuação. Administradores que aceitaram salários quatro vezes menores para voltar ao mercado depois de três anos sem trabalhar. O verbo ter também se revoltou. Pensamos que temos alguma coisa, mas ele não existe mais. Mudou-se para outros hemisférios. Aqui no Brasil, não podemos dizer que temos um carro, o ladrão pode levá-lo no próximo farol. Usamos um carro. Não temos uma casa, pois se perdemos o emprego, a casa se transformará em tijolos comestíveis. O verbo TER sempre foi o bobo da corte. Ilusionista nos faz acreditar em mágicas vazias e momentâneas. Quem manda nessa terrena monarquia é o Chefe do Parlamento, o verbo ESTAR e seus assessores Ficar, Pegar e Usar. O verbo SER precisa ser coroado, antes que sobrem apenas súditos robotizados, cintilantes por fora e vazios por dentro.
SIMONE ALVES PEDERSEN
União Cultural - Vinhedo-SP
http://www.simonealvespedersen.blogspot.com/
Reunião - Núcleo Bahia da UBE
Núcleo Bahia da UBE
Promoverá a primeira reunião, dia 5 de fevereiro, na Biblioteca Pública Thales de Azevedo.
A União Brasileira de Escritores, Núcleo Bahia, promoverá no dia 5 de fevereiro (sábado), na Biblioteca Pública Thales de Azevedo (Costa Azul), sua primeira reunião oficial aberta ao público. Escritores, poetas, jornalistas, articulistas, professores e leitores em geral são esperados para discutir as possibilidades de fortalecimento dos escritores baianos.
Entre as pautas que serão apresentadas estarão: o fortalecimento do movimento literário na Bahia; Bienal do Livro, V congresso de escritores brasileiros, articulação com instituições públicas e privadas, entre outros temas de interesse dos escritores.
"O Núcleo da UBE na Bahia surge como uma possibilidade de reunir os escritores, visando buscar soluções conjuntas em torno da expansão da literatura baiana e o reconhecimento do autor local junto aos leitores e os meios de comunicação”, destaca Carlos Souza, o representante do Núcleo.
A idéia da criação do Núcleo da UBE na Bahia nasceu de conversas entre Carlos Souza e Roberto Leal, que logo em seguida compartilharam da iniciativa com outros escritores que também farão parte do Núcleo. A partir desse momento, os idealizadores dialogaram com a UBE de São Paulo, que de imediato apoiou a iniciativa.
O Núcleo foi anunciado em setembro de 2010, durante o I Encontro de Escritores Baianos Independentes, realizado pela Fundação e Selo Editorial Ómnira. No evento, os organizadores distribuíram para o público presente, uma cópia do ofício recebido da União Brasileira de Escritores (UBE) de São Paulo, assinado pelo atual presidente, Joaquim Maria Botelho, nomeando o jornalista e escritor Carlos Souza como representante da UBE na Bahia.
Parceria - A UBE da Bahia nasce em parceria com a União Brasileira de Escritores de São Paulo, a mais antiga associação de escritores do Brasil. Criada em 17 de janeiro de 1958, resultado da fusão da Sociedade Paulista de Escritores com a Associação Brasileira de Escritores. A organização tem como objetivos principais discutir políticas culturais que atendam aos interesses dos associados e defender seus interesses em todas as manifestações literárias, em poesia e prosa.
Serviço:
O que: Primeira reunião oficial da UBE, Núcleo Bahia
Onde: Na Biblioteca Pública Thales de Azevedo - Rua Adelaide Fernandes da Costa, s/n, próximo ao Parque Costa Azul – Salvador /BA
Quando: Dia 05 de fevereiro (sábado), às 9h30
Entrada: Gratuita
Informações: (71) 8122-7231
http://www.ube.org.br/noticias-detalhe.asp?ID=237
http://carlossouza.zip.net/
Promoverá a primeira reunião, dia 5 de fevereiro, na Biblioteca Pública Thales de Azevedo.
A União Brasileira de Escritores, Núcleo Bahia, promoverá no dia 5 de fevereiro (sábado), na Biblioteca Pública Thales de Azevedo (Costa Azul), sua primeira reunião oficial aberta ao público. Escritores, poetas, jornalistas, articulistas, professores e leitores em geral são esperados para discutir as possibilidades de fortalecimento dos escritores baianos.
Entre as pautas que serão apresentadas estarão: o fortalecimento do movimento literário na Bahia; Bienal do Livro, V congresso de escritores brasileiros, articulação com instituições públicas e privadas, entre outros temas de interesse dos escritores.
"O Núcleo da UBE na Bahia surge como uma possibilidade de reunir os escritores, visando buscar soluções conjuntas em torno da expansão da literatura baiana e o reconhecimento do autor local junto aos leitores e os meios de comunicação”, destaca Carlos Souza, o representante do Núcleo.
A idéia da criação do Núcleo da UBE na Bahia nasceu de conversas entre Carlos Souza e Roberto Leal, que logo em seguida compartilharam da iniciativa com outros escritores que também farão parte do Núcleo. A partir desse momento, os idealizadores dialogaram com a UBE de São Paulo, que de imediato apoiou a iniciativa.
O Núcleo foi anunciado em setembro de 2010, durante o I Encontro de Escritores Baianos Independentes, realizado pela Fundação e Selo Editorial Ómnira. No evento, os organizadores distribuíram para o público presente, uma cópia do ofício recebido da União Brasileira de Escritores (UBE) de São Paulo, assinado pelo atual presidente, Joaquim Maria Botelho, nomeando o jornalista e escritor Carlos Souza como representante da UBE na Bahia.
Parceria - A UBE da Bahia nasce em parceria com a União Brasileira de Escritores de São Paulo, a mais antiga associação de escritores do Brasil. Criada em 17 de janeiro de 1958, resultado da fusão da Sociedade Paulista de Escritores com a Associação Brasileira de Escritores. A organização tem como objetivos principais discutir políticas culturais que atendam aos interesses dos associados e defender seus interesses em todas as manifestações literárias, em poesia e prosa.
Serviço:
O que: Primeira reunião oficial da UBE, Núcleo Bahia
Onde: Na Biblioteca Pública Thales de Azevedo - Rua Adelaide Fernandes da Costa, s/n, próximo ao Parque Costa Azul – Salvador /BA
Quando: Dia 05 de fevereiro (sábado), às 9h30
Entrada: Gratuita
Informações: (71) 8122-7231
http://www.ube.org.br/noticias-detalhe.asp?ID=237
http://carlossouza.zip.net/
Apresentação - Dança do Ventre - Taubaté-SP
Grupo: Baladi
Local: Palco da Praça da Eletro
Dia 19/02/2011
Horario: das 20:00 as 22:00 H
Tipo de atração: Dança do Ventre
ANA PAULA VIEIRA
Produart Eventos
12- 9111-6566/ 8804-4002
Local: Palco da Praça da Eletro
Dia 19/02/2011
Horario: das 20:00 as 22:00 H
Tipo de atração: Dança do Ventre
ANA PAULA VIEIRA
Produart Eventos
12- 9111-6566/ 8804-4002
Letra e Música - Luiz Alberto Machado
CRENÇA
Letra & música de Luiz Alberto Machado*
É preciso respeitar melhor a vida
no amor que traz a paz que é tão bem vida.
Amar para se ter além do passional
e o coração valer o ser humano universal.
É preciso respeitar as diferenças
e não se equiparar ao que é hostil nas desavenças.
Lutar contra a mantença desigual
que forja o algoz na força do poder irracional.
Se entregar agora, todo dia e a noite inteira,
testemunhar assim as coisas verdadeiras.
Colher a lágrima do olhar mais desolado
para irrigar a sede do carinho devastado.
É preciso ter no olhar a flor da vida,
trazer a luz do sol nas mãos amanhecidas.
E perceber o amor no menor gesto natural
para valer o sonho mais presente mais real.
Se entregar agora, todo dia e a noite inteira,
testemunhar assim as coisas verdadeiras.
Colher a lágrima do olhar mais desolado
para irrigar a sede do carinho devastado.
E afinal poder sorrir
como quem vai feliz viver,
a manter a crença e o seu proceder na paz.
Semear a vida no ideal de colher
o que virá depois
pra ser alegria imensa para um, mais dois, mais!
Viver a vida pelo que foi e será, é e será!
© Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Arranjo de Jarbinhas Barros.
Veja o clipe de Crença no YouTube.
* LUIZ ALBERTO MACHADO é escritor, compositor musical e radialista (Reg. Prof. 1511/DRT-PE) , editor do Guia de Poesia do Projeto SobreSites e membro da Cooperativa dos Músicos de Alagoas - COMUSA. Escreve regularmente para jornais, revistas e alternativos além de blogs, sites e portais da internet. Já publicou 6 livros de poesias, 7 infantis, 2 de crônicas além de ter vários textos publicados em veículos impressos e virtuais do Brasil e do exterior. Parte do seu trabalho está reunido na sua home www.luizalbertomachado.com.br
Letra & música de Luiz Alberto Machado*
É preciso respeitar melhor a vida
no amor que traz a paz que é tão bem vida.
Amar para se ter além do passional
e o coração valer o ser humano universal.
É preciso respeitar as diferenças
e não se equiparar ao que é hostil nas desavenças.
Lutar contra a mantença desigual
que forja o algoz na força do poder irracional.
Se entregar agora, todo dia e a noite inteira,
testemunhar assim as coisas verdadeiras.
Colher a lágrima do olhar mais desolado
para irrigar a sede do carinho devastado.
É preciso ter no olhar a flor da vida,
trazer a luz do sol nas mãos amanhecidas.
E perceber o amor no menor gesto natural
para valer o sonho mais presente mais real.
Se entregar agora, todo dia e a noite inteira,
testemunhar assim as coisas verdadeiras.
Colher a lágrima do olhar mais desolado
para irrigar a sede do carinho devastado.
E afinal poder sorrir
como quem vai feliz viver,
a manter a crença e o seu proceder na paz.
Semear a vida no ideal de colher
o que virá depois
pra ser alegria imensa para um, mais dois, mais!
Viver a vida pelo que foi e será, é e será!
© Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Arranjo de Jarbinhas Barros.
Veja o clipe de Crença no YouTube.
* LUIZ ALBERTO MACHADO é escritor, compositor musical e radialista (Reg. Prof. 1511/DRT-PE) , editor do Guia de Poesia do Projeto SobreSites e membro da Cooperativa dos Músicos de Alagoas - COMUSA. Escreve regularmente para jornais, revistas e alternativos além de blogs, sites e portais da internet. Já publicou 6 livros de poesias, 7 infantis, 2 de crônicas além de ter vários textos publicados em veículos impressos e virtuais do Brasil e do exterior. Parte do seu trabalho está reunido na sua home www.luizalbertomachado.com.br
Poema - Fátima Venutti
CRISÁLIDA
Só penso em rasgar minha pele
E te ver por dentro.
Noite passada,
suicidei minhas veias
E vi parir teu sexo
dentro da minha mente
Então,
Gozei todos os pruridos
Feito suor e sal.
Me fartei.
Fátima Venutti
Só penso em rasgar minha pele
E te ver por dentro.
Noite passada,
suicidei minhas veias
E vi parir teu sexo
dentro da minha mente
Então,
Gozei todos os pruridos
Feito suor e sal.
Me fartei.
Fátima Venutti
Mensagens Poéticas de 03/jan/2011 - por Ademar Macedo
<<< Uma Trova Nacional >>>
Nesta noite em que me aleito
da tua doce presença
quero acolher-te em meu peito
e te tornar minha crença.
(Ester Figueiredo/RJ)
<<< Uma Trova Potiguar >>>
Permita-me que eu insista
de maneira peremptória,
pior que cego da vista
é não ter visão da história.
(Sérgio Severo/RN)
<<< Uma Trova Premiada >>>
2000 > Niterói/RJ
Tema > DELÍRIO > M/H.
Num delírio descabido,
meu estro, em versos febris,
supõe o amor não vivido
e finge que foi feliz!
(Pedro Ornellas/SP)
<<< Simplesmente Poesia >>>
CONTIGO NAMORANDO
– Frassino Machado/Portugal –
Quando eu te senti m' enamorei
e se votos tinha me esqueci
e se alguém no mundo eu recordei
és a mais formosa que já vi...
Não tenho que ter nenhum cuidado
nem tratar de ter preocupação
eu me basto só com a emoção
que me tem na alma bem gravado
teu nome, tua vida e coração !...
<<< Uma Trova de Ademar >>>
Debruçado sobre a mata,
o Luar, tal qual pintor,
pinta as folhas cor de prata
e pinta o chão de outra cor.
(Ademar Macedo/RN)
<<< ...E Suas Trovas Ficaram >>>
Animais, árvores, gente,
a mesma lei determina,
pois somos todos semente
da inteligência divina.
(Newton Meyer Azevedo/MG)
<<< Estrofe do Dia >>>
Palavras tontas ao vento
são rimas sem conteúdo,
são o discurso de um mudo
que só causa desalento.
Quem não tem discernimento
não escreve com magia ...
Quem não tem sabedoria
não consegue se encantar.
Só quem sonha e sabe amar
tem o dom da poesia.
(José Reinaldo Melo Paes/AL)
<<< Soneto do Dia >>>
A FOTO
– Eduardo A. O. Toledo/MG –
Revelando-se a foto, uma saudade
já se mostra, de pronto, por inteira:
– A igreja... a praça e, nela, a cantoneira
despencando gerânios na cidade...
No fundo, a foto envolve a claridade
de luzes sobre o topo da roseira
e sombras sob os pés da quaresmeira,
pendida pelo sol da liberdade.
E mostra mais: os fios da meiguice
que a adolescência urdiu para a velhice,
em teias salpicadas de ilusão...
– Mas a saudade, enfim se faz completa,
quando reflete o vulto de um poeta
se esmaecendo na revelação!!!
Nesta noite em que me aleito
da tua doce presença
quero acolher-te em meu peito
e te tornar minha crença.
(Ester Figueiredo/RJ)
<<< Uma Trova Potiguar >>>
Permita-me que eu insista
de maneira peremptória,
pior que cego da vista
é não ter visão da história.
(Sérgio Severo/RN)
<<< Uma Trova Premiada >>>
2000 > Niterói/RJ
Tema > DELÍRIO > M/H.
Num delírio descabido,
meu estro, em versos febris,
supõe o amor não vivido
e finge que foi feliz!
(Pedro Ornellas/SP)
<<< Simplesmente Poesia >>>
CONTIGO NAMORANDO
– Frassino Machado/Portugal –
Quando eu te senti m' enamorei
e se votos tinha me esqueci
e se alguém no mundo eu recordei
és a mais formosa que já vi...
Não tenho que ter nenhum cuidado
nem tratar de ter preocupação
eu me basto só com a emoção
que me tem na alma bem gravado
teu nome, tua vida e coração !...
<<< Uma Trova de Ademar >>>
Debruçado sobre a mata,
o Luar, tal qual pintor,
pinta as folhas cor de prata
e pinta o chão de outra cor.
(Ademar Macedo/RN)
<<< ...E Suas Trovas Ficaram >>>
Animais, árvores, gente,
a mesma lei determina,
pois somos todos semente
da inteligência divina.
(Newton Meyer Azevedo/MG)
<<< Estrofe do Dia >>>
Palavras tontas ao vento
são rimas sem conteúdo,
são o discurso de um mudo
que só causa desalento.
Quem não tem discernimento
não escreve com magia ...
Quem não tem sabedoria
não consegue se encantar.
Só quem sonha e sabe amar
tem o dom da poesia.
(José Reinaldo Melo Paes/AL)
<<< Soneto do Dia >>>
A FOTO
– Eduardo A. O. Toledo/MG –
Revelando-se a foto, uma saudade
já se mostra, de pronto, por inteira:
– A igreja... a praça e, nela, a cantoneira
despencando gerânios na cidade...
No fundo, a foto envolve a claridade
de luzes sobre o topo da roseira
e sombras sob os pés da quaresmeira,
pendida pelo sol da liberdade.
E mostra mais: os fios da meiguice
que a adolescência urdiu para a velhice,
em teias salpicadas de ilusão...
– Mas a saudade, enfim se faz completa,
quando reflete o vulto de um poeta
se esmaecendo na revelação!!!
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Texto - Vanise Buarque
FÉ
Fé... Que palavra exigente!
Quando diante de nós se depara, altera o porquê de nossa vida ao surgir
o imponderável "desafio certeiro" cuja "senha" é requisitada.
Devemos contar, pois, com a ajuda do nosso "fiel escudeiro" - aquele que
nos acolhe, sincero, no seu "clube da esperança" onde "dias melhores
virão" (com bom efeito e certeza!).
Da fé façamos, então, escudo contra o ressentimento causado pela
vida, que vai seguindo - inabalável - provando-nos, a todo custo, o que
é importante para a nossa "individualidade": que encontremos guarida
no sentimento definido pela simples palavra amizade.
VANISE BUARQUE
Fé... Que palavra exigente!
Quando diante de nós se depara, altera o porquê de nossa vida ao surgir
o imponderável "desafio certeiro" cuja "senha" é requisitada.
Devemos contar, pois, com a ajuda do nosso "fiel escudeiro" - aquele que
nos acolhe, sincero, no seu "clube da esperança" onde "dias melhores
virão" (com bom efeito e certeza!).
Da fé façamos, então, escudo contra o ressentimento causado pela
vida, que vai seguindo - inabalável - provando-nos, a todo custo, o que
é importante para a nossa "individualidade": que encontremos guarida
no sentimento definido pela simples palavra amizade.
VANISE BUARQUE
Recado da Academia de Letras de Maringá-PR
Caros (as) amigos (as) das Letras,
Vejam no site da Academia de Letras de Maringá - ALM /
http://www.academiadeletrasdemaringa.com.br/ :
1) Secretaria de Cultura de Maringá - Programação de fevereiro de 2011.
http://www.academiadeletrasdemaringa.com.br/?page_id=3
2) TROVIA - Revista virtual mensal - Coordenador: A. A. de Assis.
Ano 12 - nº. 134 - fevereiro de 2011
http://www.academiadeletrasdemaringa.com.br/?page_id=2634
3) Concursos literários em andamento.
http://www.academiadeletrasdemaringa.com.br/?page_id=370
Fraterno abraço,
Olga Agulhon
Vejam no site da Academia de Letras de Maringá - ALM /
http://www.academiadeletrasdemaringa.com.br/ :
1) Secretaria de Cultura de Maringá - Programação de fevereiro de 2011.
http://www.academiadeletrasdemaringa.com.br/?page_id=3
2) TROVIA - Revista virtual mensal - Coordenador: A. A. de Assis.
Ano 12 - nº. 134 - fevereiro de 2011
http://www.academiadeletrasdemaringa.com.br/?page_id=2634
3) Concursos literários em andamento.
http://www.academiadeletrasdemaringa.com.br/?page_id=370
Fraterno abraço,
Olga Agulhon
Mensagens Poéticas de 02/jan/2011 - por Ademar Macedo
<<< Uma Trova Nacional >>>
Inspiração não é tudo:
para uma obra ser completa,
carece de tempo, estudo
e o trabalho do poeta.
(Adamo Pasquarelli/SP)
<<< Uma Trova Potiguar >>>
Sob a luz da inspiração
a vibrar garbosa e pura,
a trova é ardente expressão
no cenário da cultura!
(Maria Antonieta Bittencourt/RN)
<<< Uma Trova Premiada >>>
1994 > Belo Horizonte/MG
Tema > OÁSIS > M/H.
Após venturas fugazes
e o travo da despedida,
vou procurando um oásis
pelos desertos da vida.
(Cícero Francisco da Rocha/MG)
<<< Simplesmente Poesia >>>
CANÇÃO DE ALTA NOITE
– Cecília Meirelles –
Alta noite, lua quieta,
muros frios, praia rasa.
Andar, andar, que um poeta
não necessita de casa.
Acaba-se a última porta.
O resto é o chão do abandono.
Um poeta, na noite morta,
não necessita de sono.
Andar... Perder o seu passo
na noite, também perdida.
Um poeta, à mercê do espaço,
nem necessita de vida.
Andar... — enquanto consente
Deus que a noite seja andada.
Porque o poeta, indiferente,
anda por andar — somente.
Não necessita de nada.
<<< Uma Trova de Ademar >>>
Fico triste ao constatar
que um homem cheio de fé,
possa um dia ir trabalhar
sem ter direito ao café!
(Ademar Macedo/RN)
<<< ...E Suas Trovas Ficaram >>>
Foi por falta de carinho
que errei e perdi meus passos,
mas bendigo o “mau caminho”
que me levou aos teus braços...
(Nádia Huguenin/RJ)
<<< Estrofe do Dia >>>
Na favela se repete
quadro de perdas e danos,
prostituta aos onze anos,
marginal aos dezessete;
onde o político promete
casa, emprego, chão, calçado,
depois do voto apurado
joga a promessa no mato,
a favela é o retrato
de um povo discriminado.
(João Paraibano/PB)
<<< Soneto do Dia >>>
QUANTO TEMPO NOS RESTA?
– José Antônio Jacob/MG –
Nossa vida é uma história mal contada,
Uma vaga novela incompreendida...
Para alguns é um feliz conto de fada,
Para outros uma lenda indefinida...
Vivemos, de alvorada em alvorada,
(Que tempo ainda nos resta nessa vida?)
A dar sorrisos largos na chegada
E a lamentar a perda na partida.
Que bom matar o tempo numa rede,
Se ele nos desse a viva eternidade
De um quadro pendurado na parede...
E, enquanto a vida passa e o tempo avança,
Quanta tristeza vai numa saudade,
Quanta alegria vem numa esperança!
Inspiração não é tudo:
para uma obra ser completa,
carece de tempo, estudo
e o trabalho do poeta.
(Adamo Pasquarelli/SP)
<<< Uma Trova Potiguar >>>
Sob a luz da inspiração
a vibrar garbosa e pura,
a trova é ardente expressão
no cenário da cultura!
(Maria Antonieta Bittencourt/RN)
<<< Uma Trova Premiada >>>
1994 > Belo Horizonte/MG
Tema > OÁSIS > M/H.
Após venturas fugazes
e o travo da despedida,
vou procurando um oásis
pelos desertos da vida.
(Cícero Francisco da Rocha/MG)
<<< Simplesmente Poesia >>>
CANÇÃO DE ALTA NOITE
– Cecília Meirelles –
Alta noite, lua quieta,
muros frios, praia rasa.
Andar, andar, que um poeta
não necessita de casa.
Acaba-se a última porta.
O resto é o chão do abandono.
Um poeta, na noite morta,
não necessita de sono.
Andar... Perder o seu passo
na noite, também perdida.
Um poeta, à mercê do espaço,
nem necessita de vida.
Andar... — enquanto consente
Deus que a noite seja andada.
Porque o poeta, indiferente,
anda por andar — somente.
Não necessita de nada.
<<< Uma Trova de Ademar >>>
Fico triste ao constatar
que um homem cheio de fé,
possa um dia ir trabalhar
sem ter direito ao café!
(Ademar Macedo/RN)
<<< ...E Suas Trovas Ficaram >>>
Foi por falta de carinho
que errei e perdi meus passos,
mas bendigo o “mau caminho”
que me levou aos teus braços...
(Nádia Huguenin/RJ)
<<< Estrofe do Dia >>>
Na favela se repete
quadro de perdas e danos,
prostituta aos onze anos,
marginal aos dezessete;
onde o político promete
casa, emprego, chão, calçado,
depois do voto apurado
joga a promessa no mato,
a favela é o retrato
de um povo discriminado.
(João Paraibano/PB)
<<< Soneto do Dia >>>
QUANTO TEMPO NOS RESTA?
– José Antônio Jacob/MG –
Nossa vida é uma história mal contada,
Uma vaga novela incompreendida...
Para alguns é um feliz conto de fada,
Para outros uma lenda indefinida...
Vivemos, de alvorada em alvorada,
(Que tempo ainda nos resta nessa vida?)
A dar sorrisos largos na chegada
E a lamentar a perda na partida.
Que bom matar o tempo numa rede,
Se ele nos desse a viva eternidade
De um quadro pendurado na parede...
E, enquanto a vida passa e o tempo avança,
Quanta tristeza vai numa saudade,
Quanta alegria vem numa esperança!
Poesia - Pablo Neruda
É PROIBIDO
É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.
É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,
Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,
Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.
PABLO NERUDA
É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.
É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,
Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,
Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.
PABLO NERUDA
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Mensagens Poéticas de 1º/fev/2011 - por Ademar Macedo
<<< Uma Trova Nacional >>>
Da rosa tenho o perfume,
também carrego o espinho.
Por isso não se acostume,
só com cheiros no meu ninho.
(Dalinha Catunda/CE)
<<< Uma Trova Potiguar >>>
Pintar o que a natureza
fez com tanta maestria:
– só Picasso com certeza,
o teu corpo pintaria.
(Ivaniso Galhardo/RN)
<<< Uma Trova Premiada >>>
2005 > Niterói/RJ
Tema > PROMESSA > MENÇÃO ESPECIAL
Foi como em cristal impressa
tua palavra de então;
não só quebraste a promessa,
jogaste os cacos no chão!!
(Amália Máx/PR)
<<< Simplesmente Poesia >>>
“NORDESTIDADE”
– Sergio Severo/RN –
Muitas maneiras existem
no SER de um Nordestino
umas pra cumprir destino
e outras por melhor sorte.
Mas, se parido pro norte,
algo já fica marcado,
inserido,
incalcado,
do nascer até a morte.
E por mais que o tempo entorte
das nossas costas a espinha,
e por mais que o tempo corte
nossos cachos... carapinha,
o que fora diferente
aos poucos se torna igual.
Não sei se por bem; por mal,
isso acontece com a gente.
Um Nordestino não mente,
com a fala do olhar,
mesmo com a língua a falar,
do sonho, da fantasia,
da inverdade ou do "trote".
É como se fosse um mote
que outra glosa não daria.
É uma imensa olaria
com tanta forma de pote,
mas que por aqui se anote:
rude, fino, mal formado,
o mesmo barro é usado,
não importa qual o lote.
E é bastante que se bote
tão desiguais lado a lado,
pra que o fato se comprove,
para ficar atestado,
num mesmo olhar que comove,
um Povo Nordestinado!
<<< Uma Trova de Ademar >>>
A crença nunca dá pé
quando a fé não lhe acompanha;
aquele que não tem fé
jamais remove montanha.
(Ademar Macedo/RN)
<<< ...E Suas Trovas Ficaram >>>
No amor é bom ter cuidados
para evitar dissabor...
nem sempre em beijos trocados
trocam-se beijos de amor.
(Milton Nunes Loureiro/RJ)
<<< Estrofe do Dia >>>
Empresário de sucesso,
eu tive tudo o que quis,
eu pensava ser feliz,
mas a verdade eu confesso.
Logo após o retrocesso,
da borrasca e do soçobro,
a vida teve desdobro,
de forma extraordinária,
na produção literária,
a poesia deu-me em dobro.
(Francisco Macedo/RN)
<<< Soneto do Dia >>>
P O E T A
– João Batista Xavier Oliveira/SP –
O poeta, vetor da porcelana,
é o arauto das dores e janelas.
Suas veias, refúgio das procelas;
coração, a ruína da pantana.
Ele é o misto dos olhos sem cancelas
com murmúrios que ouvido não se engana.
E na busca da força sobre-humana
sorve o brilho das auras e aquarelas.
Sonha grande e maior é a plenitude
do caminho perene da altitude
em limite de céu, seu companheiro.
Mente aberta aos meandros das mensagens;
mãos dispostas aos versos das miragens...
eis o vate das asas hospedeiro!
Da rosa tenho o perfume,
também carrego o espinho.
Por isso não se acostume,
só com cheiros no meu ninho.
(Dalinha Catunda/CE)
<<< Uma Trova Potiguar >>>
Pintar o que a natureza
fez com tanta maestria:
– só Picasso com certeza,
o teu corpo pintaria.
(Ivaniso Galhardo/RN)
<<< Uma Trova Premiada >>>
2005 > Niterói/RJ
Tema > PROMESSA > MENÇÃO ESPECIAL
Foi como em cristal impressa
tua palavra de então;
não só quebraste a promessa,
jogaste os cacos no chão!!
(Amália Máx/PR)
<<< Simplesmente Poesia >>>
“NORDESTIDADE”
– Sergio Severo/RN –
Muitas maneiras existem
no SER de um Nordestino
umas pra cumprir destino
e outras por melhor sorte.
Mas, se parido pro norte,
algo já fica marcado,
inserido,
incalcado,
do nascer até a morte.
E por mais que o tempo entorte
das nossas costas a espinha,
e por mais que o tempo corte
nossos cachos... carapinha,
o que fora diferente
aos poucos se torna igual.
Não sei se por bem; por mal,
isso acontece com a gente.
Um Nordestino não mente,
com a fala do olhar,
mesmo com a língua a falar,
do sonho, da fantasia,
da inverdade ou do "trote".
É como se fosse um mote
que outra glosa não daria.
É uma imensa olaria
com tanta forma de pote,
mas que por aqui se anote:
rude, fino, mal formado,
o mesmo barro é usado,
não importa qual o lote.
E é bastante que se bote
tão desiguais lado a lado,
pra que o fato se comprove,
para ficar atestado,
num mesmo olhar que comove,
um Povo Nordestinado!
<<< Uma Trova de Ademar >>>
A crença nunca dá pé
quando a fé não lhe acompanha;
aquele que não tem fé
jamais remove montanha.
(Ademar Macedo/RN)
<<< ...E Suas Trovas Ficaram >>>
No amor é bom ter cuidados
para evitar dissabor...
nem sempre em beijos trocados
trocam-se beijos de amor.
(Milton Nunes Loureiro/RJ)
<<< Estrofe do Dia >>>
Empresário de sucesso,
eu tive tudo o que quis,
eu pensava ser feliz,
mas a verdade eu confesso.
Logo após o retrocesso,
da borrasca e do soçobro,
a vida teve desdobro,
de forma extraordinária,
na produção literária,
a poesia deu-me em dobro.
(Francisco Macedo/RN)
<<< Soneto do Dia >>>
P O E T A
– João Batista Xavier Oliveira/SP –
O poeta, vetor da porcelana,
é o arauto das dores e janelas.
Suas veias, refúgio das procelas;
coração, a ruína da pantana.
Ele é o misto dos olhos sem cancelas
com murmúrios que ouvido não se engana.
E na busca da força sobre-humana
sorve o brilho das auras e aquarelas.
Sonha grande e maior é a plenitude
do caminho perene da altitude
em limite de céu, seu companheiro.
Mente aberta aos meandros das mensagens;
mãos dispostas aos versos das miragens...
eis o vate das asas hospedeiro!
Assinar:
Postagens (Atom)