O ENCONTRO
Vim embora com o sabor do seu beijo.
Seu cheiro marcante ficou em mim.
Seu sorriso mostrando desejo me acompanhou.
E a estrada sempre tão vazia, esteve cheia de você.
Naquele momento me senti desejada.
Senti que a paixão dominou meu ser.
Queria seu beijo, muitas vezes mais
Queria seu abraço, para voltar à paz .
Estava tão sozinha, numa solidão dolorida
Mas no seu controle me senti protegida.
Quero você, sempre que possível
Quero te ver, sempre aqui comigo!
CLAUDIA MUNIZ
União Cultural - Conselho Taubaté-SP
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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Conto - Imá Fonseca
AS VIRTUDES DE DONA MIZÉ
IMÁ FONSECA
Em qualquer cidade, em qualquer bairro, em qualquer rua, melhor dizendo em qualquer lugar do mundo, existem as comadres, - aquelas mulheres, matronas solícitas e companheiras nos momentos difíceis. Às vezes dá a impressão de não terem vida própria tal a solicitude e desprendimento com que absorvem nossos problemas; como sentem nossas dores e como são desprendidas em nos socorrer.
Na minha rua, como não podia ser diferente, tínhamos este anjo protetor, era a vizinha que todos sonham ter. Se formos descrever suas atenções, seus conhecimentos e sua disponibilidade, vamos tecer uma rede de virtudes. Até parteira (mesmo nos dias de hoje) poderia ser; aliás, contando suas estórias dizia que lá no interior já fizera uma dúzia deles. Suas quitandas e doces eram apreciadíssimos e sempre éramos agraciados com fartas porções; o meu predileto era “ambrosia” (doce de ovos). O interessante é que sua solicitude a levava a freqüentar praticamente todas as casas do bairro, mas parece que ninguém a visitava, não sei se não gostava de receber visita ou se não tinha tempo, dada sua intensa vida social. Sempre que saía de nossa casa (uma rotina às vezes em doze dupla /tripla – manhã, tarde... e noite!) minha mãe a acompanhava até a porta e a despedida era sempre a mesma: - então até mais ver D. Mizé, muito obrigada, Deus a abençoe, qualquer dia lhe farei uma visita...e a resposta também era a mesma: - ora, ora, não há de que, então não é dando que se recebe...apareça D. Mundica!
A distância era de apenas duas quadras da nossa casa, quando aparecia pela manhã, entrava sorrateiramente pelos fundos e ia direto para a cozinha, sempre levando uma quitanda quentinha, recém-saída do forno e com o cigarro apagado entre os dedos, pegava minha mãe justamente no momento em que estava passando o café. Ali já lançava seus olhos argutos sobre minha mãe procurando alguma mancha, algum inchaço, ou alguma alergia; qualquer coisa que necessitasse de uma reza que faria na hora e como não havia nenhum desses sintomas começava a perguntar se ela ou os demais da casa não sentiram dores de cabeça, diarréia, enjôos, e etc. Então depois destas curiosidades médicas despejava as notícias da redondeza; nenhum acontecimento poderia lhe escapar, era sempre a primeira a saber e a espalhar a novidade e quando não havia nenhuma, fazia previsões que logo eram confirmadas. Quando não aparecia pela manhã, era a tarde, ou então à noite e às vezes em todos os turnos, pelo menos duas vezes por semana. Até hoje não sabemos se mamãe gostava ou não, parecia que sim, pois sempre a recebia com cordialidade e atenção.
Não fosse pela estranha forma de viver, D. Mizé chamaria a atenção do mesmo jeito: - era uma mulher pequena, rechonchuda, mas de cintura fina; o rosto redondo corado era salpicado pelas sardas, tinha olhos azuis e os cabelos curtos encaracolados da cor de fogo (naturais, segundo dizia), a idade era meio indefinida, entre os trinta e cinco quarenta e cinco anos. Era viúva, não tinha filhos e cuidava do pai, um senhor esquelético que ficara cego devido à diabetes.
Aquela mesma atenção que dispensava à minha casa, era distribuída entre toda a circunvizinhança, sem ficar devendo nada a ninguém, pois todos tinham uma dívida de gratidão com ela: - era a advogada que defendia os direitos do Seu Nicolau cuja vidraça fora quebrada pelo moleque filho do vizinho; era a juíza que sentenciava a condenação da filha de D. Maria que pulou a janela para sair com o namorado: era a amiga que consolava Belinha quando o Zeca a traía; era a companheira que animava D. Constância na sua viuvez; era a doutora que prestava os primeiros socorros quando Juju quebrou o braço; etc., etc. Era pau para toda obra, segundo ela própria se apresentava; precisando era só chamar!
Dona Mizé havia ganhado a confiança de todos, mas algumas vezes havia até uma certa confusão entre as famílias; algumas mulheres não entendiam o porque da tamanha dedicação de seus maridos, que até se esqueciam que existia médicos, advogados, juízes, todos a seu serviço, se solicitados; antes por qualquer coisa corriam atrás de D. Mizé. Por outro lado a maioria das mulheres confiavam sua vida à benfazeja, entregando os problemas dos maridos e dos filhos a ela, irritando-os profundamente quando a “toda poderosa” com ares de detentora da verdade invadia sua privacidade com conselhos e rezas de descarrego.
Contudo D. Mizé era querida por todos e invariavelmente dia após dia praticava suas boas ações, pelo menos era a opinião da maioria, não fosse o seu intragável desafeto – o Padre Anacleto. Por acaso a casa paroquial anexa à pequena Igreja dava fundos para o quintal de D. Mizé, e o padre até já se referira a ela como bruxa, não aceitava suas rezas e as intromissões na vida daquelas famílias. Em contrapartida quando ela se referia ao assunto dizia que eram ciúmes, porque o padre não conseguia arrebanhar ovelhas, enquanto que ela se quisesse encheria várias igrejas do tamanho daquela.
Entretanto, para um bom entendedor, parecia haver uma mensagem oculta nas entrelinhas do padre, aquilo não era apenas antagonismos de idéias ou rivalidades religiosas não! Padre Anacleto parecia guardar um segredo! Sua diferença com D. Mizé ia além do dito e conhecido! Mas como descobrir, se padre não pode revelar segredos, mesmo quando não são de confissão? Se é um fato que viu, ou ouviu, ainda mais naquela paróquia, onde todos a endeusavam, como apontar o dedo e acusar a benfeitora a quem todos de uma maneira ou de outra tinham o rabo prezo!
Certa vez o padre chegou a pensar em procurar o bispo, mas depois pensando mais sensatamente viu que seria inútil, poderia comprometer sua imagem diante da igreja, e quem sabe até do Vaticano! Como conseguir provas? Seria aquele caso de âmbito da igreja? E se fizesse as coisas às escondidas, anonimamente... Também seria complicado pois violaria seus princípios, se pelo menos ela fosse uma ovelha do seu rebanho poderia aborda-la para uma conversa... Não! Aquele caso em princípio estava sem solução, mas por outro lado como lidar com sua consciência sendo defensor de princípios e boa moral?
Mesmo aconselhando-se com Deus não encontrava uma saída e a situação continuava escancarada diante de seus olhos, quando da janela de seus aposentos olhava para o quintal de D. Mizé.
Uma coisa que não entendia era a passividade daquelas pessoas; será que ninguém jamais se sentiu curioso em conhecer aquela casa? Afinal D. Mizé entrava e saía de todas as casas à vontade; era certo que aparentemente ela estivesse sempre ausente, menos nas terças e quintas à tarde, mas parece que ninguém nunca conferiu isto. Somente Padre Anacleto sabia que ela tinha lá seus momentos para o lar... Mas de qualquer forma a matrona era esperta, sua casa ficava trancada a sete chaves, para entrar lá tinha que chamar na campainha e isto levantaria a lebre; surpreende-la era impossível!
Naquela terça -feira mesmo tentando se conter, (depois de muito pensar decidiu que o melhor era ignorar) o padre não resistiu, das frestas da sua janela pode acompanhar o início das seções (em média uma hora para cada garoto) – era exatamente duas horas da tarde e duraria até as cinco: não havia bebida, só cigarros, sucos e frutas. As cenas se passavam num cômodo semi-aberto, decorado de vermelho e dourado; uma cama redonda no centro, espelhos de um lado e samambaias do outro e uma música frenética em tom baixo preenchia o ambiente.
O garoto com ares entre amedrontado e curioso, estava encolhido timidamente no meio da cama só de cueca olhando fixamente para um determinado ponto, de onde logo saiu a virtuosa D. Mizé, dançando a “dança do ventre”. Ela vestia apenas uma bata dourada, minúscula e transparente, que ao rítimo da musica ia escorregando pelos ombros até cair a seus pés; depois insinuante e vagarosamente como uma gata, aproximou-se do rapaz enroscando-se a ele, que embora ansioso para dar início à sua “iniciação”, recuou assustado, mas foi logo vencido pelas virtudes de Dona Mizé.
IMÁ FONSECA
Em qualquer cidade, em qualquer bairro, em qualquer rua, melhor dizendo em qualquer lugar do mundo, existem as comadres, - aquelas mulheres, matronas solícitas e companheiras nos momentos difíceis. Às vezes dá a impressão de não terem vida própria tal a solicitude e desprendimento com que absorvem nossos problemas; como sentem nossas dores e como são desprendidas em nos socorrer.
Na minha rua, como não podia ser diferente, tínhamos este anjo protetor, era a vizinha que todos sonham ter. Se formos descrever suas atenções, seus conhecimentos e sua disponibilidade, vamos tecer uma rede de virtudes. Até parteira (mesmo nos dias de hoje) poderia ser; aliás, contando suas estórias dizia que lá no interior já fizera uma dúzia deles. Suas quitandas e doces eram apreciadíssimos e sempre éramos agraciados com fartas porções; o meu predileto era “ambrosia” (doce de ovos). O interessante é que sua solicitude a levava a freqüentar praticamente todas as casas do bairro, mas parece que ninguém a visitava, não sei se não gostava de receber visita ou se não tinha tempo, dada sua intensa vida social. Sempre que saía de nossa casa (uma rotina às vezes em doze dupla /tripla – manhã, tarde... e noite!) minha mãe a acompanhava até a porta e a despedida era sempre a mesma: - então até mais ver D. Mizé, muito obrigada, Deus a abençoe, qualquer dia lhe farei uma visita...e a resposta também era a mesma: - ora, ora, não há de que, então não é dando que se recebe...apareça D. Mundica!
A distância era de apenas duas quadras da nossa casa, quando aparecia pela manhã, entrava sorrateiramente pelos fundos e ia direto para a cozinha, sempre levando uma quitanda quentinha, recém-saída do forno e com o cigarro apagado entre os dedos, pegava minha mãe justamente no momento em que estava passando o café. Ali já lançava seus olhos argutos sobre minha mãe procurando alguma mancha, algum inchaço, ou alguma alergia; qualquer coisa que necessitasse de uma reza que faria na hora e como não havia nenhum desses sintomas começava a perguntar se ela ou os demais da casa não sentiram dores de cabeça, diarréia, enjôos, e etc. Então depois destas curiosidades médicas despejava as notícias da redondeza; nenhum acontecimento poderia lhe escapar, era sempre a primeira a saber e a espalhar a novidade e quando não havia nenhuma, fazia previsões que logo eram confirmadas. Quando não aparecia pela manhã, era a tarde, ou então à noite e às vezes em todos os turnos, pelo menos duas vezes por semana. Até hoje não sabemos se mamãe gostava ou não, parecia que sim, pois sempre a recebia com cordialidade e atenção.
Não fosse pela estranha forma de viver, D. Mizé chamaria a atenção do mesmo jeito: - era uma mulher pequena, rechonchuda, mas de cintura fina; o rosto redondo corado era salpicado pelas sardas, tinha olhos azuis e os cabelos curtos encaracolados da cor de fogo (naturais, segundo dizia), a idade era meio indefinida, entre os trinta e cinco quarenta e cinco anos. Era viúva, não tinha filhos e cuidava do pai, um senhor esquelético que ficara cego devido à diabetes.
Aquela mesma atenção que dispensava à minha casa, era distribuída entre toda a circunvizinhança, sem ficar devendo nada a ninguém, pois todos tinham uma dívida de gratidão com ela: - era a advogada que defendia os direitos do Seu Nicolau cuja vidraça fora quebrada pelo moleque filho do vizinho; era a juíza que sentenciava a condenação da filha de D. Maria que pulou a janela para sair com o namorado: era a amiga que consolava Belinha quando o Zeca a traía; era a companheira que animava D. Constância na sua viuvez; era a doutora que prestava os primeiros socorros quando Juju quebrou o braço; etc., etc. Era pau para toda obra, segundo ela própria se apresentava; precisando era só chamar!
Dona Mizé havia ganhado a confiança de todos, mas algumas vezes havia até uma certa confusão entre as famílias; algumas mulheres não entendiam o porque da tamanha dedicação de seus maridos, que até se esqueciam que existia médicos, advogados, juízes, todos a seu serviço, se solicitados; antes por qualquer coisa corriam atrás de D. Mizé. Por outro lado a maioria das mulheres confiavam sua vida à benfazeja, entregando os problemas dos maridos e dos filhos a ela, irritando-os profundamente quando a “toda poderosa” com ares de detentora da verdade invadia sua privacidade com conselhos e rezas de descarrego.
Contudo D. Mizé era querida por todos e invariavelmente dia após dia praticava suas boas ações, pelo menos era a opinião da maioria, não fosse o seu intragável desafeto – o Padre Anacleto. Por acaso a casa paroquial anexa à pequena Igreja dava fundos para o quintal de D. Mizé, e o padre até já se referira a ela como bruxa, não aceitava suas rezas e as intromissões na vida daquelas famílias. Em contrapartida quando ela se referia ao assunto dizia que eram ciúmes, porque o padre não conseguia arrebanhar ovelhas, enquanto que ela se quisesse encheria várias igrejas do tamanho daquela.
Entretanto, para um bom entendedor, parecia haver uma mensagem oculta nas entrelinhas do padre, aquilo não era apenas antagonismos de idéias ou rivalidades religiosas não! Padre Anacleto parecia guardar um segredo! Sua diferença com D. Mizé ia além do dito e conhecido! Mas como descobrir, se padre não pode revelar segredos, mesmo quando não são de confissão? Se é um fato que viu, ou ouviu, ainda mais naquela paróquia, onde todos a endeusavam, como apontar o dedo e acusar a benfeitora a quem todos de uma maneira ou de outra tinham o rabo prezo!
Certa vez o padre chegou a pensar em procurar o bispo, mas depois pensando mais sensatamente viu que seria inútil, poderia comprometer sua imagem diante da igreja, e quem sabe até do Vaticano! Como conseguir provas? Seria aquele caso de âmbito da igreja? E se fizesse as coisas às escondidas, anonimamente... Também seria complicado pois violaria seus princípios, se pelo menos ela fosse uma ovelha do seu rebanho poderia aborda-la para uma conversa... Não! Aquele caso em princípio estava sem solução, mas por outro lado como lidar com sua consciência sendo defensor de princípios e boa moral?
Mesmo aconselhando-se com Deus não encontrava uma saída e a situação continuava escancarada diante de seus olhos, quando da janela de seus aposentos olhava para o quintal de D. Mizé.
Uma coisa que não entendia era a passividade daquelas pessoas; será que ninguém jamais se sentiu curioso em conhecer aquela casa? Afinal D. Mizé entrava e saía de todas as casas à vontade; era certo que aparentemente ela estivesse sempre ausente, menos nas terças e quintas à tarde, mas parece que ninguém nunca conferiu isto. Somente Padre Anacleto sabia que ela tinha lá seus momentos para o lar... Mas de qualquer forma a matrona era esperta, sua casa ficava trancada a sete chaves, para entrar lá tinha que chamar na campainha e isto levantaria a lebre; surpreende-la era impossível!
Naquela terça -feira mesmo tentando se conter, (depois de muito pensar decidiu que o melhor era ignorar) o padre não resistiu, das frestas da sua janela pode acompanhar o início das seções (em média uma hora para cada garoto) – era exatamente duas horas da tarde e duraria até as cinco: não havia bebida, só cigarros, sucos e frutas. As cenas se passavam num cômodo semi-aberto, decorado de vermelho e dourado; uma cama redonda no centro, espelhos de um lado e samambaias do outro e uma música frenética em tom baixo preenchia o ambiente.
O garoto com ares entre amedrontado e curioso, estava encolhido timidamente no meio da cama só de cueca olhando fixamente para um determinado ponto, de onde logo saiu a virtuosa D. Mizé, dançando a “dança do ventre”. Ela vestia apenas uma bata dourada, minúscula e transparente, que ao rítimo da musica ia escorregando pelos ombros até cair a seus pés; depois insinuante e vagarosamente como uma gata, aproximou-se do rapaz enroscando-se a ele, que embora ansioso para dar início à sua “iniciação”, recuou assustado, mas foi logo vencido pelas virtudes de Dona Mizé.
Júlia Blanque na Livraria Saraiva - São Paulo-SP - em noite de autógrafos e quirologia
C O N V I T E
Eu, Júlia Blanque, e a livraria Saraiva
estamos convidando você, para este momento especial!
O evento de autógrafos e quirologia na Saraiva, em dezembro, foi um sucesso!
Devido ao retorno extraordinário dos leitores, estarei realizando
pela segunda vez, a leitura técnica das mãos dos interessados na loja e,
autografando meu livro.
Enfatizarei as Virtudes e Pontos a Melhorar, Essência e Ego de cada um.
A quirologia é uma ferramenta para o desenvolvimento pessoal,
tema que também menciono no livro.
Invista em autoconhecimento, sem preconceitos, sem medos.
É uma fortalecedora viagem interior,
uma conexão com sua Essência divina!
Um super feixe de luz!
Júlia
Eu, Júlia Blanque, e a livraria Saraiva
estamos convidando você, para este momento especial!
O evento de autógrafos e quirologia na Saraiva, em dezembro, foi um sucesso!
Devido ao retorno extraordinário dos leitores, estarei realizando
pela segunda vez, a leitura técnica das mãos dos interessados na loja e,
autografando meu livro.
Enfatizarei as Virtudes e Pontos a Melhorar, Essência e Ego de cada um.
A quirologia é uma ferramenta para o desenvolvimento pessoal,
tema que também menciono no livro.
Invista em autoconhecimento, sem preconceitos, sem medos.
É uma fortalecedora viagem interior,
uma conexão com sua Essência divina!
Um super feixe de luz!
Júlia
Mensagens Poéticas de 31/jan/2011 - por Ademar Macedo
<<< Uma Trova Nacional >>>
Uma lágrima, sequer,
eu vi no adeus... Nem depois.
Não faz mal... Eu sou mulher,
posso chorar por nós dois!
(Divenei Boseli/SP)
<<< Uma Trova Potiguar >>>
A lágrima, na verdade,
por seu poder infinito,
traduz com fidelidade
o que não pode ser dito...
(Reinaldo Aguiar/RN)
<<< Uma Trova Premiada >>>
2008 > Balneário Camboriú/SC
Tema > LÁGRIMA(s) > Venc.
Em meus momentos aflitos
deixo-as nas faces rolando,
porque as lágrimas são gritos
dos meus sonhos se afogando.
(Almerinda Liporage/RJ)
<<< Simplesmente Poesia >>>
SAUDADE
– Inoema Nunes Jahnke/RS –
Se do nada uma lágrima
rolar no seu rosto...
Não tente entender,
se mesmo, sem você querer,
outra lágrima teimar
em embaçar teu sorriso...
Não procure nem tente entender,
com certeza é teu coração,
com vontade de me ver.
<<< Uma Trova de Ademar >>
>Da bebida fiquei farto,
bebendo, perdi quem amo;
hoje bebo no meu quarto,
as lágrimas que eu derramo!
(Ademar Macedo/RN)
<<< ...E Suas Trovas Ficaram >>>
Quem já foi homem de bem,
e se fez trapo na vida,
sabe as lágrimas que tem
cada copo de bebida...
(Aloísio Alves da Costa/CE)
<<< Estrofe do Dia >>>
Nossas conquistas são feitas,
o mundo é nosso cartório,
a vida é um laboratório
de diferentes receitas,
as lágrimas não são aceitas
como nossos risos são,
serenidade é canção
na voz que Deus abençoa;
passa a vida o tempo voa
nas asas da ilusão.
(Geraldo Amâncio/CE)
<<< Soneto do Dia >>>
ESTRANHAS LÁGRIMAS
– Félix Pacheco/PI –
Lágrimas... noutras épocas verti-as.
Não tinha o olhar enxuto como agora.
- Alma, dizia então comigo, chora!
Que assim minorarás as agonias!
Ah! Quantas vezes pelas faces frias,
umas, outras após, a toda hora,
gota a gota rolando elas, outrora,
marcaram noites e marcaram dias!
Vinham do oceano d’alma, imenso e fundo,
de espuma as ondas salpicando o flanco,
numa fremência amargurada e louca.
Nos olhos hoje as lágrimas estanco...
rolam, porém, sem que as descubra o mundo
sob a forma de risos pela boca.
Uma lágrima, sequer,
eu vi no adeus... Nem depois.
Não faz mal... Eu sou mulher,
posso chorar por nós dois!
(Divenei Boseli/SP)
<<< Uma Trova Potiguar >>>
A lágrima, na verdade,
por seu poder infinito,
traduz com fidelidade
o que não pode ser dito...
(Reinaldo Aguiar/RN)
<<< Uma Trova Premiada >>>
2008 > Balneário Camboriú/SC
Tema > LÁGRIMA(s) > Venc.
Em meus momentos aflitos
deixo-as nas faces rolando,
porque as lágrimas são gritos
dos meus sonhos se afogando.
(Almerinda Liporage/RJ)
<<< Simplesmente Poesia >>>
SAUDADE
– Inoema Nunes Jahnke/RS –
Se do nada uma lágrima
rolar no seu rosto...
Não tente entender,
se mesmo, sem você querer,
outra lágrima teimar
em embaçar teu sorriso...
Não procure nem tente entender,
com certeza é teu coração,
com vontade de me ver.
<<< Uma Trova de Ademar >>
>Da bebida fiquei farto,
bebendo, perdi quem amo;
hoje bebo no meu quarto,
as lágrimas que eu derramo!
(Ademar Macedo/RN)
<<< ...E Suas Trovas Ficaram >>>
Quem já foi homem de bem,
e se fez trapo na vida,
sabe as lágrimas que tem
cada copo de bebida...
(Aloísio Alves da Costa/CE)
<<< Estrofe do Dia >>>
Nossas conquistas são feitas,
o mundo é nosso cartório,
a vida é um laboratório
de diferentes receitas,
as lágrimas não são aceitas
como nossos risos são,
serenidade é canção
na voz que Deus abençoa;
passa a vida o tempo voa
nas asas da ilusão.
(Geraldo Amâncio/CE)
<<< Soneto do Dia >>>
ESTRANHAS LÁGRIMAS
– Félix Pacheco/PI –
Lágrimas... noutras épocas verti-as.
Não tinha o olhar enxuto como agora.
- Alma, dizia então comigo, chora!
Que assim minorarás as agonias!
Ah! Quantas vezes pelas faces frias,
umas, outras após, a toda hora,
gota a gota rolando elas, outrora,
marcaram noites e marcaram dias!
Vinham do oceano d’alma, imenso e fundo,
de espuma as ondas salpicando o flanco,
numa fremência amargurada e louca.
Nos olhos hoje as lágrimas estanco...
rolam, porém, sem que as descubra o mundo
sob a forma de risos pela boca.
Festival de Rotterdam e produtoras de cinema do Rio de Janeiro
Festival de Rotterdam: Secretaria de Cultura seleciona produtoras
Órgão foi o único do país a firmar parceria com o festival holandês
As produtoras de cinema Daniela Santos e Anna Azevedo foram selecionadas por Chamada Pública da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), através da Superintendência de Audiovisual, para participar, neste fim de semana, do Laboratório para Jovens Produtores, durante o Festival de Cinema de Rotterdam, na Holanda. A secretaria é o primeiro e único órgão brasileiro a ter firmado parceria como essa com o festival.
O Laboratório para Jovens Produtores marca o início do acordo entre a Secretaria de Cultura e o Festival de Cinema de Rotterdam, firmado no ano passado.
A superintendente de Audiovisual da pasta, Julia Levy, destacou a importância da participação da Secretaria de Cultura no Festival de Rotterdam.
- O objetivo da Superintendência de Audiovisual e da secretaria nesse Festival é desenvolver a formação dos produtores iniciantes e independentes e oferecer oportunidade para que eles entendam o funcionamento do mercado internacional, e possam atuar de forma efetiva com seus filmes nesses mercados. O Festival de Rotterdam é o principal do setor para esses jovens profissionais, e ainda, no lançamento de novas cinematografias no mundo – informou Levy, adiantando que, para este ano e os próximos, a SEC pretende fortalecer essa iniciativa e estabelecer contato com outros festivais, visando a valorização dos profissionais do mercado fluminense no exterior.
As produtoras terão a oportunidade de participar do mercado de negócios do festival, onde estarão em contato com empresas investidoras em projetos audiovisuais do mundo inteiro, abrindo, assim, possibilidades de parcerias importantes. Elas também vão potencializar seus conhecimentos para o desenvolvimento de futuros projetos, a serem inseridos dentro de um adequado ambiente econômico e tecnológico, colaborando dessa forma, para o crescimento do mercado audiovisual fluminense.
Daniela Santos e Anna Azevedo serão acompanhadas no Festival de Cinema de Rotterdam pela coordenadora de desenvolvimento da indústria, da Superintendência de Audiovisual da SEC, Angélica de Olivera, e por Tatiana Leite , coordenadora da Filme Rio - Rio Film Commission, da SEC.
Extraído do sítio do Governo do Estado do rio de Janeiro
Órgão foi o único do país a firmar parceria com o festival holandês
As produtoras de cinema Daniela Santos e Anna Azevedo foram selecionadas por Chamada Pública da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), através da Superintendência de Audiovisual, para participar, neste fim de semana, do Laboratório para Jovens Produtores, durante o Festival de Cinema de Rotterdam, na Holanda. A secretaria é o primeiro e único órgão brasileiro a ter firmado parceria como essa com o festival.
O Laboratório para Jovens Produtores marca o início do acordo entre a Secretaria de Cultura e o Festival de Cinema de Rotterdam, firmado no ano passado.
A superintendente de Audiovisual da pasta, Julia Levy, destacou a importância da participação da Secretaria de Cultura no Festival de Rotterdam.
- O objetivo da Superintendência de Audiovisual e da secretaria nesse Festival é desenvolver a formação dos produtores iniciantes e independentes e oferecer oportunidade para que eles entendam o funcionamento do mercado internacional, e possam atuar de forma efetiva com seus filmes nesses mercados. O Festival de Rotterdam é o principal do setor para esses jovens profissionais, e ainda, no lançamento de novas cinematografias no mundo – informou Levy, adiantando que, para este ano e os próximos, a SEC pretende fortalecer essa iniciativa e estabelecer contato com outros festivais, visando a valorização dos profissionais do mercado fluminense no exterior.
As produtoras terão a oportunidade de participar do mercado de negócios do festival, onde estarão em contato com empresas investidoras em projetos audiovisuais do mundo inteiro, abrindo, assim, possibilidades de parcerias importantes. Elas também vão potencializar seus conhecimentos para o desenvolvimento de futuros projetos, a serem inseridos dentro de um adequado ambiente econômico e tecnológico, colaborando dessa forma, para o crescimento do mercado audiovisual fluminense.
Daniela Santos e Anna Azevedo serão acompanhadas no Festival de Cinema de Rotterdam pela coordenadora de desenvolvimento da indústria, da Superintendência de Audiovisual da SEC, Angélica de Olivera, e por Tatiana Leite , coordenadora da Filme Rio - Rio Film Commission, da SEC.
Extraído do sítio do Governo do Estado do rio de Janeiro
Darly O. Barros, com poucas mais emocionantes palavras, fala sobre Milton Nunes Loureiro
Foi fazer Trovas no céu o nosso querido Milton Nunes Loureiro, presidente da UBT de Niterói.
Um guerreiro, um ser humano digno e honrado, com grande talento, generoso e leal.
Que Deus o tenha!
Rezem por sua alma e que ela descanse em paz!
Abraços,
DARLY O. BARROS
Coordenadora União Cultural - São Paulo-SP
Um guerreiro, um ser humano digno e honrado, com grande talento, generoso e leal.
Que Deus o tenha!
Rezem por sua alma e que ela descanse em paz!
Abraços,
DARLY O. BARROS
Coordenadora União Cultural - São Paulo-SP
Indicações - 2º Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro
Secretaria recebe indicações para o 2º Prêmio de Cultura
O vencedor de cada categoria da premiação ganhará R$ 10 mil
Por Ascom da Secretaria de Cultura
A Secretaria de Estado de Cultura está recebendo, até o dia 27 de fevereiro, indicações em 17 categorias para o 2º Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.
O vencedor em cada categoria receberá R$ 10 mil. A premiação será em abril, em dia e local a serem anunciados.
Neste ano, o prêmio abrangerá duas novas categorias: Festas Folclóricas e Design. As demais são: Música Popular; Música Clássica; Empreendedorismo Cultural; Patrimônio Material; Patrimônio Imaterial; Teatro; Circo; Dança; Registro (Memória-Comunicação); Audiovisual; Literatura (Produção Literária); Novas Mídias; Artes Visuais (Artes Plásticas, Fotografia e Grafite); Gastronomia e Moda.
As indicações para o prêmio devem ser feitas no Portal Cultura.rj (www.cultura.rj.gov.br), bastando, para isso, clicar no botão "Prêmio de Cultura", e preencher o formulário completo, incluindo a justificativa. Somente as indicações com todos os campos preenchidos serão validadas pelo sistema. As demais serão anuladas.
A partir dessas indicações, uma comissão formada por representantes da Secretaria de Cultura e do Conselho Estadual de Cultura (CEC) escolherá apenas três opções para cada modalidade, e, mais tarde, o conselho indicará o vencedor em cada categoria.
O troféu para os contemplados será criado por alunos da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV). A obra será selecionada através de concurso realizado dentro da escola. Os projetos serão avaliados por uma comissão formada por professores e pela direção da EAV, mais representantes da SEC. O autor do troféu vencedor receberá, como prêmio, a importância de R$ 3 mil.
Extraído do Sítio do Governo do Estado do Rio de Janeiro
O vencedor de cada categoria da premiação ganhará R$ 10 mil
Por Ascom da Secretaria de Cultura
A Secretaria de Estado de Cultura está recebendo, até o dia 27 de fevereiro, indicações em 17 categorias para o 2º Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.
O vencedor em cada categoria receberá R$ 10 mil. A premiação será em abril, em dia e local a serem anunciados.
Neste ano, o prêmio abrangerá duas novas categorias: Festas Folclóricas e Design. As demais são: Música Popular; Música Clássica; Empreendedorismo Cultural; Patrimônio Material; Patrimônio Imaterial; Teatro; Circo; Dança; Registro (Memória-Comunicação); Audiovisual; Literatura (Produção Literária); Novas Mídias; Artes Visuais (Artes Plásticas, Fotografia e Grafite); Gastronomia e Moda.
As indicações para o prêmio devem ser feitas no Portal Cultura.rj (www.cultura.rj.gov.br), bastando, para isso, clicar no botão "Prêmio de Cultura", e preencher o formulário completo, incluindo a justificativa. Somente as indicações com todos os campos preenchidos serão validadas pelo sistema. As demais serão anuladas.
A partir dessas indicações, uma comissão formada por representantes da Secretaria de Cultura e do Conselho Estadual de Cultura (CEC) escolherá apenas três opções para cada modalidade, e, mais tarde, o conselho indicará o vencedor em cada categoria.
O troféu para os contemplados será criado por alunos da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV). A obra será selecionada através de concurso realizado dentro da escola. Os projetos serão avaliados por uma comissão formada por professores e pela direção da EAV, mais representantes da SEC. O autor do troféu vencedor receberá, como prêmio, a importância de R$ 3 mil.
Extraído do Sítio do Governo do Estado do Rio de Janeiro
Nota de Falecimento - Milton Nunes Loureiro, presidente da UBT Niterói-RJ e da UBT/RJ
Meus Queridos Irmãos,
O mundo Trovadoresco perdeu hoje um dos seus mais atuantes filhos.
Recebi de Edmar e de Tereza Costa Val a notícia que o Milton Nunes Loureiro nos deixou nesta manhã. Em meu nome e em nome de toda a ATRN (da qual sou 1º Secretário) deixo aqui os nossos votos de pesar a todos os parentes e Amigos.
Fraternalmente;
ADEMAR MACEDO
União Cultural - Natal-RN
Natal, 31 de janeiro de 2011
O mundo Trovadoresco perdeu hoje um dos seus mais atuantes filhos.
Recebi de Edmar e de Tereza Costa Val a notícia que o Milton Nunes Loureiro nos deixou nesta manhã. Em meu nome e em nome de toda a ATRN (da qual sou 1º Secretário) deixo aqui os nossos votos de pesar a todos os parentes e Amigos.
Fraternalmente;
ADEMAR MACEDO
União Cultural - Natal-RN
Natal, 31 de janeiro de 2011
Mensagens Poéticas de 30/jan/2011 - por Ademar Macedo
<<< Uma Trova Nacional >>>
“A bolsa ou a vida” – eu ouço
e retruco as ironias:
- Que leve as duas, seu moço,
pois ambas estão vazias.
(Roberto Medeiros/MG)
<<< Uma Trova Potiguar >>>
Nessa vida de rancores,
de fatos imprevisíveis,
coragem faz vencedores,
concórdia faz invencíveis.
(Fabiano Wanderley/RN)
<<< Uma Trova Premiada >>>
1999 > Niterói/RJ
Tema > TIMIDEZ > M/H
Sou tímida, na verdade,
e você já percebeu.
Porém... me beije à vontade
porque a tímida sou eu...
(Alcy Ribeiro S. Maior/RJ)
<<< Simplesmente Poesia >>>
POR SOBRE AS NUVENS
– Eduardo A. O. Toledo/MG –
Por sobre as nuvens, meu sonho
vai dedilhando, disperso,
as ilusões que componho
na pauta azul do universo.
Por sobre as nuvens me ponho,
preso às estrelas, imerso,
como se fosse um risonho
canteiro cheio de versos.
Por sobre as nuvens, são tantos
devaneios e acalentos,
que o céu parece um coreto
de estrelas doidas, vadias,
declamando poesias
sob as nuvens de um soneto!!!
<<< Uma Trova de Ademar >>>
Vejo sentadas no chão,
trajadas de desamor;
crianças comendo pão
amanteigado de dor!
(Ademar Macedo/RN)
<<< ...E Suas Trovas Ficaram >>>
A morte não me intimida...
Perfil de dor que eu descarto.
A morte é somente a vida
fazendo um segundo parto!
(Paulo Cesar Ouverney/RJ)
<<< Estrofe do Dia >>>
Por decreto de um pai onipotente
e por ordem expressa de Jesus,
eu carrego pra sempre a minha cruz
que de Deus eu ganhei como presente;
e agradeço por eu ser tão contente
sem ter mágoa, sem dor, sem fantasia,
a minha vida é um poema de alegria
que eu me sinto feliz em declamar;
no “cotoco” da perna de Ademar
Deus plantou a semente da poesia.
(Ademar Macedo/RN)
<<< Soneto do Dia >>>
EU GOSTO DA CHUVA
– Sônia Sobreira/RJ –
Gosto da chuva, do seu marulhar,
dos pingos caindo com precisão,
do vento alegre que teima em soprar
folhas molhadas caídas no chão.
Gosto da chuva, do seu gotejar,
águas rolando, enxurrada em roldão
deixando nas pedras brilho sem par,
como o trabalho de fino artezão.
Gosto da chuva a cair sobre mim,
névoa de prata a envolver meu jardim,
que todo encharcado, em brilhos reluz!
Eu gosto de ouvir o som que ela faz,
qual retinir dos mais finos cristais
jorrando do céu, pedaços de luz!
“A bolsa ou a vida” – eu ouço
e retruco as ironias:
- Que leve as duas, seu moço,
pois ambas estão vazias.
(Roberto Medeiros/MG)
<<< Uma Trova Potiguar >>>
Nessa vida de rancores,
de fatos imprevisíveis,
coragem faz vencedores,
concórdia faz invencíveis.
(Fabiano Wanderley/RN)
<<< Uma Trova Premiada >>>
1999 > Niterói/RJ
Tema > TIMIDEZ > M/H
Sou tímida, na verdade,
e você já percebeu.
Porém... me beije à vontade
porque a tímida sou eu...
(Alcy Ribeiro S. Maior/RJ)
<<< Simplesmente Poesia >>>
POR SOBRE AS NUVENS
– Eduardo A. O. Toledo/MG –
Por sobre as nuvens, meu sonho
vai dedilhando, disperso,
as ilusões que componho
na pauta azul do universo.
Por sobre as nuvens me ponho,
preso às estrelas, imerso,
como se fosse um risonho
canteiro cheio de versos.
Por sobre as nuvens, são tantos
devaneios e acalentos,
que o céu parece um coreto
de estrelas doidas, vadias,
declamando poesias
sob as nuvens de um soneto!!!
<<< Uma Trova de Ademar >>>
Vejo sentadas no chão,
trajadas de desamor;
crianças comendo pão
amanteigado de dor!
(Ademar Macedo/RN)
<<< ...E Suas Trovas Ficaram >>>
A morte não me intimida...
Perfil de dor que eu descarto.
A morte é somente a vida
fazendo um segundo parto!
(Paulo Cesar Ouverney/RJ)
<<< Estrofe do Dia >>>
Por decreto de um pai onipotente
e por ordem expressa de Jesus,
eu carrego pra sempre a minha cruz
que de Deus eu ganhei como presente;
e agradeço por eu ser tão contente
sem ter mágoa, sem dor, sem fantasia,
a minha vida é um poema de alegria
que eu me sinto feliz em declamar;
no “cotoco” da perna de Ademar
Deus plantou a semente da poesia.
(Ademar Macedo/RN)
<<< Soneto do Dia >>>
EU GOSTO DA CHUVA
– Sônia Sobreira/RJ –
Gosto da chuva, do seu marulhar,
dos pingos caindo com precisão,
do vento alegre que teima em soprar
folhas molhadas caídas no chão.
Gosto da chuva, do seu gotejar,
águas rolando, enxurrada em roldão
deixando nas pedras brilho sem par,
como o trabalho de fino artezão.
Gosto da chuva a cair sobre mim,
névoa de prata a envolver meu jardim,
que todo encharcado, em brilhos reluz!
Eu gosto de ouvir o som que ela faz,
qual retinir dos mais finos cristais
jorrando do céu, pedaços de luz!
sábado, 29 de janeiro de 2011
Abertas inscrições de projetos no Centro Técnico Audiovisual do Ministério da Cultura
Centro audiovisual reabre inscrições para primeiro período de 2011
O Centro Técnico Audiovisual (CTAv), vinculado do Ministério da Cultura (MinC), reabriu inscrições para o primeiro período de 2011. Interessados em escrever projetos têm até 15 de fevereiro para apresentar suas propostas. A execução dos serviços solicitados acontecerá entre 14 de março e 13 de maio.
A seleção é aberta para pessoas físicas e produtoras independentes. Para realizar a inscrição é necessário ler o regulamento e enviar, via internet, uma ficha preenchida. As propostas serão avaliadas por uma comissão do centro. São prioritários os serviços de atendimento aos curtas-metragens, documentários e filmes de baixo orçamento.
Entre os serviços disponíveis no CTAv estão mixagem, empréstimo de equipamentos e transfer 35mm. Caso o projeto seja aprovado, o proponente será comunicado e convidado a apresentar o material necessário.
Maiores informação no sítio do Ministério da Cultura:
http://www.cultura.gov.br/site/
O Centro Técnico Audiovisual (CTAv), vinculado do Ministério da Cultura (MinC), reabriu inscrições para o primeiro período de 2011. Interessados em escrever projetos têm até 15 de fevereiro para apresentar suas propostas. A execução dos serviços solicitados acontecerá entre 14 de março e 13 de maio.
A seleção é aberta para pessoas físicas e produtoras independentes. Para realizar a inscrição é necessário ler o regulamento e enviar, via internet, uma ficha preenchida. As propostas serão avaliadas por uma comissão do centro. São prioritários os serviços de atendimento aos curtas-metragens, documentários e filmes de baixo orçamento.
Entre os serviços disponíveis no CTAv estão mixagem, empréstimo de equipamentos e transfer 35mm. Caso o projeto seja aprovado, o proponente será comunicado e convidado a apresentar o material necessário.
Maiores informação no sítio do Ministério da Cultura:
http://www.cultura.gov.br/site/
Prorrogadas inscrições na Universidade da Integração Latino-Americana - Foz do Iguaçu-PR
Universidade da Integração Latino-Americana prorroga inscrições até o dia 13
Os estudantes que pretendem concorrer a vagas nos 12 cursos de graduação da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) em 2011 têm uma semana a mais de prazo para se inscrever. A instituição prorrogou a data-limite das inscrições do dia 6 para o dia 13 de fevereiro, até as 23h59.
Cada estudante terá direito a apenas uma inscrição. Caso seja detectada eventual incorreção no preenchimento das informações, o candidato deve enviar a retificação dos dados para o e-mail: selecao.alunos@unila.edu.br.
O período de inscrições vale para estudantes brasileiros que prestaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2009 ou de 2010. Para os estrangeiros, a seleção tem critério próprio em cada país.
Os cursos oferecidos pela universidade exigem dedicação do aluno também fora dos turnos regulares, em razão do perfil didático-pedagógico da Unila, que prevê frequentes atividades curriculares complementares.
Com sede em Foz do Iguaçu, Paraná, próxima à fronteira com Argentina e Paraguai, a Unila foi criada pela Lei nº 12.189, de 12 de janeiro de 2010. Instituição de caráter multicultural e multidisciplinar, abriu os seis primeiros cursos de graduação em agosto do ano passado.
Segundo o Ministério da Educação (MEC), a instituição tem hoje 200 alunos — 100 brasileiros e 100 vindos da Argentina, Uruguai e Paraguai. Com a seleção de 2011, a instituição vai ampliar para 800 o número de alunos e passará de seis para 12 cursos. Os candidatos devem fazer a inscrição na página eletrônica da universidade.
Extraído do sítio do Governo Federal
Os estudantes que pretendem concorrer a vagas nos 12 cursos de graduação da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) em 2011 têm uma semana a mais de prazo para se inscrever. A instituição prorrogou a data-limite das inscrições do dia 6 para o dia 13 de fevereiro, até as 23h59.
Cada estudante terá direito a apenas uma inscrição. Caso seja detectada eventual incorreção no preenchimento das informações, o candidato deve enviar a retificação dos dados para o e-mail: selecao.alunos@unila.edu.br.
O período de inscrições vale para estudantes brasileiros que prestaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2009 ou de 2010. Para os estrangeiros, a seleção tem critério próprio em cada país.
Os cursos oferecidos pela universidade exigem dedicação do aluno também fora dos turnos regulares, em razão do perfil didático-pedagógico da Unila, que prevê frequentes atividades curriculares complementares.
Com sede em Foz do Iguaçu, Paraná, próxima à fronteira com Argentina e Paraguai, a Unila foi criada pela Lei nº 12.189, de 12 de janeiro de 2010. Instituição de caráter multicultural e multidisciplinar, abriu os seis primeiros cursos de graduação em agosto do ano passado.
Segundo o Ministério da Educação (MEC), a instituição tem hoje 200 alunos — 100 brasileiros e 100 vindos da Argentina, Uruguai e Paraguai. Com a seleção de 2011, a instituição vai ampliar para 800 o número de alunos e passará de seis para 12 cursos. Os candidatos devem fazer a inscrição na página eletrônica da universidade.
Extraído do sítio do Governo Federal
Tardes de Alegria no Museu - Niterói-RJ
Casa de Oliveira Vianna apresenta Tardes de Alegria
As atividades do centro cultural acontecerão de 7 a 11 de fevereiro
Por Ascom da Secretaria de Cultura
A Casa de Oliveira Vianna, em Niterói, promove o evento “Tardes de Alegria no Museu” em fevereiro. O público poderá participar de oficinas de teatro, leitura, pintura e confecção de pipas, e, ainda, exibição de filme. Monitores especializados em pedagogia, produção cultural e educação física animarão a garotada. Os encontros acontecerão de 7 a 11 do próximo mês, das 14h às 16h30.
Ao entrar na casa onde viveu o jurista, escritor e jornalista Oliveira Vianna, os visitantes têm um encontro com a história do Brasil do século XX. Adquirida pelo Estado do Rio de Janeiro em 1955, a residência centenária foi transformada em um centro de pesquisas sobre temas relacionados às Ciências Sociais.
Na casa-museu, os pesquisadores têm oportunidade de explorar o amplo acervo formado por 25 mil itens, entre publicações, artigos de jornais, manuscritos, anotações em fichários, ensaios, mobiliários, medalhas, condecorações e objetos de uso pessoal de Francisco José de Oliveira Vianna. A biblioteca da casa de cultura é uma atração à parte para o público que se interessa por Sociologia e Direito.
Em agosto do ano passado, a casa entrou em obras e retornou à suas atividades em novembro, com teto, piso e forro reformados, além de pintura externa e revisão elétrica.
Serviço
Tardes de Alegria no Museu
Datas: de 07 a 11 de fevereiro, das 14h às 16h30
Endereço: Alameda São Boaventura, nº 41, Fonseca – Niterói.
Extraído do sítio do Governo do Estado do Rio de Janeiro
As atividades do centro cultural acontecerão de 7 a 11 de fevereiro
Por Ascom da Secretaria de Cultura
A Casa de Oliveira Vianna, em Niterói, promove o evento “Tardes de Alegria no Museu” em fevereiro. O público poderá participar de oficinas de teatro, leitura, pintura e confecção de pipas, e, ainda, exibição de filme. Monitores especializados em pedagogia, produção cultural e educação física animarão a garotada. Os encontros acontecerão de 7 a 11 do próximo mês, das 14h às 16h30.
Ao entrar na casa onde viveu o jurista, escritor e jornalista Oliveira Vianna, os visitantes têm um encontro com a história do Brasil do século XX. Adquirida pelo Estado do Rio de Janeiro em 1955, a residência centenária foi transformada em um centro de pesquisas sobre temas relacionados às Ciências Sociais.
Na casa-museu, os pesquisadores têm oportunidade de explorar o amplo acervo formado por 25 mil itens, entre publicações, artigos de jornais, manuscritos, anotações em fichários, ensaios, mobiliários, medalhas, condecorações e objetos de uso pessoal de Francisco José de Oliveira Vianna. A biblioteca da casa de cultura é uma atração à parte para o público que se interessa por Sociologia e Direito.
Em agosto do ano passado, a casa entrou em obras e retornou à suas atividades em novembro, com teto, piso e forro reformados, além de pintura externa e revisão elétrica.
Serviço
Tardes de Alegria no Museu
Datas: de 07 a 11 de fevereiro, das 14h às 16h30
Endereço: Alameda São Boaventura, nº 41, Fonseca – Niterói.
Extraído do sítio do Governo do Estado do Rio de Janeiro
Lançamento de Livros em Cabo Frio-RJ
CONVITE ESPECIAL
No dia 11 de fevereiro, na cidade de Cabo Frio estará sendo lançado o Livro "Tesouros Brasileiros" na livraria Boulevard, no centro da cidade,
um dos pontos mais charmosos da cidade, e também será lançado o livro "Histórias para você dormir" uma antologia premiada pela agente literária parisiense Barbara Annete Margout, com a presença de escritores, agentes literários, comendadores e acadêmicos.
Os dois livros são organizados pela comendadora e escritora Izabelle Valladares, todos estão convidados. COMPAREÇAM!
Apoio/Divulgação/CBLP/BH/MG/Brasil
No dia 11 de fevereiro, na cidade de Cabo Frio estará sendo lançado o Livro "Tesouros Brasileiros" na livraria Boulevard, no centro da cidade,
um dos pontos mais charmosos da cidade, e também será lançado o livro "Histórias para você dormir" uma antologia premiada pela agente literária parisiense Barbara Annete Margout, com a presença de escritores, agentes literários, comendadores e acadêmicos.
Os dois livros são organizados pela comendadora e escritora Izabelle Valladares, todos estão convidados. COMPAREÇAM!
Apoio/Divulgação/CBLP/BH/MG/Brasil
Mensagens Poéticas de 29/jan/2011 - por Ademar Macedo
PARCIAL
<<< Uma Trova Nacional >>>
Num pesadelo bem chato,
o infeliz grita: “socorro!”
Sonhava que era um gato
e a sua sogra... um cachorro!
(Élbea Priscila Silva/SP)
<<< Uma Trova Potiguar >>>
Sem querer ser mandingueiro,
nem que o corpo não se abra;
respeito o pai de chiqueiro
que manda em tudo que é cabra!
(Marcos Medeiros/RN)
<<< Uma Trova de Ademar >>>
O que a mulher não entende
é o seu marido na cama;
seu fogo nunca se acende...
Enquanto ela vive em chama!!!
(Ademar Macedo/RN)
<<< ...E Suas Trovas Ficaram >>>
O dentista colocou
nos dentes de Guiomar,
uma ponte e ela pensou:
- deve ser pra dor passar!...
(José M. Machado Araujo/RJ)
<<< Estrofe do Dia >>>
Para montar o balanço
do que já fiz e não faço,
eis o meu novo compasso:
não fumo, não bebo, danço;
desse jeito eu não me canso
quando a velhice vier;
só meto minha colher
naquele prato pequeno...
mulher demais é veneno,
só quero minha mulher.
(José Lucas de Barros/RN)
<<< Soneto do Dia >>>
AZAR
– Renata Paccola/SP –
Certo dia, acordei de mau humor –
resquício de uma noite mal dormida.
Peguei o carro, e então fundiu o motor,
Segui para o metrô, enfurecida.
Tentei continuar com minha lida,
mas fiquei presa num elevador.
Neste compartimento sem saída,
passei horas de angústia e terror,
e saí sob o som de bate-estaca.
Depois, no meio de um supermercado,
senti a dor de um burro quando empaca.
Foi aí que vi, quase ao meu lado,
irônicos dizeres numa placa:
“Sorria. Você está sendo filmado!”
<<< Uma Trova Nacional >>>
Num pesadelo bem chato,
o infeliz grita: “socorro!”
Sonhava que era um gato
e a sua sogra... um cachorro!
(Élbea Priscila Silva/SP)
<<< Uma Trova Potiguar >>>
Sem querer ser mandingueiro,
nem que o corpo não se abra;
respeito o pai de chiqueiro
que manda em tudo que é cabra!
(Marcos Medeiros/RN)
<<< Uma Trova de Ademar >>>
O que a mulher não entende
é o seu marido na cama;
seu fogo nunca se acende...
Enquanto ela vive em chama!!!
(Ademar Macedo/RN)
<<< ...E Suas Trovas Ficaram >>>
O dentista colocou
nos dentes de Guiomar,
uma ponte e ela pensou:
- deve ser pra dor passar!...
(José M. Machado Araujo/RJ)
<<< Estrofe do Dia >>>
Para montar o balanço
do que já fiz e não faço,
eis o meu novo compasso:
não fumo, não bebo, danço;
desse jeito eu não me canso
quando a velhice vier;
só meto minha colher
naquele prato pequeno...
mulher demais é veneno,
só quero minha mulher.
(José Lucas de Barros/RN)
<<< Soneto do Dia >>>
AZAR
– Renata Paccola/SP –
Certo dia, acordei de mau humor –
resquício de uma noite mal dormida.
Peguei o carro, e então fundiu o motor,
Segui para o metrô, enfurecida.
Tentei continuar com minha lida,
mas fiquei presa num elevador.
Neste compartimento sem saída,
passei horas de angústia e terror,
e saí sob o som de bate-estaca.
Depois, no meio de um supermercado,
senti a dor de um burro quando empaca.
Foi aí que vi, quase ao meu lado,
irônicos dizeres numa placa:
“Sorria. Você está sendo filmado!”
Poema - Laurindo Rabelo
O TEMPO
Deus pede estrita conta de meu tempo,
É forçoso do tempo já dar conta;
Mas, como dar sem tempo tanta conta,
Eu que gastei sem conta tanto tempo?
Para ter minha conta feita a tempo
Dado me foi bem tempo e não foi conta.
Não quis sobrando tempo fazer conta,
Quero hoje fazer conta e falta tempo.
Oh! vós que tendes tempo sem ter conta
Não gasteis esse tempo em passatempo:
Cuidai enquanto é tempo em fazer conta.
Mas, oh! se os que contam com seu tempo
Fizessem desse tempo alguma conta,
Não choravam como eu o não ter tempo.
LAURINDO RABELO
Colaboração de LAMARQUE MONTEIRO
União Cultural - Conselho Seção Taubaté-SP
Deus pede estrita conta de meu tempo,
É forçoso do tempo já dar conta;
Mas, como dar sem tempo tanta conta,
Eu que gastei sem conta tanto tempo?
Para ter minha conta feita a tempo
Dado me foi bem tempo e não foi conta.
Não quis sobrando tempo fazer conta,
Quero hoje fazer conta e falta tempo.
Oh! vós que tendes tempo sem ter conta
Não gasteis esse tempo em passatempo:
Cuidai enquanto é tempo em fazer conta.
Mas, oh! se os que contam com seu tempo
Fizessem desse tempo alguma conta,
Não choravam como eu o não ter tempo.
LAURINDO RABELO
Colaboração de LAMARQUE MONTEIRO
União Cultural - Conselho Seção Taubaté-SP
Crônica e Poema - Oswaldo Crisante
P R I M A V E R A
Chegou a Primavera seduzida pela beleza da estação das flores. Nesta época, as cores formam paisagens maravilhosas onde os fluxos de Deus são perfeitos, pois não tem como competir, não há emendas e somente existem linhas sensíveis da criação.
Para os artistas é fonte de inspiração para fazerem as suas obras primas. Este é um momento divino onde o verde é mais verde, o azul mais azul, onde se vê a presença sublime da flor, no cair da gota de orvalho, que na aragem da brisa sente-se o cheiro que vem da mata com o canto da passarada no crepúsculo do entardecer. Num cenário em que as ondas lavam as praias com a luz clara do luar, com as árvores que alimentam a atmosfera e os brotos anunciando a chegada da “Primavera”.
Em homenagem a Estação das Flores, vou transcrever uma poesia de minha autoria, premiada duas vezes. Procurei dar uma conotação de protesto, mas também reverenciei às belezas naturais e a nossa biodiversidade. Sonhando com um novo amanhecer, exaltei os quatro elementos da natureza essências para a nossa sobrevivência.
“VERDE QUE TE QUERO VER DE NOVO”
Hoje o poeta se manifesta
Invadindo a floresta
E depara com a devastação
E vê que a natura chora
O verde foi se embora
Sem contestação
Voando sobre as matas
Sobre rios e cascatas
Vendo o lixo e a erosão
E o homem quem diria
Dando fim na Ecologia
A nossa destruição
Vem ver o céu todo a estrelar
No azul da imensidão
Quero ver o sol nascer
Sem fumaça sem poluição
Paz e amor podem salvar
O fogo, a terra, a água e o ar
Tudo que se planta dá
A vida fonte, vamos preservar
Ouvi um entoar
Um canto de euforia
Do poeta e do sabiá
Anunciando um raiar de um novo dia
Verde que te quero ver de novo
Jardins floridos nas praças do povo
Vejam a fauna e a flora toda bela
Com os minerais formando uma aquarela
Vamos dar um grito de guerra
Pisar forte nesse chão
Tem cheio verde, espalhando no ar
Exalando na multidão
OH! Mãe Natureza
Do meu bem querer
Ecossistema, hoje,
Vamos falar só de você.
OSWALDO CRISANTE
União Cultural - Taubaté-SP
Chegou a Primavera seduzida pela beleza da estação das flores. Nesta época, as cores formam paisagens maravilhosas onde os fluxos de Deus são perfeitos, pois não tem como competir, não há emendas e somente existem linhas sensíveis da criação.
Para os artistas é fonte de inspiração para fazerem as suas obras primas. Este é um momento divino onde o verde é mais verde, o azul mais azul, onde se vê a presença sublime da flor, no cair da gota de orvalho, que na aragem da brisa sente-se o cheiro que vem da mata com o canto da passarada no crepúsculo do entardecer. Num cenário em que as ondas lavam as praias com a luz clara do luar, com as árvores que alimentam a atmosfera e os brotos anunciando a chegada da “Primavera”.
Em homenagem a Estação das Flores, vou transcrever uma poesia de minha autoria, premiada duas vezes. Procurei dar uma conotação de protesto, mas também reverenciei às belezas naturais e a nossa biodiversidade. Sonhando com um novo amanhecer, exaltei os quatro elementos da natureza essências para a nossa sobrevivência.
“VERDE QUE TE QUERO VER DE NOVO”
Hoje o poeta se manifesta
Invadindo a floresta
E depara com a devastação
E vê que a natura chora
O verde foi se embora
Sem contestação
Voando sobre as matas
Sobre rios e cascatas
Vendo o lixo e a erosão
E o homem quem diria
Dando fim na Ecologia
A nossa destruição
Vem ver o céu todo a estrelar
No azul da imensidão
Quero ver o sol nascer
Sem fumaça sem poluição
Paz e amor podem salvar
O fogo, a terra, a água e o ar
Tudo que se planta dá
A vida fonte, vamos preservar
Ouvi um entoar
Um canto de euforia
Do poeta e do sabiá
Anunciando um raiar de um novo dia
Verde que te quero ver de novo
Jardins floridos nas praças do povo
Vejam a fauna e a flora toda bela
Com os minerais formando uma aquarela
Vamos dar um grito de guerra
Pisar forte nesse chão
Tem cheio verde, espalhando no ar
Exalando na multidão
OH! Mãe Natureza
Do meu bem querer
Ecossistema, hoje,
Vamos falar só de você.
OSWALDO CRISANTE
União Cultural - Taubaté-SP
Poema - Isabel Rosete
Aos políticos,
Estas minhas mãos, que agora escrevem,
São as mesmas que limpam a sujidade
De todos os dias das más-línguas envenenadas
Pela cólera, pelo prazer do ódio do simples
E ridículo acto sórdido do mal-dizer.
Estas minhas mãos, que agora escrevem,
São as mesmas que enxugam as lágrimas
Dos olhos amargurados pela miséria da Vida,
Pelo infortúnio, pela má sorte de um Destino
Que não foi feito por elas.
Estas minhas mãos, que agora escrevem,
São as mesmas que amparam os corações
Dilacerados pela Inveja, pela mesquinhez
Dos espíritos impuros, pela cobardia
Das mentes malditas que aniquilam
Os sorrisos trazidos pela Felicidade dos outros.
Para vós, Hipócritas, feiticeiros do bem-dizer,
Demagogos, falsários de promessas sempre
Adiadas, nunca cumpridas em tempo algum;
Para vós, feiticeiros indiscretos do anúncio
Da salvação impossível, retóricos dos
Pensamentos ocos e das palavras vãs;
Para vós, impostores convictos de uma política
Des-governada, estas minhas mãos não mais escrevem.
Não quero tornar as minhas mãos impuras!
ISABEL ROSETE
UNIÃO CULTURAL - Aveiro-Portugal
Estas minhas mãos, que agora escrevem,
São as mesmas que limpam a sujidade
De todos os dias das más-línguas envenenadas
Pela cólera, pelo prazer do ódio do simples
E ridículo acto sórdido do mal-dizer.
Estas minhas mãos, que agora escrevem,
São as mesmas que enxugam as lágrimas
Dos olhos amargurados pela miséria da Vida,
Pelo infortúnio, pela má sorte de um Destino
Que não foi feito por elas.
Estas minhas mãos, que agora escrevem,
São as mesmas que amparam os corações
Dilacerados pela Inveja, pela mesquinhez
Dos espíritos impuros, pela cobardia
Das mentes malditas que aniquilam
Os sorrisos trazidos pela Felicidade dos outros.
Para vós, Hipócritas, feiticeiros do bem-dizer,
Demagogos, falsários de promessas sempre
Adiadas, nunca cumpridas em tempo algum;
Para vós, feiticeiros indiscretos do anúncio
Da salvação impossível, retóricos dos
Pensamentos ocos e das palavras vãs;
Para vós, impostores convictos de uma política
Des-governada, estas minhas mãos não mais escrevem.
Não quero tornar as minhas mãos impuras!
ISABEL ROSETE
UNIÃO CULTURAL - Aveiro-Portugal
Contação de Histórias no Poupatempo Santo Amaro, em São Paulo-SP
Voluntários contam estórias infantis no Poupatempo Santo Amaro
Atividade gratuita vai acontecer todo sábado na Biblioteca do Posto
A partir deste sábado, 29/jan/2011, voluntários do Escreve Cartas começam a contar estórias para crianças maiores de 5 anos, no Poupatempo Santo Amaro. A atividade é gratuita e acontecerá durante o ano todo, aos sábados, sempre das 10 às 11 horas. As crianças serão incentivadas a usar toda a criatividade para criar desenhos e pinturas sobre as narrativas.
Serviço
As atividades acontecerão na Biblioteca da Praça Laranja, no Poupatempo Santo Amaro, que fica na Rua Amador Bueno, 176 / 258, próximo ao Largo Treze de Maio.
Programa Poupatempo
O Poupatempo é um Programa do Governo do Estado, vinculado à Secretaria de Gestão Pública e administrado pela Prodesp - Tecnologia da Informação. Desde a inauguração do primeiro Posto, em 1997, o programa prestou mais de 272 milhões de serviços.
Extraído do sítio do Governo do Estado de São Paulo
Atividade gratuita vai acontecer todo sábado na Biblioteca do Posto
A partir deste sábado, 29/jan/2011, voluntários do Escreve Cartas começam a contar estórias para crianças maiores de 5 anos, no Poupatempo Santo Amaro. A atividade é gratuita e acontecerá durante o ano todo, aos sábados, sempre das 10 às 11 horas. As crianças serão incentivadas a usar toda a criatividade para criar desenhos e pinturas sobre as narrativas.
Serviço
As atividades acontecerão na Biblioteca da Praça Laranja, no Poupatempo Santo Amaro, que fica na Rua Amador Bueno, 176 / 258, próximo ao Largo Treze de Maio.
Programa Poupatempo
O Poupatempo é um Programa do Governo do Estado, vinculado à Secretaria de Gestão Pública e administrado pela Prodesp - Tecnologia da Informação. Desde a inauguração do primeiro Posto, em 1997, o programa prestou mais de 272 milhões de serviços.
Extraído do sítio do Governo do Estado de São Paulo
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Acróstico - Sílvia Araújo Motta
RETRATO DA DOR NA REGIÃO SERRANA/RJ/27-JAN-2011
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//Acróstico-histórico-informativo nº 3428
//Por Sílvia Araujo Motta/BH/MG/Brasil
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--R-Região Serrana do Rio de Janeiro,
--E-Em 27 de janeiro de 2011, chora por
--T-Tantos MORTOS: 832 identificados;
--R-Registros de 541 desaparecidos...
--A-As 30.243 pessoas perderam
--T-Totalmente suas moradias, na tragédia...
--O-Os 18.079 humanos estão desabrigados...
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--D-Durante 11 dias, o Hospital de Campanha fez
--A-Atendimentos que registrou o nº 2.205,somente
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--D-Dentro de Nova Friburgo/Região Serrana/RJ.
--O-O número de desabrigados que chega a 12.163,
--R-Representa dependência de abrigos públicos...
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--N-Números são referentes aos Municípios:
--A-Areal, Santa Maria Madalena,Sapucaia,
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--R-Registros de Bom Jardim, Cantagalo,
--E-Em São José do Vale do Rio Preto,
--G-Garantidos em Petrópolis,Cordeiro,
--I-Inúmeros em Teresópolis, São Sebastião do
--Ã-Alto, Paraíba do Sul,Macuco,Sumidouro,
--O-Os Três Rios, Nova Friburgo e outros ...
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--S-Será que vale a pena refletir mais um pouco?
--E-É a falta de investimento em prevenção que
--R-Recebe culpa por tanta tragédia, nas chuvas?
--R-Responsabilidade Estadual,Municipal, Pessoal?
--A-Áreas de RISCO estão sendo FISCALIZADAS?
--N-Natureza cobra a falta de respeito humanitário?
--A-A realidade assusta a Defesa Civil? E ao mundo?
----
--R-Reflexões não bastam! É preciso AGIR, COBRAR
--J-JUSTIÇA,DEVER e PODER do DIREITO À VIDA!
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Belo Horizonte, quinta-feira, 27 de janeiro de 2011.
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//Acróstico-histórico-informativo nº 3428
//Por Sílvia Araujo Motta/BH/MG/Brasil
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--R-Região Serrana do Rio de Janeiro,
--E-Em 27 de janeiro de 2011, chora por
--T-Tantos MORTOS: 832 identificados;
--R-Registros de 541 desaparecidos...
--A-As 30.243 pessoas perderam
--T-Totalmente suas moradias, na tragédia...
--O-Os 18.079 humanos estão desabrigados...
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--D-Durante 11 dias, o Hospital de Campanha fez
--A-Atendimentos que registrou o nº 2.205,somente
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--D-Dentro de Nova Friburgo/Região Serrana/RJ.
--O-O número de desabrigados que chega a 12.163,
--R-Representa dependência de abrigos públicos...
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--N-Números são referentes aos Municípios:
--A-Areal, Santa Maria Madalena,Sapucaia,
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--R-Registros de Bom Jardim, Cantagalo,
--E-Em São José do Vale do Rio Preto,
--G-Garantidos em Petrópolis,Cordeiro,
--I-Inúmeros em Teresópolis, São Sebastião do
--Ã-Alto, Paraíba do Sul,Macuco,Sumidouro,
--O-Os Três Rios, Nova Friburgo e outros ...
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--S-Será que vale a pena refletir mais um pouco?
--E-É a falta de investimento em prevenção que
--R-Recebe culpa por tanta tragédia, nas chuvas?
--R-Responsabilidade Estadual,Municipal, Pessoal?
--A-Áreas de RISCO estão sendo FISCALIZADAS?
--N-Natureza cobra a falta de respeito humanitário?
--A-A realidade assusta a Defesa Civil? E ao mundo?
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--R-Reflexões não bastam! É preciso AGIR, COBRAR
--J-JUSTIÇA,DEVER e PODER do DIREITO À VIDA!
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Belo Horizonte, quinta-feira, 27 de janeiro de 2011.
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